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Líder do PSOL afirma que Lira vai transformar Câmara em ‘puxadinho’ de Bolsonaro

Por Redação

02 de fevereiro de 2021 : 19h32

A líder do PSOL na Câmara, Sâmia Bomfim, disparou críticas ao líder do Centrão, Arthur Lira (PP-AL), que foi eleito presidente da Câmara na noite desta segunda-feira, 1, por 302 votos.

De acordo com a psolista, Lira saiu vencedor por fazer negociatas com o Planalto e ainda afirmou que o alagoano vai transformar a Câmara dos Deputados em um puxadinho de Bolsonaro.

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2 comentários

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Netho

05 de fevereiro de 2021 às 10h06

O que aconteceu é a prova final de que alianças com a direita, mesmo que muito pontualmente, em táticas, não podem funcionar. Não por falta de compromisso da esquerda, mas pela incapacidade e natureza da própria direita em manter seus compromissos.
O PSOL com Erundina foi o único partido do campo socialista, trabalhista, comunista, popular e democrático a fazer a coisa certa.
As demais siglas insistiram na canoa furada do “Botafogo” e naufragaram abalroados pela baleia atolada na praia.

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EdsonLuiz.

02 de fevereiro de 2021 às 22h04

Sâmia,

Na confusão mal-intencionada da política brasileira, só é possível ter confiança total e ver clareza nas pouquíssimas forças políticas (e que, além de poucas, são forças políticas ainda pequeninas), o seu PSOL, o Cidadania e o Partido Novo. É a coerência o que permite que esses partidos mantenham clareza sobre suas posições.

Eu morro de vontade de me aproximar do PSOL, mas hoje me declaro a liberal radical de esquerda e isso vira um impedimento. Até acho que partidos de esquerda são partidos constituídos por uma predominância de marxistas modernos, por quem são dirigidos, acompanhados de um grupo bem minoritário de liberais radicais de esquerda, mas devido à formação dos partidos no Brasil, no contexto de abertura política após uma ditadura sanguinária e incompetente (e que está de volta ao poder agora e se fortalecendo, até com a cumplicidade de populistas e corporativistas fisiológicos que se dizem de esquerda), o PSOL internamente ainda possui muito ranço extremista e eu teria bastante dificuldade no PSOL, eu acho. Mas adoro coerência, única forma política de expressar clareza, e por isso adoro o PSOL.

Minha formação política se deu no PCB, nos estertérios da ditadura, mas eu não era nem prestista, nem ortodoxo pró-soviético, era eurocomunista e, portanto, lutava por democracia e por suas essencialidades. Hoje, essa corrente política dirige o Cidadania, ex PPS. Tenho sim admiração pelo Cidadania, mas eu acho que a realidade social e cultural brasileira exige mais urgência e radicalidade. Sem aventureirismos e invencionices para não incidir em irresponsabilidade, que inclusive é improdutiva e provoca retrocessos, como vemos, mas uma mudança material e cultural radical é necessária e urgente.

Eu queria um PSOL para mim.

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