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As eleições, o pêndulo ideológico e as perspectivas da esquerda

Por Pedro Breier

24 de novembro de 2020 : 18h14

É real a possibilidade de que Guilherme Boulos, candidato do PSOL, vença a eleição para a prefeitura de São Paulo em cima de Bruno Covas, do PSDB. Ao menos é o que se extrai da pesquisa divulgada pelo Datafolha, que captou uma diminuição na intenção de voto para o tucano e um aumento para o psolista. Há uma tendência de queda para Covas e de aumento para Boulos e, ainda, o fato de que o Datafolha da véspera do primeiro turno apontou 37% para o candidato do PSDB, 5% a mais do que o resultado das urnas (32%), e 17% para o concorrente do PSOL, que acabou tendo 20% dos votos.

Uma vitória do PSOL – e de Boulos, líder de um movimento popular por moradia – na maior cidade da América Latina apenas dois anos após a contundente vitória de Jair Bolsonaro – e da extrema-direita – nas eleições presidenciais terá o efeito de um terremoto na política brasileira. Mesmo que não saia vitoriosa, a competitividade da candidatura de Boulos é surpreendente.

Foto: Guilherme Trevisan/Fotos Públicas

Qual a explicação para o fenômeno Boulos?

Uma hipótese seria o enfraquecimento da direita, diante da catástrofe do governo Bolsonaro, ainda mais aguda por conta da pandemia. Os candidatos de Bolsonaro não foram bem na maioria dos grandes municípios do país.

A força do bolsonarismo nos interiores do Brasil, contudo, ainda pode ser considerável. Há uma tendência natural de que as cidades mais populosas e mais modernas sejam mais progressistas, na média, do que as cidades menores e menos desenvolvidas. Ademais, o auxílio emergencial e o conservadorismo militante seguem compondo a paisagem, o que garante uma sobrevida política ao presidente da República.

Além disso, o número de prefeituras e de cadeiras de vereador(a) conquistados pelos partidos indica que a direita continua muito forte. MDB, PP, PSD, PSDB, DEM e PL ocupam as seis primeiras posições tanto no número de prefeitos quanto no de vereadores. (O destaque vai para o PSD, que sequer existia antes de 2012 e já é o terceiro partido do país com mais prefeitos e vereadores.)

Somente depois aparecem PDT, PSB e PT, partidos de centro-esquerda que, apesar de terem mantido suas “posições na tabela”, viram diminuir seu número de prefeitos e vereadores na comparação com as últimas eleições. O PSOL cresceu, mas ainda é um nanico perto dos grandes, figurando no que seria a zona de rebaixamento de um campeonato de futebol.

O desempenho de Boulos é, então, um ponto fora da curva?

Creio que não.

O pêndulo ideológico da política brasileira alcançou em 2018 o ponto mais extremo à direita. O bolsonarismo emergiu com violência e tomou o poder central do país. Seria razoável esperar um massacre da direita nessas eleições municipais, mas não foi o que se viu.

O desempenho do bolsonarismo foi tímido. A direita tradicional saiu vitoriosa, mas a esquerda não foi, de maneira alguma, varrida do mapa.

Diante do cenário, o resultado eleitoral do primeiro turno foi até razoável para o campo progressista. Mesmo perdendo espaço, não sofreu uma derrota acachapante e ainda obteve vitórias importantes em grandes cidades e está disputando com chances o segundo turno em outras.

Há um aparente retorno à racionalidade política, como indica a preferência dos eleitores por partidos da direita tradicional, em vez dos tresloucados bolsonaristas. O sentimento antipolítica que desaguou na eleição de Bolsonaro parece ter refluído. O pêndulo está fazendo seu caminho de volta.

A lei do ritmo

Há uma filosofia/misticismo do antigo Egito que é bastante interessante. Chama-se hermetismo. A lenda fundadora conta que o sábio Hermes Trismegisto resumiu o funcionamento do universo inteiro em algumas poucas leis. E as escreveu em uma tábua de esmeralda, o que fez com que Jorge Ben Jor lançasse, milênios depois, um álbum chamado Tábua de Esmeralda, onde ele musicou, explicou e exaltou as teorias herméticas. (Mas isto é uma outra história).

A capa do álbum de Jorge Ben: mistura exótica e fenomenal de filosofia egípcia com suingue brasileiro

Uma das leis anunciadas por Hermes é a do ritmo, segundo a qual “tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; o ritmo é a compensação; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação.” É mais ou menos como a terceira lei de Newton – que afirma que toda ação gera uma reação de mesma intensidade, mas em sentido oposto -, só que aplicada a tudo no universo.

Inclusive a política.

A nossa Constituição de 1988, por exemplo, é avançadíssima nas questões sociais e de liberdades individuais, o que sugere um movimento do pêndulo no sentido oposto ao dos anos de chumbo da ditadura militar. “A medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda”, diz a lei.

Por essa lógica, é de se esperar que tenhamos uma ascensão da esquerda em algum momento não tão distante. O pêndulo está funcionando em um ritmo mais acelerado, pois turbinado pela evolução tecnológica e pela estonteante velocidade dos acontecimentos (e de suas repercussões) proporcionada pela internet.

Mas é claro que tudo isso depende das ações concretas dos atores políticos, da militância e dos eleitores. (Ou tudo está pré-determinado e nós somos apenas marionetes sem livre arbítrio vivendo em uma espécie de simulação de computador ultratecnológica, mas deixemos este debate para outro momento.)

Estratégia, do grego…

No caso da esquerda brasileira, essas eleições municipais parecem ter delimitado distinções importantes entre três campos: um orbitando o PT, outro o PDT e o PSB, e outro o PSOL. A formação desses três campos independentes, embora fratricida em alguns momentos, pode significar, se bem trabalhada, uma possibilidade de expansão dos horizontes eleitorais e políticos da esquerda. Três projetos diferentes têm, naturalmente, capacidade de atrair mais eleitores do que apenas um projeto hegemônico.

Para que isso se reverta em poder político, seria interessante que os partidos de esquerda agissem um pouco mais como os de direita, no sentido de não se canibalizarem mutuamente. Não se tem notícia de debates sangrentos entre militantes do MDB, do DEM, do PSDB, do PP e do PSD sobre quem é mais de direita. Se um deles passa para o segundo turno, costuma ser tranquilamente apoiado pelos demais. É comum inclusive comporem governos mesmo sendo adversários diretos nas eleições.

Trata-se, é claro, de uma certa falta de ideologia, que é facilmente observável na esmagadora maioria dos municípios brasileiros. O importante para a maioria dos políticos locais (e nacionais) é estar no poder, seja ao lado de quem for.

Isso é sintoma de uma exasperante falta de projeto, não há dúvida. Mas é possível aprender com o inimigo: se a esquerda agir estrategicamente, fazendo com que os debates sejam menos viscerais e tenham um nível mais alto, ao menos dentro do seu próprio campo, pode facilitar alianças em um eventual segundo turno e também a governabilidade, caso alguém do campo progressista seja eleito.

Este não é um cenário impossível: a campanha de Boulos colocou em seu programa de televisão Lula (PT), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Flávio Dino (PCdoB), todos pedindo voto para o PSOL. Márcio França declarou neutralidade, mas seu partido, o PSB, também está apoiando Boulos.

Muitas águas vão rolar até 2022. Contudo, o resultado das urnas no primeiro turno das eleições municipais, as boas possibilidades de vitória em segundo turno, os apoios mútuos e convergências como a que acontece em torno da candidatura de Boulos, e até mesmo o encontro inesperado entre Lula e Ciro Gomes indicam que a esquerda pode chegar bastante competitiva nas próximas eleições presidenciais.

O pêndulo se move.

Ciro Gomes, Flávio Dino, Lula e Marina Silva pedindo voto para Guilherme Boulos

P.S.: Saiu a pesquisa Ibope da eleição em Porto Alegre/RS, e Manuela D’Ávila (PCdoB) se aproxima perigosamente do candidato da direita (Sebastião Melo, MDB). Assim como Guilherme Boulos, Manuela é apoiada por quase todos os partidos de esquerda neste segundo turno. Caso vença, será também uma vitória surpreendente – e revigorante – para a esquerda.

Pedro Breier

Pedro Breier nasceu no Rio Grande do Sul e hoje vive em São Paulo. É formado em direito e escreve n'O Cafezinho desde 2016, sendo atualmente um dos editores do blog.

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18 comentários

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Alexandre Neres

25 de novembro de 2020 às 11h59

Caro Pedro, vou apontar um aspecto positivo e um negativo no teu texto. O positivo é o álbum Tábua de Esmeraldas do Jorge Ben, um dos melhores da MPB de todos os tempos. O negativo é a postura recorrente do Cafezinho. Vira e mexe o Cafezinho vai se tornando caixa de ressonância da Globo. Todas as teses da vênus platinada vão sendo introjetadas por aqui. Creio que é por disputa de hegemonia ou por oportunismo político, mas essas coisas vão entranhando na alma, pois há momentos e momentos, como também há ataques pérfidos, insidiosos e lawfare. Se não, vejamos.

Teses desenvolvidas pela Globo e abraçadas pelo Cafezinho: autocrítica do PT; antipetismo; dois extremos, polaridade simétrica; vitória do PSOL, derrota do PT; e assim por diante. Lá em São Bernardo quando Lula finalmente foi solto, Freixo e Boulos foram pau pra toda obra. Compreenderam a importância daquele momento histórico para a esquerda, para a Justiça e para o país. O Miguel do Rosário jogou contra a candidatura do Freixo neste blogue desde o começo, que já tinha o apoio do PT. O resultado taí: estamos acéfalos no segundo turno carioca, Martha Rocha não chegou a lugar nenhum. Pior: Crivella e Paes desconstruiram a candidatura dela e neste blogue se levantou acusações basicamente contra membros do PT e do PSOL que repercutiram esses ataques, com o intuito de satanizá-los. Para bom entendedor, pingo é letra. Embora o Tatto dominasse a maquina partidária do PT em Sampa, a alma do partido e seu líder maior estavam com Boulos. A grande mídia agora insiste para que Boulos se desvincule do PT, a ponto de dizer que Boulos é um moderado. Radical é o PT. Concordo contigo que diversas candidaturas não necessariamente atrapalham, Sampa demonstrou isso. Assim foi bem melhor para o Boulos no segundo turno, à exceção do França, que a bem da verdade nem do campo progressista é. Merece registro o comentário do Bruno Boghossian hoje na Folha: “Alianças locais seguem as circunstâncias políticas de cada município, mas a disputa na capital cearense sugere que alguns personagens podem esquecer divergências políticas quando têm objetivos comuns – algo que o próprio Ciro se recusou a fazer no segundo turno de 2018.”

Quem sabe não aproveitemos o momento do fato político mais importante do segundo turno, como bem definiu o jornalista Bernardo Mello Franco do Globo, que foi a união de Ciro, Dino, Lula e Marina em torno de Boulos? Quem sabe a esquerda depois dessas eleições não se torne mais pluricêntrica? Vamos em frente, sempre à esquerda!

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Batista

25 de novembro de 2020 às 02h46

Caso Sérgio Porto, incorporando Stanislaw, baixasse no Cafezinho e lesse os comentários desse post, rasgava a letra do ‘Samba do Crioulo Doido’ e ascendia pra nunca mais voltar.

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WFO

24 de novembro de 2020 às 23h02

Boulos assumiu o protagonismo da esquerda ,ocupou espaço do PT de São Paulo ,o PT se encolheu por caso da corrupção do lava jato e também o impechment da Dilma foi o governo desastroso no seu segundo mandato ,o grande erro do PT na época no ultimo mandato de Lula deixou a presidência com 87% ter feito aliança com PMDB e colocou Michel Temer na linha de sucessão vice na chapa da Dilma,Temer articulou junto com Eduardo Cunha e Aécio Neves do PSDB para derrubar a Dilma na presidência ,até o primeiro mandato da Dilma foi melhor e segundo foi péssimo governo, fez a política neoliberal fez o povo brasileiro ter ódio do PT e criou um candidato de baixo clero na câmara maior opositor do PT é Jair Bolsonaro ,muitos brasileiros não conhecia Bolsonaro,o Bolsonaro cresceu nas redes sociais ,foi único candidato capaz de derrotar o PT nas eleições 2018 ,a prisão de Lula favoreceu Bolsonaro e também a facada o candidato direitista levou fez chegar na presidência da república ,estamos sofrendo essa política desastroso do Paulo Guedes contra os direitos dos trabalhadores ,mesmo chegando essa pandemia , esse governo não fez nada para combater a COVID-19, o Brasil bateu recorde de números de mortes pela COVID-19, esse presidente brincando a mortes dos brasileiros dizendo que é gripezinha , logo vai chegar a segunda onda da COVID-19 , o Brasil sofre desastre da economia ,esse isolamento social foi mal feito ,PT se perdeu brilho da esquerda , sofreu derrotas nas eleições municipais maiorias nas capitais,o PT ainda tem chance no segundo turno de eleger apenas em Recife e em Vitória corre risco de sofrer derrota para candidato Bolsonarista na disputa apertada nas votações.

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Paulo

24 de novembro de 2020 às 22h13

Se o tal pêndulo existe – e eu acredito que sim -, ele existe na vida, e não só na política. Uma ciclotimia permanente, mediada pelo livre-arbítrio humano, conferido por Deus. Aliás, na política, o totalitarismo se constitui exatamente numa tentativa de barrar o movimento pendular, como se vê nos regimes totalitários mais duradouros, geralmente tendentes à esquerda, como os da Coreia do Norte, União Soviética (no qual o pêndulo já se moveu, embora não de forma radical) e Cuba…Porém, mesmo esses Regimes totalitários não conseguirão lograr êxito para sempre (“sic transit gloria mundi”, ou, “toda a glória do mundo é transitória”). Um dia, Cuba será livre, assim como o Tietê, na Grande São Paulo, será um rio despoluído e cercado de verde por todo o lado, talvez recuperando até seu traçado original…

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Gedeon

24 de novembro de 2020 às 20h19

As esquerdetes costumam tabelar tudo que não é alinhado com a opinião delas como extrema direita…mas Boulos não é de extrema esquerda….?

Ou extrema esquerda vale ?

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Efrem Ventura

24 de novembro de 2020 às 19h54

Qual a posiçào da esquerda que é “ferrenha defensora da educaçào” a respeito das escolas que ficaram fechadas por uma no inteiro que inevitavelmente se perdeu…?

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Netho

24 de novembro de 2020 às 19h44

Faz muito tempo que 2018 chegou? Pois 2018 está bem aí, novamente, em 2022. O que o missivista procurou buscar no Egito faraônico, o Bruxo da Ditadura já definia como sendo ‘sístole e diástole’ para lidar com a ‘fechadura e abertura’ da ditadura. Até os paralelepípedos do Cosme Velho sabem que a extrema direita subiu a rampa com dois filhotes da ditadura plantados nas estrebarias do Alvorada e do Jaburu, por uma simples e ululante razão: os erros crassos de Lula e do PT cometidos a partir de 2014 e que chegaram ao extremo em 2018 com a candidatura encarcerada e delirante de Lula. O PT e Lula não mudaram nada. Não esqueceram nada. Só um porre homérico é capaz de vislumbrar a mínima chance de vitória do PSOL em Sampa, onde a presença de Lula e do PT representam dois abraços fatais: de tamanduá e do afogado. A hipótese de Boulos vencer na pauliceia desvairada e doidivana. O quadro que se apresenta para 2022 está mais assemelhado, não a São Paulo, mas ao Rio de Janeiro. Os números que saíram das urnas, e o segundo-turno nas capitais e cidades com mais de 200.000 habitantes confirmarão, claramente mostram um horizonte com o caminho escancarado à Direita. Vale dizer que, dada a cretinice eleitoral liderada da cadeia por Lula em 2018, a situação em 2022 será ainda mais difícil para um suposto “Bloco de Esquerda”, caso o modelito da ‘geringonça portuguesa’ vingue abaixo da Linha do Equador. As presenças de Lula e do PT, obsedados pelo protagonismo e hegemonia, não deixam margem de manobra para reproduzir nos trópicos a ‘geringonça brasileira’ capaz de desidratar o anti-petismo que levou a extrema-direita a montar os cavalos e segurar as rédeas do poder central, com total apoio do Forte Apache e das forças policiais e paramilitares, cavalgando um projeto de poder pretoriano de natureza militar-miliciana.

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    Pedro Breier

    24 de novembro de 2020 às 19h54

    O hegemonismo do PT é o grande empecilho pra uma composição mesmo. Mas talvez nem seja o melhor caminho compor já no primeiro turno…

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    Alexandre Neres

    25 de novembro de 2020 às 02h31

    O cara é doente. Obsessivo-compulsivo com o PT. Nunca faz uma crítica a Bolsonaro, a ACM Netho, a Maia, a Kassab, a Kalil, a Moro. Nadica de nada. Qualquer pessoa do campo progressista sabe que o antipetismo atingiu todo este segmento, como bem disse o Juliano Medeiros, presidente do PSOL. Aliás, PT e PSOL nunca estiveram tão próximos. Não faz o menos sentido o articulista querer colocá-los em campos distintos. Diante disso, esse doente está torcendo contra o Boulos e a Manu, por saber que estamos juntos e misturados, por isso esse direitista enrustido tá torcendo pro Covas e pro Tião. Essa anta é incapaz de vislumbrar a vitória de Boulos em Sampa. “Vou festejar o teu penar.”

    Desde que me entendo por gente, ouço falar de anticomunismo. Lendo um pouco de história, aprendi que o partido comunista ficou quase o tempo inteiro na ilegalidade. E o macartismo nos EUA e seus reflexos aqui para perseguir comunistas? Embora não seja comunista, tenho minha camisa com a foice e o martelo e faço questão de ostentá-la. Estou junto com essas pessoas, defendo o direito delas de se manifestarem, estarei sempre ao lado para que possam se posicionar e exprimir sua ideologia. Sou de esquerda e sou antifa. Quem desconhece o passado, condena-se a repeti-lo.

    Hoje em dia, a versão contemporânea do anticomunismo é o antipetismo. Não por acaso a Globo, todos os jornalões, partidos de direita, juristocracia, corporações, empresários, todos sabem que o inimigo fundamental é o PT, pois foi eleito democraticamente 4 vezes seguidas, sendo apeado do governo por golpe. É o partido de esquerda mais estruturado, com base social, tem capilaridade. Se, por exemplo, ficássemos sem os votos do PT no Congresso, poderíamos contar com quem? Com o PDT e o PSB, cujos deputados votam a favor da reforma da previdência, da trabalhista, da intervenção do RJ, da privatização da água elaborada pelo senador coca-cola, do impeachment sem crime de responsabilidade e assim por diante? Sem o PT, ficaríamos ao deus-dará, trabalhadores, servidores públicos, minorias etc. etc. etc.

    O ponto que quero chegar é o seguinte: seja consciente ou inconscientemente, o patife do Netho faz o jogo da direita, haja vista essa sua mania mórbida de atacar o PT dizendo que o projeto do PT é delenda PDT, quando todo mundo sabe que o que ocorre é o inverso, essa paranoia doentia com o PT o tempo inteiro em pleno desgoverno Bolsonero, esse papo recorrente de, em qualquer circunstância, decretar o fim de Lula e do PT, parafraseando o discurso nazi do Bornhausen, somando-se aos desígnios da direita. Tudo isso deixa nu um quinta-coluna que por despeito se volta contra o PT porque lá no fundo é somente um brazuca conservador e não consegue aceitar a ideia de não ser comandado por um hierarca de personalidade autoritária oriundo da casa grande proveniente de uma capitania hereditária. Enfim, meu cumpadi, rasga essa fantasia, sai do armário, tu é de direita. Não vai doer nada se assumir.

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Ronei

24 de novembro de 2020 às 19h31

Duro é lembrar o dia que o nosso Perdinho Breier acertou uma….rsrs

Alias…queria aproveitar para saber do nosso democrata e humanista mais conceituado o que ele acha do genocidio dos argentinos que a esquerda brasileira aparentemente finge nao ver…?

Nao é revoltante ver pessoas proibidas de trabalhar, morrendo as pencas e precisando desinterrar carne podre para comer…??

Voce que é um humanista e um democrata de primeira o que tem pra dizer a respeito…?

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    Alan

    24 de novembro de 2020 às 20h28

    Recebeu essa fake sobre a Argentina no fakebook ou no zapzap da tia do tremembé?

    Responder

      Ronei

      25 de novembro de 2020 às 07h41

      Ué cadê a empatia, vocês esquerdetes não eram as empáticas…? Kkkkk

      Responder

    Jerson

    24 de novembro de 2020 às 21h19

    Eheh boa… também gostaria de um posicionamento da esquerda que se diz defensora dos direitos humanos e dos trabalhadores a respeito do genocídio dos hermanos, aguardemos….

    Responder

      Ventura Efrem

      24 de novembro de 2020 às 23h56

      Bozo genocida

      Responder

    Ronei

    25 de novembro de 2020 às 07h22

    E aí Pedrinho… cadê seus textos com a foto do Fernandez em cima dos mortos e das pilhas de pessoas comendo frangos podres para não morrer de fome…?

    Cadê a defesa dos trabalhadores , dos direitos humanos, do estudo…da própria Constituição de vcs que são os democratas iluminados…?

    A partir do dia que saiu a primeira pesquisa pós pandemia com a aprovação do Presidente da República em alta a esquerda de repente se calou sobre a pandemia, o silêncio absoluto…

    E o Supremo calando jornalistas, blogueiros como poderia ser esse, prendendo, intimidando, investigando e processando ao mesmo tempo….cadê a defesa da liberdade de expressão, do direito de defesa e do justo processo legal que a esquerda defende…? Ou isso só vale quando acontece com quem você gosta e com os outros pode…?

    Manda notícias aí Pedrinho, seu lado democrata e humanista anda meio apagado ultimamente, tô preocupado… obrigado

    Responder

Valeriana

24 de novembro de 2020 às 19h16

E’ um dado de fato que nem dançando nos caixoes e nem explorando da forma mais podre e nojenta uma pandemia e as inevitavéis mortes a esquerda conseguiu abalar o governo.

Bolsonaro foi melhor que Trump nesse sentido…nao faltou atendimento nos hospitais, nao faltou dinheiro para estados e municipios e nem no bolso dos brasileiros e das empresas.

Vai ser difcil acontencer algo pior que uma pandemia até 2022…

Emplacando um nome alinhado na presidencia da camera (no lugar do imbécil do Nhonho) colocando assuntos uteis na pauta do Congresso e com o Fux na Presidencia do STF (no lugar daquele outro imbécil do Toffoli) colocando assuntos uteis na pauta da Corte e levando pra cesta do lixo as perdas de tempo, as besteiras e as choradeiras ridiculas da oposiçào os brasileiros terao a chance de ver as reformas pelas quais elegeram esse governo sair do papel.

Responder

    Sergio Araujo

    24 de novembro de 2020 às 20h31

    olha o esperneio!!!!!!! kkkk

    Responder

H. Upmann

24 de novembro de 2020 às 18h44

O bolsonarismo nunca existiu tanto que na primeira ocasião os brasileiros não votaram para quem indicou o mesmo…ao exato contrario do que acontecia no passado quando os rebanhos de gados votavam a comando de Lula (abundam os zebuinos e os taurinos nesse site)…o resultado de ter deixado os mesmos animais no poder por tempo demais é a tragédia brasileria de hoje, de amanhã e dos próximos 15 séculos pelo menos.

Com todos os defeitos do caso hoje o Brasil é uma democracia plena, a internet democratizou a informação que não pertence mais exclusivamente a Globo (irrigada de bilhões públicos nos anos passados para fechar olhos, orelhas e boca… vale sempre a pena relembrar).

Bolsonaro possui o perfil do brasileiro medio e está levando o Brasil para direita que é o lugar que naturalmente pertence aos mesmos.

O próprio fato da esquerda que se agarrar a um elemento com claras limitações cognitivas é a confirmação do fracasso.

A maioria dos brasileiros é de direita e até 2018 não o sabia pois tudo estava tomado pela egemonia e esquerdista financiada sabemos de que forma…

Bolsonaro entrou na pandemia junto ao Moro com X de aprovação… saiu sem Moro com X +10% de aprovação e com crescimento no NE.

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