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Dívida pública líquida fecha novembro em 55% do PIB

Por Redação

31 de dezembro de 2019 : 14h28

O Banco Central divulgou ontem seu relatório atualizado sobre as estatísticas fiscais do setor público até novembro.

Estatísticas fiscais
1. Resultados fiscais

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$15,3 bilhões em novembro, comparativamente a déficit de R$15,6 bilhões no mesmo mês de 2018. O Governo Central e as empresas estatais registraram déficits de R$18,2 bilhões e R$39 milhões, respectivamente, e os governos regionais, superávit de R$2,9 bilhões.

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, alcançaram R$37,8 bilhões em novembro, comparativamente a R$35,0 bilhões no mesmo mês de 2018. No acumulado em 12 meses, os juros nominais atingiram R$369,3 bilhões (5,12% do PIB), ante R$385,6 bilhões (5,61% do PIB) no período equivalente encerrado em novembro do ano anterior.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$53,2 bilhões em novembro. No acumulado em 12 meses, o déficit nominal alcançou R$458,8 bilhões (6,36% do PIB), elevando-se 0,01 p.p. do PIB em relação ao déficit acumulado nos 12 meses terminados em outubro de 2019.

2. Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)
A DLSP alcançou R$3.954,5 bilhões em novembro, 54,8% do PIB, reduzindo-se 0,4 p.p. em relação ao mês anterior. Esse resultado refletiu, sobretudo, o efeito da desvalorização cambial de 5,5% no mês (redução de 0,9 p.p.), do crescimento do PIB nominal (redução de 0,3 p.p.), da incorporação de juros nominais (aumento de 0,5 p.p.) e do déficit primário (aumento de 0,2 p.p.). No ano, a relação DLSP/PIB aumentou 1,2 p.p., influenciada pela incorporação de juros nominais (aumento de 4,7 p.p.), pelo déficit primário acumulado (aumento de 0,7 p.p.), pelo efeito da desvalorização cambial de 9,0% acumulada no ano (redução de 1,4 p.p.), pelo ajuste de paridade da cesta de moedas que integram a dívida externa líquida (redução de 0,4 p.p.), e pelo crescimento do PIB nominal (redução de 2,4 p.p.).

A DBGG – que compreende o Governo Federal, o INSS e os governos estaduais e municipais – alcançou R$5.602,3 bilhões em novembro, equivalente a 77,7% do PIB, elevando-se 0,4 p.p. em relação ao mês anterior. Contribuíram para essa evolução a incorporação de juros nominais (aumento de 0,4 p.p.), a desvalorização cambial do mês (aumento de 0,3 p.p.), as emissões líquidas de dívida do governo geral (aumento de 0,1 p.p.) e o crescimento do PIB nominal (redução de 0,4 p.p.). No ano, o crescimento de 1,1 p.p. na relação DBGG/PIB refletiu a incorporação de juros (aumento de 5,2 p.p.), o impacto da desvalorização cambial (aumento de 0,4 p.p.), os resgates líquidos de dívida (redução de 1,0 p.p.) e o crescimento do PIB nominal (redução de 3,5 p.p.).

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9 comentários

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carlos

01 de janeiro de 2020 às 17h15

Um País em que a massa de manobra prefere acreditar na Globo é em fake News o resultado é esse pasmem , o Brasil vai gastar 10 x mais com fundo eleitoral é não estou falando do fundo partidário do é aplicado em saneamento básico é porque o povo tem que deixar de ser burro é usar a tecnologia sobre o resultado que tem uma cidade coberta por uma rede de esgoto e água tratada.

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Andressa

01 de janeiro de 2020 às 11h04

Esse “terroncello” vou te contar…voce è o que puglies ?

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Alan C

31 de dezembro de 2019 às 17h03

Matéria que começa com “O Banco Central divulgou” eu nem perco meu tempo pra ler, não passa de mais uma conversinha pra enganar o povo e continuar usurpando a nação como fazem desde a gestão Sarney, piorando agora com o circo da bozolândia querendo dar autonomia pra bandidos do colarinho branco disfarçados de banqueiros.

Não li e nem vou ler, mas tenho certeza absoluta que não citaram o perfil da dívida né? Novidade…. O que realmente importa na dívida é o tempo que se tem pra pagar, e não a porcentagem do PIB referente a dívida.

E mais, dívida não se paga com PIB, se paga com tesouro, o Japão tem dívida que corresponde a 200% do PIB japonês e é um país rico que funciona, e aí??? Só bolsominion retardado cai nessa conversinha (petistas shiitas tb).

E o cafezinho toda semana publicando balanço do BC, tá parecendo relações públicas….

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    Ronei

    31 de dezembro de 2019 às 18h39

    A Gleisi ficou sem Roipnol hoje.

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      Andressa

      31 de dezembro de 2019 às 19h47

      “Satanize o carteiro para que o povo não leia a carta” (Ciro Gomes)

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        Andressa

        01 de janeiro de 2020 às 11h05

        Esse “terroncello” vou te contar…voce è o que puglies ?

        Responder

          Renato

          01 de janeiro de 2020 às 11h30

          É treta no fascio.

    Carlos Marighella

    01 de janeiro de 2020 às 13h01

    Se for aprovada, como querem fazer na surdina e sem diálogo, essa autonomia do BC será a coisa mais desastrosa que já terá acontecido no Brasil, muito pior que o pior governo que já tivemos, independente de esquerda ou direita. Seria como se outra pessoa administrasse o nosso salário, quem aceitaria isso? Se não é bom pra gente não deve ser bom pra união, certo? É só pensar um pouco. É um absurdo total.

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chichano goncalvez

31 de dezembro de 2019 às 15h23

Não se preocupem ainda se pode piorar mais ! E olha que falta ainda tres anos para essa quadrilha deixar o poder. E ai Zé Povinho, é tu que vais de ferrar, não te aposentarás mais, não tens medicos, e teus filhos não terão mais faculdade, e ainda ficarás sem emprego, estava ruim com o PT, e agora ?

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