Ato público pela valorização do serviço público

O senador Paulo Bauer (PSDB-SC) durante o terceiro dia da sessão do julgamento final do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff no plenário do Senado, em Brasília — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

MPF denuncia ex-senador do PSDB por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa

Por Redação

12 de fevereiro de 2020 : 19h10

No início de 2019, Paulo Bauer tinha assumido cargo importante junto ao governo federal.

No MPF

Lava Jato: MPF denuncia Paulo Bauer por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa

De acordo com as investigações, ex-senador recebeu mais de R$ 11 milhões para beneficiar o grupo Hypermarcas

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia contra dez pessoas suspeitas de integrarem esquema para favorecer os interesses do grupo Hypermarcas no Senado Federal, entre 2013 e 2015. As provas indicam que Paulo Roberto Bauer, então senador pelo PSDB, recebeu indevidamente R$ 11,8 mi com a ajuda do assessor parlamentar Marcos Antônio Moser. Esse valor foi transferido em parcelas por meio de contratos fraudulentos firmados com as empresas Ycatu Engenharia e Saneamento, Instituto Paraná de Pesquisa e Análise de Consumidor, Prade e Prade Advogados Associados e One Multimeios Tecnologia e Informática.

Além de Bauer e seu assessor Marcos Antônio Moser, foram denunciados Nelson José de Mello, João Alves de Queiroz Filho, Carlos Roberto Scorsi e Sílvio Tadeu Agostinho, então executivos da Hypermarcas; Nereu Antônio Martinelli, na época proprietário da Ycatu; Péricles Luiz Medeiros Prade (Prade e Prade), Murilo Hidalgo Lopes de Oliveira (Paraná Pesquisa) e Maurício Sampaio Cavalcanti (One Multimeios).

A ação penal é resultado das investigações realizadas a partir do acordo de colaboração firmado com Nelson José de Mello, ex-diretor de relações institucionais da Hypermarcas. Ele apresentou provas que corroboram seus depoimentos, incluindo cópias de contratos fictícios, sem a devida contraprestação de serviços, e uma linha do tempo que mostra a correlação entre os pagamentos feitos para Paulo Bauer e a tramitação de proposta de emenda constitucional de sua autoria no Senado. A PEC 115/2011, arquivada em 2018, alterava o regime tributário sobre medicamentos de uso humano.

Segundo a denúncia, o colaborador Nelson Mello “relatou que considerava importante desenvolver relações políticas com Paulo Bauer, à época considerado um parlamentar de destaque no PSDB, que concorria ao governo estadual e participava ativamente de assuntos relacionados à guerra fiscal entre os estados e a indústria farmacêutica”. O acompanhamento da PEC 115/2011 foi batizado internamente, na Hypermarcas, como projeto Criciúma.

Os contratos fraudulentos eram firmados entre a Hypermarcas e as demais empresas, que repassavam os valores para o ex-senador, de forma a dissimular a origem do dinheiro. A KPMG Auditores Independentes, responsável pela auditoria externa do grupo, chegou a questionar um dos contratos, com a Prade & Prade, já que foram pagos honorários sem que o escritório estivesse elencado na circularização de advogados da Hypermarcas.

Além dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva, as dez pessoas são denunciadas também por formação e participação de organização criminosa, dividida em três grupos. Paulo Bauer e Marcos Moser formavam o núcleo político da organização, enquanto Nelson Mello, João Alves de Queiroz Filho, Carlos Scorsi e Sílvio Tadeu Agostinho eram o núcleo na Hypermarcas. Já Nereu Martinelli, Péricles Prade, Murilo Hidalgo de Oliveira e Maurício Cavalcanti integravam grupo responsável pela lavagem de dinheiro.

Leia a íntegra da denúncia do MPF.

O número da ação penal é 0005579-24.2019.403.6181. A tramitação pode ser consultada aqui.

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3 comentários

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carlos

14 de fevereiro de 2020 às 12h10

Mais um vagabundo lá do Sul, esse tal de Paulo Bauer, me parece ser um que agrediu uma mulher, aliás o povo já sabe que essa quadrilha é quem sustenta as facções criminosas de norte a sul de leste a oeste, lados da por Sérgio Moro, direto de Maringá.

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Paulo

12 de fevereiro de 2020 às 21h15

Botafogo já poderia ser classificado, a essas alturas, de um “estadista às avessas”?

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Paulo

12 de fevereiro de 2020 às 21h13

Aos poucos, estão chegando no tucanato. Não é à toa que a classe política se uniu sob a batuta do Botafogo, que quer porque quer a Reforma Administrativa, além de capitanear o fim da prisão em 2ª Instância e a criação do juiz de garantias…

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