Análise da reunião ministerial de Bolsonaro

Varejistas denunciam: bancos aumentaram juros em até 70%. E pedem redução nos juros do cartão de crédito

Por Redação

31 de março de 2020 : 13h44

As instituições financeiras foram as primeiras a receberem ajuda do governo federal, assim que estourou a crise do coronavírus, recebendo “injeção” de recursos da ordem de R$ 1,2 trilhão.

O presidente Bolsonaro, que agora resolveu ser “amigo dos pobres”, fazendo passeios na periferia de Brasília para conversar com ambulantes, deveria lembrá-los, portanto, que não faltou dinheiro para os grandes bancos do país.

Agora, os varejistas reclamam que os mesmos bancos, após receberem essa “ajuda extra” (não esquecer que eles vem obtendo lucros recordes há vários anos, com crise com tudo), estão aumentando, no meio da crise dramática do coronavírus, os juros em até 70%!

Na carta enviada ao Banco Central, os varejistas sugerem o uso dos cartões de crédito como a maneira mais simples e rápida de ajudar pequenos e médios empresários. Com certeza, é uma maneira mais ágil do que financiamentos sujeitos a angustiantes processos burocráticos. Mas é preciso antes reduzir os juros do cartão!

O que os varejistas esqueceram de sugerir, mas eu o faço aqui, é que a mesma ideia se aplica aos consumidores: o governo pode ajudar a população, e por conseguinte, toda a economia, baixando os juros do cartão de crédito, o que ajudará a destravar a economia, e inclusive ajudará a manter as pessoas em casa, já que o uso de cartão de crédito facilita atividades econômicas baseadas na internet.

Na Abrasce

EM DEFESA DA SAÚDE FINANCEIRA DE TODO O SETOR PRODUTIVO DO PAÍS
Entidades representativas encaminharam a órgãos públicos uma carta sobre a crise do Covid-19 e os fortes impactos no varejo nacional

São Paulo, 30 de março de 2020 – A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), a Associação Brasileira de Franchising (ABF), a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e a Confederação das Associações Comercial e Empresariais do Brasil (CACB) encaminharam uma carta ao Ministério da Economia e ao Banco Central pedindo que medidas econômicas sejam adotadas, a fim de evitar um colapso do setor produtivo.

Em seu posicionamento, as entidades reforçam que nesse momento é preciso oferecer alicerces para sustentação dos negócios e de pessoas que dependem destas atividades, com o propósito de buscar garantir crédito para o varejista que está impedido de produzir e que já sente os impactos no negócio.

No documento direcionado ao Ministério da Economia, as entidades listam 9 medidas para mitigar os impactos econômicos na cadeia produtiva. Já na carta enviada ao Banco Central, são propostas 5 medidas para preservar a sobrevivência dos pequenos e médios varejistas.

Para conferir o conteúdo completo das cartas, clique nos links abaixo:

Carta ao Ministério da Economia

Carta ao Banco Central

Abrasce – Associação Brasileira de Shopping Centers

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2 comentários

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putin

31 de março de 2020 às 17h21

manda para eles o premio nobel da economia andressa, que fala que o cartao de credito nao cobra juros, kkkkkkkk

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Sandro Martins

31 de março de 2020 às 13h50

BNDES assumir 100% risco para eles se livrar do problema que é de todo mundo e jogar nas costas dos outros ?

Até eu queria…

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