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1º ano de Bolsonaro registra forte desindustrialização do país

Por Redação

04 de fevereiro de 2020 : 11h54

Examinados de perto, os números são ainda piores, porque houve queda especialmente acentuada do setor de bens de capital, que é tipo um “termômetro” do futuro da indústria, visto que seus produtos são máquinas e estruturas voltadas para o próprio setor industrial.

O setor de bens de capital registrou queda de 8,8 % em dezembro, em relação ao mês anterior, e de 5,9% sobre dezembro de 2018. São quedas profundas.

No acumulado de 12 meses, o setor de bens de capital caiu 0,4%.

A única ‘”boa notícia” é a alta, no acumulado dos últimos 12 meses, no setor de bens duráveis, que é um setor estratégico, em virtude de produtos de mais alto valor agregado: carros, motos, eletrônicos, móveis, e todo o tipo de bens não perecíveis; entretanto, na comparação com o mês anterior, o setor registrou queda de 2,7%, o que sinaliza tendência de baixa.

Separei alguns gráficos que achei mais ilustrativos.

   

***

Após dois anos de alta, produção industrial fecha 2019 com queda de 1,1%

Editoria: Estatísticas Econômicas | Cristiane Crelier
04/02/2020 09h00 | Última Atualização: 04/02/2020 09h02

Agência IBGE — A produção nacional da indústria recuou 1,1% no ano de 2019, após dois anos seguidos de crescimento em 2017 (2,5%) e 2018 (1%). Houve, no entanto, uma redução na intensidade das perdas do primeiro (-1,4%) para o segundo semestre do ano (-0,9%), em relação a iguais períodos do ano anterior. Mesmo assim, o mês de dezembro foi de queda na produção, tanto em relação a novembro (-0,7%) quanto em relação a dezembro de 2018 (-1,2%), bem como o último trimestre do ano (-0,6%).

As informações são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), divulgada hoje (4) pelo IBGE. “Tiveram grande peso nesses resultados negativos os efeitos na indústria extrativa, em decorrência do rompimento da barragem de Brumadinho no início de 2019”, explica o gerente da pesquisa, André Macedo. Ele ressalta que, se o setor extrativo (-9,7%) fosse retirado do cálculo, a variação da produção industrial seria de 0,2% no ano.

No entanto, ele comenta que outros fatores contribuíram para o cenário. “Das 24 atividades pesquisadas, 16 tiveram queda no ano. A produção industrial pode estar sendo impactada pelas incertezas no ambiente externo e também pela situação do mercado de trabalho no país que, embora tenha tido melhora, ainda afeta a demanda doméstica”, comenta.

Do lado positivo da balança do ano, está a produção de bens de consumo, tanto duráveis quanto não duráveis. “O avanço no mercado de trabalho e a liberação de saques do FGTS injetaram dinheiro na economia, impulsionando essa atividade”, diz Macedo.

Bens de capital têm queda em dezembro, a mais intensa desde maio de 2018

Na queda de 0,7% da atividade industrial na passagem de novembro para dezembro de 2019, três das quatro grandes categorias econômicas e 17 dos 26 ramos pesquisados mostraram redução na produção.

Entre as grandes categorias econômicas, a queda mais acentuada foi a de bens de capital: 8,8%, o recuo mais intenso desde maio de 2018, quando registrou taxa negativa de 18,5%. A categoria manteve o comportamento predominantemente negativo presente desde maio de 2019, acumulando nesse período redução de 12,9%.

As influências negativas mais importantes entre as atividades foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,7%), que acumulou recuo de 9,7% em três meses consecutivos, e máquinas e equipamentos (-7,0%), que intensificou a perda de 2% verificada em novembro de 2019. Por outro lado, entre os nove ramos que ampliaram a produção, o desempenho de maior importância foi registrado por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,2%), que acentuou o ritmo de crescimento observado no mês anterior (1,7%).

Recuo nos minérios e avanço nos combustíveis em relação a dezembro de 2018

A queda de 1,2% em dezembro de 2019, em relação ao mesmo mês do ano anterior, foi sentida pelos resultados negativos em duas das quatro grandes categorias econômicas e em 14 dos 26 ramos pesquisados, mesmo com um dia útil a mais em dezembro de 2019.

Entre as atividades, indústrias extrativas (-12,2%) exerceram a maior influência negativa na formação da média da indústria, pressionada, em grande medida, pelo minério de ferro. Já entre as atividades em expansão, a principal influência foi registrada por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (10,8%), impulsionada, em grande medida, pela maior fabricação dos itens óleos combustíveis, naftas para petroquímica e gasolina automotiva.

Das grandes categorias econômicas, o destaque negativo do mês de dezembro em relação ao dezembro do ano anterior também foram os bens de capital (-5,9%). E os segmentos de bens de consumo duráveis (1,6%) e de bens de consumo semi e não duráveis (1,2%) marcaram os resultados positivos nessa comparação.

Último trimestre do ano mostrou redução na intensidade das perdas

Em bases trimestrais, houve redução na intensidade de perda no total da produção industrial na passagem do terceiro (-1,2%) para o quarto (-0,6%) trimestre de 2019, explicada pelo ganho de dinamismo verificado em três das quatro grandes categorias econômicas, com destaque para bens de consumo duráveis (de 1,1% para 3,3%), além dos semi e não duráveis (de 1,0% para 2,0%), que tiveram o terceiro trimestre consecutivo de crescimento na produção. O setor de bens de capital (de 1,2% para -3,5%) foi o único que mostrou perda de ritmo entre os dois períodos, interrompendo, dessa forma, dois trimestres seguidos de taxas positivas.

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22 comentários

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Renato

04 de fevereiro de 2020 às 22h16

A desindustrialização foi bem maior nos últimos anos do governo petista. Por isso os brasileiros e os mineiros meteram o pé na bunda de Dilma , de Lula , de Haddad e do Petê !

Responder

    maria do carmo

    05 de fevereiro de 2020 às 11h44

    Desinformado ou mal intencionado!!!!

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maria do carmo

04 de fevereiro de 2020 às 17h14

Atencao brasileiros, bolsonaro tem que decretar estado de emergencia de desemprego, miseria, fome e moradores de rua (que aumentou 60% apoz seu desgoverno), existem milhoes e milhoes de casos de familias inteiras em estado de emergencia na mais profunda miseria no pais de norte a sul, fome nao pode deixar para amanha, so nao ve quem nao quer, bolsonaro tem que parar de fazer piada com risada debochada com trabalhador e exercer suas funcoes, mas o pior e que o mesmo e despreparado, ignorante e nao entende de nada e o pior presidente do planeta, brasileiros acordem o Brasil esta em estado de emergencia e temos um presidente tmbecil que debocha do povo, so em Sao Paulo foram miilhares de fabricas fechadas, vai chegar no bolso de todos, ja esta chegando ACORDEM!!!

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Alan C

04 de fevereiro de 2020 às 15h48

A culpa deve ser do Lula, da Dilma, do Itamar, do STF, da cultura, dos comunistas, da China, do Maduro, do Fidel, do Stalin, do Macron, da Kirchner, da revolução bolchevique, da PQP….

Menos do bozo… rsrsrsr

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    Andressa

    04 de fevereiro de 2020 às 18h28

    Se hà, a unica culpa é dos brasileiros.

    Responder

      Alan C

      05 de fevereiro de 2020 às 08h14

      ñ

      Responder

        Andressa

        05 de fevereiro de 2020 às 09h06

        De quem, dos Hondurenhos, dos Paquistaneses ou da CIA de novo..?

        Responder

          Alan C

          05 de fevereiro de 2020 às 09h41

          … menos da bozolândia! kkk

psolelua

04 de fevereiro de 2020 às 14h05

O título é em pleno padrão 247.

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    Psilocibes Cubensis

    04 de fevereiro de 2020 às 15h11

    É difícil pra vocês conviver com a verdade.

    Responder

    Alan C

    04 de fevereiro de 2020 às 18h16

    “precisa aceitar a democracia”

    Responder

Evandro Garcia

04 de fevereiro de 2020 às 14h03

Os sinais positivos da economia são claros e quem vive no ambiente empresarial percebe que há vontade de investir e que muita gente já investiu.

É também claro que a oposição precise fazer oposição e criar narrativas para atrapalhar.

Mesmo assim os desastres dos últimos 20 anos terão repercussão altamente negativa para os próximos 50 anos pelo menos, para sempre na verdade.

Responder

chichano goncalvez

04 de fevereiro de 2020 às 13h05

Não se preocupem: sempre se pode piorar mais, e ainda vai piorar, afinal faltam ” só tres (03) anos ” ,para o chefe de quadrilha sair com sua mafia do poder.

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Andressa

04 de fevereiro de 2020 às 12h55

Prezado,

“máquinas e estruturas voltadas para o próprio setor industrial” tiveram aumento de cerca de 7% nas importaçoes. Produtos que aquì nào existem ou custam mais caros que serem importados.
Os impostos de importaçào sobre esses produtos foram zerados o ano passado para ajudar industria e comercio.

Lembrando que no Brasil até para emitir uma nota fiscal é preciso ter um software (com parcela mensal cara), se perder entre leis idiotas, taxas absurdas, regras imbecis e jogar fora um monte de tempo e dinheiro. Em paises normais para emitir uma simples nota fiscal bastam uma caneta e uma folha A4.

A unica coisa que deveria ser feita é semplificar e baixar os impostos idiotas de quarto mundo para manter um estado completamente falido que nada produz além de dividas astronomicas, milhoes de analfabetos e dezenas de milhares de cadavers por ano. Mas isso é impossivé pois o Brasil é estruturado desde sempre para viver disso (morrer na verade); uma coisa que chega a dar dò de tanto ridicula, una porcaria sem rivais.

Essas materias com graficos e numeros que pouco ou nada dizem sào bastantes inutéis.

Responder

    Alan C

    05 de fevereiro de 2020 às 09h46

    kkkk que blablabla ridículo heim!! rsrs

    Responder

Paulo

04 de fevereiro de 2020 às 12h03

Quando é que o Porco Guedes vai parar de pedir Reformas e administrar esse trem, hein?

Responder

    Alan C

    04 de fevereiro de 2020 às 18h17

    Só quando o mercado financeiro, chefe da bozolândia, mandar.

    Responder

      Paulo

      04 de fevereiro de 2020 às 19h15

      Ih, rapaz!

      Responder

      Renato

      04 de fevereiro de 2020 às 22h13

      O Mercado Financeiro, além das empreiteiras, adoram é Lula e Dilma. Eles estão com saudades dos 14% da Selic de Dilma ! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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        cabra retado

        04 de fevereiro de 2020 às 23h08

        tu fala merda di nasença o tu feiz curso??? ijsojdoisjosijsojdsoijsoisjosdjsoijsidojsojdi

        Responder

          Renato

          05 de fevereiro de 2020 às 17h32

          “Feiz curso” é ótimo. Você é o retrato do fracasso da Pátria Educadora de Lula e Dilma ! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

        Alan C

        05 de fevereiro de 2020 às 09h48

        Tá, mas…. Só quando o mercado financeiro, chefe da bozolândia, mandar! rsrs

        Responder

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