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IBGE: varejo perde força

Por Redação

11 de dezembro de 2019 : 11h10

Vendas desaceleram em outubro, mas comércio tem sexto mês positivo seguido

Editoria: Estatísticas Econômicas | Alexandre Barros

11/12/2019 09h00 | Última Atualização: 11/12/2019 09h02

Agência IBGE — As vendas do comércio varejista desaceleraram para 0,1% em outubro, na comparação com setembro, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada hoje (11) pelo IBGE. Apesar da redução no ritmo, trata-se do sexto resultado positivo seguido do setor este ano, com ganho acumulado de 2,7% no período e de 4,2% frente a outubro de 2018. O índice de setembro foi revisado de 0,7% para 0,8%.

Seis das oito atividades pesquisadas registraram altas: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,3%), combustíveis e lubrificantes (1,7%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%), móveis e eletrodomésticos (0,9%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,3%), tecidos, vestuário e calçados (0,2%).

Já o setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, após avançar 4,0% entre maio e setembro, mostrou variação próxima à estabilidade (-0,1%), enquanto as vendas do segmento de livros, jornais, revistas e papelaria caíram 1,1% frente a setembro passado.

Na avaliação da gerente da pesquisa, Isabella Nunes, o varejo está encerrando 2019 melhor do que iniciou. “Isso por conta do quadro conjuntural mais favorável ao consumo, com uma melhora no mercado de trabalho, apesar de predominar a informalidade, e na massa de rendimentos. A liberação do FGTS e a inflação controlada também impulsionaram as vendas. Além disso, houve um aumento na concessão de crédito para pessoa física, o que estimula a aquisição de bens duráveis”.

Setor cresce 4,2% na comparação com outubro do ano passado

Em relação a outubro de 2018, o comércio varejista aumentou 4,2%, sétima taxa positiva seguida. Com isso, o varejo acumulou de janeiro a outubro avanço de 1,6%, frente a igual período do ano anterior. Já o indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 1,6% em setembro para 1,8% em outubro, indica ganho de ritmo nas vendas, avaliou Isabella.

Ela ressaltou também que este outubro teve o melhor resultado dos últimos seis anos na comparação interanual, apesar das promoções esperadas para novembro. “Normalmente, os consumidores postergam uma compra que poderia ser feita em outubro para novembro por causa da Black Friday”, disse a gerente da pesquisa.

Considerando o comércio varejista ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, o volume de vendas cresceu 0,8% em outubro, na comparação com setembro. Esse resultado reflete o aumento nas vendas de veículos, motos, partes e peças (2,4%) e de material de construção (2,1%), ambos após avanços significativos registrados no mês anterior, 1,2% e 1,8%, respectivamente.

A Pesquisa Mensal de Comércio também mostra que, na passagem de setembro para outubro, as vendas cresceram em 18 das 27 unidades da federação, com destaque para o Amapá (2,4%), a Paraíba (1,9%) e o Piauí (1,7%). Por outro lado, as maiores quedas foram verificadas em Minas Gerais (-5,2%), Rondônia (-1,7%) e no Mato Grosso do Sul (1,1%).

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