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Centro-direita ganha eleições no Uruguai

Por Redação

28 de novembro de 2019 : 15h54

No DW

Luis Lacalle Pou é eleito presidente do Uruguai

Vitória de candidato de centro-direita marca fim de ciclo de 15 anos de poder da esquerda no país. Candidato governista reconhece derrota.

O ex-senador de centro-direita Luis Lacalle Pou será o próximo presidente do Uruguai. A vitória do candidato e do Partido Nacional (PN) foi indicada nesta quinta-feira (28/11) pelos números apresentados na segunda apuração das eleições presidenciais realizada pelo Tribunal Eleitoral do país.

O vice-presidente da Corte, Wilfredo Penco, disse que o resultado só deve ser oficialmente proclamado quando a “última urna for aberta”. No entanto, a diferença entre Lacalle e o governista Daniel Martínez já é impossível de ser superada pelo candidato da Frente Ampla (FA).

O próprio Martínez já reconheceu a vitória do seu adversário e parabenizou Lacalle Pou em uma mensagem no Twitter. “A evolução da contabilização dos votos não modifica a tendência. Por isso, saudamos o presidente eleito, @LuisLacallePou, com quem terei uma reunião amanhã. Agradeço de coração a quem confiou em nós com seu voto”, escreveu.

Junto de Lacalle Pou, também foi eleita a primeira vice-presidente mulher na história do Uruguai, Beatriz Argimón.

A derrota de Martínez marca o fim de um ciclo de hegemonia da Frente Ampla no Uruguai. O partido chegou ao governo com a vitória do presidente Tabaré Vázquez, em 2005, permaneceu com José Mujica em 2010 e obteve um terceiro mandato em 2015, com um governo novamente encabeçado por Vázquez.

Em seus 15 anos no poder, a coalizão esquerdista conseguiu impor uma agenda liberal que inclui a legalização do aborto em 2012, do casamento entre homossexuais e da maconha em 2013.

No último domingo, os eleitores do Uruguai voltaram às urnas para escolher o novo presidente do país em um segundo turno. No entanto, a primeira apuração não apontou de imediato um vencedor claro. Lacalle Pou apareceu à frente, com pouco mais de 1% dos votos, mas não foi declarado oficialmente como vencedor.

Como a diferença entre ele e Martínez candidato foi de apenas 28.666 votos – inferior à soma de “votos observado”, que passavam de 35 mil – o Tribunal Eleitoral do país decidiu por uma recontagem.

Fernando Vergara, secretário do conselho eleitoral de Montevidéu, explicou que, por volta das 12h (hora local) de hoje, relatórios de seis departamentos do país “que encerraram seus ‘votos observados’ chegaram ao Tribunal Eleitoral e isso permitiu que Luis Lacalle Pou fosse confirmado como presidente eleito”.

Os “votos observados” são aqueles de eleitores que votaram em lugares diferentes de suas zonas eleitorais por algum motivo justificado.

“Não é a precisão dos votos” que explica a atual vantagem de Lacalle Pou sobre Martinez, disse Vergara, mas eles começaram a “diminuir as margens da diferença no domingo”. “Por mais que todos chegassem a Martinez agora, ele não conseguia alcançar Lacalle Pou”, concluiu.

Já o Partido Nacional também publicou no Twitter o texto: “O Uruguai já tem um novo presidente!! @LuisLacallePou”, acompanhado por uma imagem do presidente eleito e de sua vice, Beatriz Argimón.

Além da reunião de hoje com Martínez, Lacalle Pou já tem em sua agenda um encontro com o atual presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez.

JPS/ots

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6 comentários

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chichano goncalvez

28 de novembro de 2019 às 16h32

Daqui a dois anos, me cobrem ( hoje nov’ 28’2019) o povo pobre e humilde estará nas ruas protestando, a historia se repete quando falta cultura a um povo. Todavia espero que seja ao contrario, mas com agenda neoliberal dando dinheiro para os ricos e isenções e sacrificando os mais pobres, como foi ao longo da historia do Uruguay, cujo peão trabalhava de sol a sol por carne e leite,não tenho esperança nenhuma de melhora, pobre povo Uruguayo pagará na carne os desacertos desse capitalismo.

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Walmir Monteiro

28 de novembro de 2019 às 15h56

Brasil e Uruguai, junto com a Bolívia, dão uma resposta ao mundo: A América Latina jamais será “vermelha”.

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    Alexandre Neres

    28 de novembro de 2019 às 16h21

    Deixe de ser boçal. Na Bolívia, houve um golpe de Estado. No Uruguai foi eleito democraticamente um candidato da centro-direita que quer distância do presidente do Brasil por este representar o atraso e a barbárie. Não misture alhos com bugalhos. Tudo bem que você se excite como uma vivandeira ao ocorrer uma quartelada, afinal as cadelas do fascismo estão sempre no cio, mas o caso do Uruguai é bem diferente

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      Paulo

      28 de novembro de 2019 às 23h04

      Passando pano para a direita uruguaia, caro Alexandre (rs)!? Vivendo e aprendendo…

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      Andressa

      29 de novembro de 2019 às 12h30

      Se nào chutar o saco dessa porcalha do foro de sao paulo nao deixam o poder de jeito nenhum,…parabens ao povo Boliviano que se salvou por pouco, assim como o Brasil.

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    chichano goncalvez

    28 de novembro de 2019 às 16h34

    Que bom então seremos todos pretos, mestiços e indios, que coisa boa. E os negros continuarão a tirar faculdade junto com os quase brancos.

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