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Foto: Reprodução

Nas eleições municipais, PT e PSB se distanciam e diminuem chances de aliança para 2022

Por Redação

23 de setembro de 2020 : 12h25

O presidente Nacional do PSB, Carlos Siqueira, oficializou o rompimento com o PT nestas eleições, diminuindo as chances de uma aliança com os petistas na eleição presidencial de 2022.

A decisão de Siqueira ratifica o processo de isolamento do PT nas grandes capitais como São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza.

Em Salvador, o PSB ocupa a vice na chapa de Major Denice (PT). Mas de acordo com Siqueira, esse acordo é mérito do governador Rui Costa e do senador Jaques Wagner “que contrariam as decisões do PT”.

Em entrevista ao Valor, Siqueira responsabilizou o ex-presidente Lula pelo isolamento dos petistas.

“Infelizmente Lula não quer fazer uma frente, mas sim quer manter o exclusivismo petista. Se o PT tivesse responsabilidade, seu líder maior não sairia anunciando candidaturas próprias, mas sim procuraria unir todos da esquerda, abrindo mão de capitais. Mas o PT não quer aliança”

O estopim da tensão entre as duas siglas ocorreu na semana passada quando a presidente Nacional do PT, Gleisi Hoffmann, interviu na decisão do diretório municipal dos petistas em João Pessoa (PB) horas depois do lançamento da candidatura do deputado estadual Anísio Maia para apoiar o ex-governador, Ricardo Coutinho (PSB).

Em nota, Gleisi afirmou que a decisão tinha o objetivo de supostamente formar  “um bloco que proporcione a unidade da esquerda”.

Porém, Carlos Siqueira rechaçou o apoio do PT e criticou duramente a atitude de Gleisi Hoffmann e classificou a decisão como “impertinente”.

“É impertinente. O PT já rompeu com o PSB nestas eleições, ao impor candidaturas. Não nos interessa esse apoio. Que retire”

Apesar do rompimento com o PT, o PSB firmou alianças com PDT, PV e Rede com o objetivo de formar uma nova centro-esquerda no Brasil.

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3 comentários

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Ivan

23 de setembro de 2020 às 17h41

Desculpe Cafezinho, mas uma coisa não tem absolutamente nada a ver com a outra.

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carlos

23 de setembro de 2020 às 17h29

É o famoso complexo de vira lata, o PSB será o PSDB de amanhã , junto com o centrão vai ou os caciques expulsam esse Carlos Siqueira ou o partido vai virar o PSDB.

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José de Souza

23 de setembro de 2020 às 13h05

Chororô ridículo. Metade do PSB votou pelo impeachment. São esses “aliados” que estão sendo preteridos das alianças em algumas capitais. O fato é que o PSB virou o PMDB da esquerda. Tem os seus Temers e os seus Requiões. Nacionalmente já fechou com o PDT de aluguel do Ciro, o que é perfeitamente legítimo, goste-se ou não. Agora, posar de parceira desprezada, é ridículo.

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