Ato público pela valorização do serviço público

Brasil encerra 2019 com geração de 644 mil novos empregos formais

Por Redação

24 de janeiro de 2020 : 13h04

Foi um bom ano em termos de geração de emprego, embora não se possa dizer o mesmo da renda média do trabalho.

A crise profunda em setores chaves no mercado de trabalho, como a construção civil, começa a ser contornada.

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No Ministério da Economia

Brasil fecha 2019 com 644 mil novos postos de trabalho

Em números absolutos, ano registrou a geração de 115 mil postos a mais do que em 2018

Publicado: 24/01/2020 13h47
Última modificação: 24/01/2020 14h28

O Brasil fechou 2019 com o maior saldo de empregos com carteira assinada em números absolutos desde 2013. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de dezembro mostram que houve a geração de 644.079 novas vagas de emprego formal no país em 2019, o que significa 115 mil postos a mais do que o registrado em 2018. Com isso, o estoque de empregos com carteira assinada chegou a 39 milhões de vínculos – em 2018, esse número tinha ficado em 38,4 milhões.

Todos os oitos setores da economia registraram saldo positivo em 2019. O destaque do ano ficou com Serviços, responsável pela geração de 382.525 postos. No Comércio foram 145.475 novas vagas e na Construção Civil, 71.115. O menor desempenho foi o da Administração Pública, com 822 novas vagas.

Confira a apresentação do Caged

Estados e regiões

As cinco regiões fecharam o ano com saldo positivo. O melhor resultado absoluto foi o da região Sudeste, com a criação de 318.219 vagas. Na região Sul, houve abertura de 143.273 postos; no Nordeste, 76.561; no Centro-Oeste, 73.450; e no Norte, 32.576. Considerando a variação relativa do estoque de empregos, as regiões com melhores desempenhos foram Centro-Oeste, que cresceu 2,30%; Sul (+2,01%); Norte (+1,82%); Sudeste (+1,59%) e Nordeste (+1,21%).

Em 2019, o saldo também foi positivo para todas as unidades da federação, com destaque para São Paulo, com a geração de 184.133 novos postos; Minas Gerais, com 97.720, e Santa Catarina, com 71.406.

Salário

Houve aumento real também nos salários. No ano, o salário médio de admissão nacional foi de R$ 1.626,06 e o salário médio de desligamento foi de R$ 1.791,97. Em termos reais (mediante deflacionamento pelo INPC), registrou-se crescimento de 0,63% para o salário médio de admissão e de 0,7% para o salário de desligamento, na comparação com novembro do ano passado.

Modernização trabalhista

Segundo dados do Caged, em 2019 houve 220.579 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado. Entre os setores econômicos, os desligamentos ocorreram principalmente em Serviços (108.877), Comércio (53.304) e Indústria de Transformação (35.059).

Na modalidade de trabalho intermitente, o saldo ficou positivo em 85.716 empregos. O melhor desempenho foi do setor de Serviços, que fechou 2019 com 39.716 novas vagas. No Comércio, o saldo ficou em 24.327 postos; na Indústria de Transformação, 10.459; e na Construção Civil, 10.044. As principais ocupações foram assistente de vendas, repositor de mercadorias e vigilante.

Já no regime de tempo parcial, o saldo de 2019 chegou a 20.360 empregos. Os setores que mais contrataram nessa modalidade foram Serviços (10.620), Comércio (7.787) e Indústria de Transformação (1.259). As principais ocupações foram repositor de mercadorias, operador de caixa e faxineiro.

Dezembro de 2019

No mês de dezembro, o resultado foi negativo, a exemplo do que ocorre todos os anos. Trata-se de uma característica do mês, devido aos desligamentos dos trabalhadores temporários contratados para trabalhar durante o fim de ano, além da sazonalidade naturalmente observada nos setores de serviços, indústria e construção civil. No último mês de 2019 o saldo ficou negativo em 307.311 vagas. Em 2018, o saldo de dezembro havia sido de -334.462.

Os maiores desligamentos foram no setor de Serviços (-113.852) e na Indústria de Transformação (-104.634). O Comércio foi o único a apresentar saldo positivo, com 19.122 vagas.

Na modalidade de trabalho intermitente, o saldo também foi positivo: 8.825 novas vagas em dezembro. Comércio e Serviços dominaram as contratações com saldos de 3.797 e 3.103 novos postos, respectivamente. Já o trabalho parcial teve déficit de 2.293 vagas.

Caged

O Caged é divulgado mensalmente pela Secretaria de Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia e traz o registro permanente de admissões e dispensa de empregados, sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

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7 comentários

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Andressa

24 de janeiro de 2020 às 13h35

2019 foi ano de transição ainda, em 2020 provavelmente deve aumentar a confiança e teoricamente os empregos formais podem aumentar mais.

40 milhões se não me engano são os CNPJ.

O mundo do trabalho mudou bastante nos últimos anos e o Brasil não acompanhou as mudança formando trabalhadores especializados, mas continuou no caminho do analfabetismo. De mão de obra barata tem sobrando e milhões de pessoas não terão emprego formal nunca mais, pelo menos 5%, mas são bem mais.

Responder

    Gilmar Tranquilão

    24 de janeiro de 2020 às 13h58

    VAI WELLINTÃO!!!!!!!…. kkkkkkkkkkkkkkkkk

    Responder

Evandro Garcia

24 de janeiro de 2020 às 13h12

Os professores do bla bla bla aqui do site assinaram a carteira de quantos trabalhadores esse ano…?

Responder

    Gilmar Tranquilão

    24 de janeiro de 2020 às 13h20

    Ah wellinton, vc pergunta quem criou emprego como vc criando nomes pra fazer volume no fórum do Cafezinho, SE ORIENTA POHA!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Responder

      Evandro Garcia

      24 de janeiro de 2020 às 14h05

      Nenhum, né Alanzinha….?

      Responder

        Alan C

        24 de janeiro de 2020 às 15h24

        De novo querendo puxar os outros pro seu esgoto camundongo?

        Tente virar gente.

        Responder

          Evandro Garcia

          24 de janeiro de 2020 às 19h05

          Como coach do nivél que voce è deveria ter pelo menos 3 assistentes, duas secretarias e todos bem pagos jà que o salario minimo è baixinho…pelo menos 4 salarios minimos com carteira assinada, etc…


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