Entrevista de Lula ao UOL

Despesas com juros caem 31% no 3º trimestre e ficam em 6% do PIB

Por Redação

10 de janeiro de 2020 : 16h24

Um relatório divulgado hoje pela Secretaria do Tesouro Nacional informa que as despesas com juros no terceiro trimestre de 2019 caíram para R$ 116 bilhões, R$ 51,4 bilhões a menos que a despesa registrada no trimestre anterior, ou uma queda de 31%.

Essa despesa correspondeu a 6% do PIB, o menor índice em alguns anos.

Infelizmente, o governo ultraliberal de Bolsonaro não aproveita a queda nas despesas com juros para elevar o nível de investimentos, os quais, ao contrário, estão caindo.

Somando o segundo e o terceiro trimestre, as despesas com juros ficaram em R$ 284 bilhões.

***

Na Secretaria do Tesouro Nacional

Resultados trimestrais do Governo Geral

Sumário Executivo

O Boletim de Estatísticas Fiscais Trimestrais do Governo Geral traz estatísticas das três esferas de governo – Governo Central, Estados e Municípios –, consolidadas no setor Governo Geral, apuradas pelo regime de competência. A publicação faz parte do esforço do Tesouro Nacional de convergência às melhores práticas internacionais de transparência fiscal e antecipa o cumprimento de recomendação do G-20 acerca da disseminação de dados fiscais.

No 3º trimestre de 2019, o total da receita do Governo Geral apresentou crescimento nominal de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, decrescendo, em porcentagem do PIB, de 39,4% para 37,9%. As principais variações foram em contribuições sociais, que cresceu 8,0%, e outras receitas, que apresentou queda de 6,7%, em termos nominais. As despesas tiveram decréscimo nominal de 2,0% alcançando 45,5% do PIB. Apesar de algumas despesas terem apresentado elevação, estas foram mais que compensadas por uma queda de R$ 51,4 bilhões nos juros (30,7%).

A aquisição de ativos não financeiros (investimento) do Governo Geral registrou decréscimo de 7,3% no 3º trimestre de 2019 em relação ao 3º trimestre de 2018. Adicionalmente, houve aumento nas alienações de ativos não financeiros (430,3%) em virtude dos contratos de concessões de aeroportos e aumento do consumo de capital fixo (6,8%), tendo como consequência “investimento líquido em ativos não financeiros” negativo de 0,6% do PIB.

Como resultado desses fluxos a necessidade líquida de financiamento do Governo Geral registrou decréscimo nominal de 22,9%, passando de
9,6% do PIB para 7,0% do PIB.

Os resultados das Estatísticas Fiscais Trimestrais não substituem outras estatísticas relacionadas às finanças públicas, como as estatísticas fiscais do Resultado do Tesouro Nacional e do Banco Central do Brasil, que observam aspectos metodológicos específicos.

 

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8 comentários

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Robert

12 de janeiro de 2020 às 12h17

O orçamento federal de 2020 prevê que quarenta e cinco por cento da arrecadação será usado para o pagamento de juros mais a amortização da dívida pública, quase metade de tudo, muito maior do que cada uma das outras despesas consideradas individualmente e quase igual a todas elas somadas.

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Robert

11 de janeiro de 2020 às 22h44

“A publicação faz parte do esforço do Tesouro Nacional de convergência às melhores práticas internacionais de transparência fiscal e antecipa o cumprimento de recomendação do G-20 acerca da disseminação de dados fiscais.”

Bem que eu estranhei o fato de que o gráfico que abre o artigo, “Composição das despesas do governo geral – 2018/2019 % do PIB ” só ia até 50%. Depois percebi, que a tal transparência do Tesouro Nacional deixou de indicar a amortização de nossa dívida total, aquela que nunca foi auditada como prevê a Constituição e que está na bagatela de US$ 569.808.056.818 (569 bilhões, 808 milhões, 56 MIL, 818 dólares), conforme não nos deixa esquecer o pessoal da “Auditoria Cidadã da Dívida”

Segundo a mesma fonte, até o dia 24 de outubro de 2019, nesse ano de 2019 o pagamento dos juros + amortizações perfizeram: em 2019 – R$ 997.862.168.690 = 3,4 bi /dia (997 bilhões, 862 milhões, 168 mil, 690 reais = 44,37% dos gastos).

Por fim, o orçamento federal aprovado pelo congresso para 2020 estipulou para o pagamento de juros e amortizações da dívida, R$ 1,603 trilhão, ou seja, 45% dos R$ 3,565 trilhões previstos.

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Paulo

10 de janeiro de 2020 às 20h04

Com todo o impacto que a queda da Selic vai trazer – já está, na verdade, trazendo – para o controle das contas públicas, eu pergunto: seria mesmo necessária uma Reforma da Previdência tão draconiana?

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Alan C

10 de janeiro de 2020 às 19h07

Relatório de quem?!!?!?

Todos os órgãos internacionais de respeito já afirmaram, mais de uma vez, que o Brasil está mentindo a respeito dos seus dados, a COP25 mostrou isso de novo.

Mas tb né, alguém acha que um picadeiro ridículo onde tem gente retardada como um ministro da educação que não sabe escrever, carluxo, o zé ninguém do bozo, a tal da Jesus na goiabeira, o outro lá dos Beatles socialistas que faziam as mulheres abortarem (kkkk), o ministro das relações exteriores que disse que o nazismo era de esquerda (kkkk), o bozofilho que sugeriu que meninos e meninas fossem separadas na escola (kkkk)… Vai querer o que???? rs

E o mais importante ficou, ora vejam vcs, pro rodapé:

“Os resultados das Estatísticas Fiscais Trimestrais não substituem outras estatísticas relacionadas às finanças públicas, como as estatísticas fiscais do Resultado do Tesouro Nacional e do Banco Central do Brasil, que observam aspectos metodológicos específicos”.

O BC sempre na encolha, na surdina, sem querer aparecer…. PQ SERÁ??????

É muita incompetência e muita cara de pau junta no mesmo lugar!

Pelo menos dá pra rir com tanta gente retardada kkkkk

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Wellington

10 de janeiro de 2020 às 18h53

A coxinhada de esquerda que perdeu a boquinha do Tesouro Direto està em luto…agora o jeito è trabalhar e parar de falar asneiras sobre quem trabalha e emprega alguem.

O Cirolipa deve estar desesperado, via ter que largar o Jackdanielzinho e voltar para a Pitù…Kkkkkkkkkkkk

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    Robert

    11 de janeiro de 2020 às 23h06

    Pena que o pib segue estagnado, a informalidade caminha entre recordes seguidos e a extrema pobreza ressurgiu atingindo 13,2 milhões de brasileiros.

    Responder

      Wellington

      12 de janeiro de 2020 às 06h10

      Sério… e agora ?

      Responder

      Alan C

      12 de janeiro de 2020 às 10h53

      Robert,

      A taxa de investimento do governo nos serviços que o povo mais precisa está no menor patamar da história do país, vai esperar o que dessa bozolândia imunda??

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