Live do Cafezinho: balanço dos partidos de esquerda

Antonio Neto: O atacado que nos une é bem maior do que o varejo que nos separa

Por Redação

20 de novembro de 2020 : 16h23

Por Antônio Neto

É assim que pensamos a construção de uma verdadeira frente ampla contra os arroubos autoritários da direita, seja ela a fascista de Jair Bolsonaro, ou a neoliberal de BrunoDória.

Como a história nos mostra, foi nesses momentos de união do campo progressista que o nosso país conseguiu avançar rumo a um destino mais justo para todas e todos. De 1930 a 2020, passando pela consolidação da CLT, das indústrias de base, da redemocratização e da luta contra o golpe, caímos e levantamos juntos. Ao observador mais atento, não é difícil perceber que foi a partir de nossa unidade, nos momentos mais difíceis e também nos mais prósperos, que o fio da história nos colocou a consciência e a subjetividade elevada das lutas sociais na ordem do dia. Desses momentos, surgiram nossos direitos, nossas vozes como conquista.

Não seria diferente em 2020, um dos anos mais críticos da história recente, que faríamos diferente. O PDT guarda em sua história, apesar das divergências táticas que possamos ter com nossos companheiros, não apenas o compromisso, mas a concretização dos avanços materiais de todo o brasileiro.

Esta foi uma eleição em que o nosso PDT da cidade de São Paulo mostrou que está mais vivo do que nunca. Apesar daqueles que ainda temem por verem de volta trabalhismo no retrovisor, nós podemos dizer que estamos de volta. Se desta vez não fomos ao segundo turno com nossos companheiros do PSB de Márcio França, podemos dizer com orgulho que hoje somos porta-vozes de uma nova militância aguerrida, que não foge à luta e não deixará de mostrar o seu compromisso com as bandeiras históricas do PDT.

Por isso, não deixaremos de caminhar junto àqueles que junto a nós, ainda que de maneira diferente, pensam antes de tudo no futuro dos que mais necessitam, na verdadeira democracia feita pela base da sociedade, a dos trabalhadores, das mulheres, dos negros e LGBTQIA+.

Portanto, não é por menos que estaremos com Guilherme Boulos e Luiza Erundina neste segundo turno e daremos toda à nossa força para que a esperança vença o ódio e possamos retomar o fôlego da democracia e do respeito na maior cidade do Brasil!

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1 comentário

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Luiz

22 de novembro de 2020 às 00h06

Porque há falastrões que ainda defendem o capitalismo descentralizado, torço para que São Paulo retome a verdadeira vanguarda das transformações sociais. De outro modo, a indústria cultural, facilmente seduzida pelo capitalismo “hegemonista”, tratará de nos manter sob falso dilema.

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