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Os erros da Lava Jato e o antipetismo de Schrödinger

Por Miguel do Rosário

07 de fevereiro de 2021 : 21h28

Para que não entendeu o título, uma breve explicação: em 1935, o físico austríaco Erwin Schrödinger criou uma imagem cuja repercussão extrapolou o campo da ciência e passou a ser usada como uma figura de linguagem para as mais diversas situações. Trata-se do “gato de Schrödinger”, uma experiência fictícia inventada pelo cientista para pôr em relevo como a realidade do mundo subatômico, onde determinadas partículas podem existir e não existir ao mesmo tempo, soaria absurda ao senso comum.

A experiência consistia em colocar um gato numa caixa fechada, dentro qual haveria um dispositivo radioativo que poderia ou não ativar a liberação de um veneno, que mataria o gato. Segundo os fundamentos da física quântica, o veneno poderia ou não ser liberado, ao mesmo tempo (conforme o conceito de estados de superposição quântica), de maneira que o gato poderia estar, simultaneamente, vivo ou morto! É apenas uma imagem absurda, mas fez sucesso e ganhou o mundo.

Hoje no Brasil, a gente testemunha o antipetismo de Schrödinger, que existe e não existe ao mesmo tempo. Esse conceito quântico do antipetismo geralmente é formulado – embora de maneira inconsciente – pelos próprios petistas, ou pelo menos por uma boa parte deles, que acredita e defende que o antipetismo é um fenômeno hiperdimensionado, ou seja, que não é tão grave como alguns pensam, e ao mesmo tempo atribuem qualquer manifestação minimamente crítica, ou apenas incômoda às narrativas oficiais do partido, ao… antipetismo.

Como acontece frequentemente, a verdade deve estar no meio. O antipetismo existe, e tornou-se uma força política bastante expressiva no país, mas é muito mal interpretado, e talvez, de fato, hiperdimensionado. É provável que, dentro de alguns anos, se o partido não cometer erros muito graves, o antipetismo se dilua e se normalize em níveis razoáveis. É inevitável, para qualquer grande partido, em especial aqueles que desenvolvem um sentimento forte de pertencimento social, que surja a sua sombra negativa, dialética. Para voltar o campo das analogias quânticas, hoje se sabe que, para cada partícula, há também uma antipartícula. O elétron tem o anti-elétron, também chamado de posítron. E próton tem o anti-próton. E a cada quark, partículas fundamentais que compõem o próton e o neutron, corresponde um antiquark.

Enquanto houver petismo, haverá… antipetismo. É inclusive o que concluíram os pesquisadores Cezar Zucco e David J. Samuels, em livro lançado em 2018, cujo principal objeto abordado é justamente o antipetismo. Depois de muitas análises, enquetes, especulações teóricas, os autores chegam a conclusão que a melhor explicação para a emergência de um antipartidarismo tão sólido e forte no Brasil, é a própria força do petismo. Do ponto-de-vista da filosofia política, não é difícil entender porque isso acontece. Se a população percebe a formação de uma força social importante, que vem ganhando espaços de poder em diversos setores da sociedade, é natural que surja, espontaneamente, um sentimento de reação. No caso do Brasil, o problema do antipetismo foi agravado pelo fato do petismo ter se descolado de maneira desproporcional de outras identidades políticas, fazendo com que as pessoas que pensam diferente, na falta de organizações com força para impor discursos alternativos ao petismo, acabem se coesionando num sentimento coletivo de antipatia e animosidade contra o PT.

Com isso, e continuo citando a obra de Zucco e Samuels, o partido é vítima de seu próprio sucesso.

E agora passamos para o objeto principal desse post, que é falar da Lava Jato, ou melhor, de seu suposto fim.

Ainda segundo os pelos autores citados, o antipetismo original, anterior a 2003, não era fundamentado na corrupção. Outros fatores o explicavam. Mas a partir do escândalo conhecido como mensalão, e depois, com a Lava Jato, o antipetismo encontra um terreno fértil para se expandir e consolidar-se.

Entretanto, que o sentimento anticorrupção não é a essência do antipetismo, pode ser observado facilmente pela indiferença com que a população encarou a participação absolutamente central de partidos como o PP, nas denúncias de corrupção da Lava Jato. Jair Bolsonaro era um deputado do PP pouco antes de se eleger. E o PP foi um dos partidos que, nas eleições de 2020, mais cresceu. Hoje é o segundo partido do país em número de prefeituras, à frente de quase 700 administrações municipais, contra apenas 183 prefeituras hoje lideradas pelo PT.

Na semana que passou, lemos que a divisão paranense da Lava Jato, o quartel general da operação, onde “tudo começou”, foi desativado, ou antes, foi incorporado a outro departamento do ministério público e seus membros perderam poder e influência, tendo agora que se dedicar a vários casos diferentes.

A Lava Jato paranaense deixou de ser o que era, na prática: uma autarquia com notável independência, inclusive financeira, com autonomia para conduzir grandes investigações em qualquer lugar do país e contra qualquer figurão ou empresa.

A grande mídia, sentindo a mudanças de ventos, tem publicado, nas últimas semanas, inúmeros artigos, editoriais e colunas com material bastante crítico a Lava Jato. Foi a mesma mídia que, durante anos, deu sustentação política a operação.

Entretanto, acho pueril culpar somente a mídia pelos erros da Lava Jato. O rol de responsabilidades é vasto, e democrático. Os governos petistas, pra começar, erraram ao incorporarem e adotarem políticas penais conservadoras e fisiológicas, aparentemente sem nenhuma estratégia ou projeto. Indicações para tribunais superiores foram realizadas com base em listas de apoios de deputados (conforme admitido pelo próprio Lula, num de seus depoimentos a Sergio Moro), o que naturalmente abre espaço para a corrupção, pois agora está mais que provado que grandes empresas tinham deputados no bolso.

E agora, no exato momento em que a Lava Jato apaga as luzes, observamos mais uma reação equivocada por parte dos setores da esquerda próximos do PT.

Antes, um disclaimer: desde 2004 eu denuncio a manipulação do discurso anticorrupção, por parte da mídia e da burocracia especializada. Nenhum blog publicou tantos textos com alertas e denúncias contra as mentiras, exageros e abusos da grande mídia em relação a escândalos envolvendo os governos petistas. Quando a Lava Jato começou, rapidamente identificamos seus vícios e interesses – e iniciamos uma grande campanha de denúncias e esclarecimento.

Sempre tomei um grande cuidado, contudo, para que minhas preocupações não fossem confundidas com qualquer sentimento de leniência com a corrupção.

E este é o equívoco que observo hoje: há uma embriaguez excessiva com o fim da Lava Jato, e sobretudo com a exposição de seus vícios e crimes, como se isso representasse o fim de um problema estrutural das instituições jurídicas do Estado brasileiro. Parafraseando Belchior, os juízes ainda são os mesmos, os procuradores ainda são os mesmos, os ministros de tribunais superiores ainda são os mesmos, os barões da mídia ainda são os mesmos – e as aparências não enganam não. A Lava Jato poderia simplesmente renascer amanhã, com outro nome.

A jornalista Malu Gaspar publicou um livro sobre a Odebrecht, recentemente, chamado A Organização, que tive a pachorra de ler com toda atenção.

O livro não aborda os problemas da Lava Jato pelo ângulo de suas vítimas judiciais, ou seja, pesando apenas os abusos e crimes cometidos por procuradores e juiz nos processos penais que levaram a destruição de empresas e prisão do ex-presidente Lula.

De certa forma, é um livro pró-Lava Jato, mas é também um livro mais sério e mais ponderado do que algumas obras publicadas nos últimos anos, que mais pareciam instrumentos de guerra política do que jornalismo. O livro de Gaspar tem seus problemas. Senti falta de um pouco mais de sensibilidade para um aspecto central de empresas de engenharia: a engenharia, enquanto ciência aplicada ao bem estar da sociedade. A demonização das nossas empresas de engenharia se deu também pela incapacidade das mesmas de mostrar ao público a importância de seu trabalho para a própria segurança física e econômica de todos.

Mas é um bom livro, em suma, que compila muitos fatos que, na avalanche dos últimos anos da política nacional, acabam despercebidos ou esquecidos.

A conclusão inevitável a que se chega, ao fim da leitura, é que o nível de corrupção praticado pela Odebrecht e outras empreiteiras, extrapolou todos os limites razoáveis.

No caso do PT, a autora lembra a existência de uma conta-propina para o PT, da qual um dos operadores principais teria sido Antonio Palocci, réu confesso, que ajudou a confirmar sua confissão com a devolução de mais R$ 100 milhões, a maior parte recursos alocados em contas no exterior.

Nada disso é novo. Os brasileiros acompanharam essa novela por anos a fio, e por isso acho um tanto ingênuo, por parte de alguns setores da militância petista, achar que tudo isso será esquecido por causa de diálogos, infames que sejam, entre procuradores e juiz. Numa campanha eleitoral, não será difícil requentar a memória desses fatos.

Além disso, a divulgação dos diálogos roubados pelo hacker precisa ser analisada com mais equilíbrio e sangue frio. Há trechos ali que mostram verdadeiros crimes ou graves infrações a um processo penal justo, no qual um juiz deveria se manter imparcial, e não se confundir com a acusação.

Esses fatos deixam claro a necessidade do STF tomar a decisão justa de anular todas as sentenças do então Sergio Moro. Isso é necessário para o processo de restauração da confiança na imparcialidade da justiça brasileira.

No entanto, há outros que são indevidamente sensacionalizados, como os diálogos divulgados recentemente em que um procurador qualificou as roupas da ex-mulher de Lula, dona Marisa Letícia, de “bregas”. As mensagens revelam pessoas baixas, mesquinhas, mas são mensagens pessoais, trocadas em rede fechada, sem qualquer relevância para o processo (pode-se inferir que procuradores antipáticos aos réus tenderão a cometer abusos, mas seria forçar a barra).

Para reconquistar a confiança de amplos setores da sociedade, não bastará denunciar os abusos da Lava Jato. A população brasileira não é formada por advogados ou juristas, tampouco dessa elite dourada, representantes do garantismo penal no Brasil, pessoas brilhantes, hipercultas, mas cuja mentalidade está anos luz da média da maioria das pessoas.

Para a reconquistar a confiança, será preciso formular um projeto nacional em que o combate a corrupção e o compromisso ético sejam também centrais. Isso não é pueril. Ser honesto e ter uma imagem de honesto são qualidades necessárias para um partido político desde Roma Antiga.

Políticas públicas, discurso e estratégias que lidem com o problema da corrupção não são moralismo, mas constituem uma linha de defesa fundamental contra golpes de Estado e contra o desvio dos objetivos centrais de um projeto de desenvolvimento. Dificilmente conseguiremos convencer a opinião pública da necessidade de algumas políticas industriais verticais, escolhendo setores, sem apresentar antes um discurso e um método para evitar a captura dessas políticas por interesses escusos.

A esquerda precisa reassumir a luta contra a corrupção como uma de suas principais bandeiras, mas sem repetir os erros do passado, quando, por preguiça e falta de projeto, apenas transferiu responsabilidades – e poder – para a burocracia judiciária, como foi o caso das leis da ficha limpa, da delação premiada, ou a escolha do primeiro votado na lista tríplice da PGR. É muito importante que o controle da luta contra a corrupção se mantenha em mãos do poder político, e não da burocracia. Mas para isso o poder político precisará provar, efetivamente, que está comprometido com essa luta.

Esse compromisso será efetivo se houver transparência, boa comunicação e agilidade em todos os processos envolvendo punição ao desvio de dinheiro público. Não precisamos de punitivismo, de linchamento. Não precisamos condenar um servidor a décadas em regime fechado por desvio medíocre, nem executá-lo moralmente na mídia. Sentenças leves, desde que aplicadas com rapidez e, sobretudo, justiça, costumam ser muito mais frutíferas. É o que ensina Beccaria e o que mostra a experiência em democracias humanistas e sólidas, como a Suécia.

Antes de assumir o poder, o PT se caracterizava por ser, essencialmente, um partido “moral”, ou seja, sua reputação se baseava principalmente nas boas intenções de seus dirigentes e filiados, em contraposição a partidos mais ideológicos, centrados em projetos, ideias e programas de governo. Brizola cunhou a expressão “udenismo de macacão” para definir essa característica do petismo original. Após assumir o poder, e depois de tantas tormentas, o petismo de hoje assumiu um certo cinismo em relação a corrupção, procurando sempre justificá-la como inevitável, além da tendência pouco saudável em abraçar qualquer teoria de conspiração. Não é possível, nem talvez aconselhável, voltar a ser um partido “moral”, mas o esforço por apresentar ao eleitor a imagem de uma legenda limpa, ética, comprometida com os mais rigorosos princípios da moral pública, não é moralismo, não é lacerdismo, mas condição sine qua non para ganhar o respeito dos setores mais instruídos da sociedade!

Julio Cesar já ensinava: à mulher de Cesar não basta ser honesta, tem que parecer honesta. Essa é a mais antiga lição da política, desde que o mundo é mundo. Os partidos políticos do campo progressista precisam enfrentar as acusações de corrupção como um desafio tríplice: jurídico, ético e político. É preciso cultivar um arsenal intelectual jurídico sólido o suficiente para sufocar, no nascedouro, os abusos que vimos na Lava Jato.

É preciso também discutir códigos de conduta e de ética severos, fora e dentro da administração pública.

É necessário, por fim, criar ferramentas de comunicação e transparência que não deixem mais a classe política, a militância e os partidos tão vulneráveis a campanhas de manipulação. Os partidos precisam ter escritórios de relações públicas dentro de sua organização, não para enganar o povo e a opinião pública, mas para falar a verdade ao público externo e interno.

Nada disso é invenção.

Democracias modernas já tem cultivado e desenvolvido os instrumentos citados. Afinal agora está claro para todos que precisamos achar soluções objetivas para reduzir a instabilidade da nossa democracia!

Se as pessoas conseguirem confiar mais nos partidos e nas administrações públicas – e confiarem porque elas se tornaram mais confiáveis de fato, e não porque aprenderam a enganar melhor – seguramente o regime político brasileiro será mais estável, e um mínimo de estabilidade é condição necessária para levar adiante um debate racional sobre as políticas públicas mais adequadas para o desenvolvimento do país.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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32 comentários

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Clever Mendes de Oliveira

11 de fevereiro de 2021 às 01h54

Miguel do Rosário,
Dizem que os arquitetos das grandes catedrais da Europa colocavam algum pedra ou tijolo fora do lugar para dizer que perfeito só Deus. Eu conhecia esta história de outro modo. Um marceneiro muito bom construiu uma vez um curral para mim. No final, solicitou que eu reparasse bem e comentasse o que eu tinha achado da construção. Eu, depois de olhar bastante, disse apenas: muito bom! Ele então apontou para o telhado do curral e voltou a perguntar o que eu achei. Eu voltei a dizer: muito bom!. Ele então foi mais detalhista e específico e apontou de modo bem inequívoco para uma telha solta no telhado e perguntou mais uma vez o que eu achei. E eu respondi: “ah aquela telha fora do lugar e de cabeça para baixo!”. Ele disse é! E emendou: uma vez eu construí uma casa para de um fazendeiro de muito respeito na cidade. Em Minas era uma família tradicional na área jurídica. E ele disse que quando terminasse a obra deixasse alguma coisa fora do lugar que era para o contratante ter a sensação de que ele ela superior ao contratado.
Ao contrário de muitos que escreveram aqui, eu considero que você fez um ótimo texto. Agora, há muitas coisas fora do lugar neste texto. E eu fico pensando se foi o caso de você ter deixado esses que eu chamaria de cacarecos de propósito para o seu leitor sentir-se superior a você!
O primeiro cacareco que aparece no texto é a frase transcrita a seguir:
“Os governos petistas, pra começar, erraram ao incorporarem e adotarem políticas penais conservadoras e fisiológicas, aparentemente sem nenhuma estratégia ou projeto”.
Não me refiro como cacareco a acusação ao PT de falta de estratégia, pois você deixou um aparentemente de humildade que retira qualquer caráter peremptório ao trecho. Você deixou claro que você não percebeu estratégia, mas ela pode existir.
O que eu considero cacareco é a palavra fisiológica na frase com o sentido de que o PT errou ao incorporar e adotar e incorporar políticas penais conservadoras e fisiológicas. Aqui vale previamente falar em políticas penais conservadoras. E para isso é preciso levar em conta duas coisas. Primeiro há que se considerar que o errar é subjetivo e deve ser compreendido tendo em conta que se trata o PT como o partido de esquerda.
Essa primeira consideração é endógena à frase, mas há ainda uma segunda que lhe é exógena. É ter em conta que em um mundo religioso, e, portanto, conservador, e em um mundo capitalista e, portanto, individualista e competitivo a maioria das pessoas são de direita. A esquerda é, portanto, minoritária.
Dito isso considero que políticas penais conservadoras é essencialmente de direita, em especial quando se diz que independentemente das condições os pequenos crimes devem ser penalizados exemplarmente. Então não deveriam ser adotada pela esquerda.
Ocorre que a esquerda avalia também que políticas penais conservadoras é regra necessária e que deve ser aplicada para valer nos crimes de colarinho branco. A esquerda está enganada tanto sob o aspecto jurídico como sob o aspecto econômico. No jurídico é mais que sabido que a pena menor é mais fácil de ser aplicada, pode ser aplicada quase em todo mundo que cometeu o delito e abre margem para negociação, diminuindo o tempo das ações empanturrando a justiça.
É mais fácil de ser aplicada, pois não há porque o juiz ficar com o temor de aplicar uma pena pequena em alguém, se ele tem certeza do grau de culpabilidade do réu. O juiz avalia como adequada uma pena de 1 ano, mas não uma de 2, já se a pena for de 5 a 10 anos, o juiz vai optar por considerar o réu inocente.
Além disso, é mais justo o Estado que aplica uma pena de 1 ano em 20 pessoa e dois ou três ficarem livres da pena do que o Estado que aplica uma pena de 10 anos em 2 ou 3 e uns 20 ou não serem pegos ou conseguirem empurrar o cumprimento da pena na justiça.
E a esquerda se equivoca também em imaginar que a corrupção é grande quando ela não representa 1% do PIB e além disso mesmo que ela fosse como a esquerda imagina e a direita também, ela não seria um empecilho ao crescimento. Este equívoco da esquerda e também da direita sobre o tamanho e as consequências da corrupção decorre de uma falta de entendimento do sistema capitalista.
O sistema capitalista é superior porque ele é o sistema que mais aumenta a produção e o aumento da produção favorece o desenvolvimento humano, o desenvolvimento da nossa civilização ainda que estejamos em barbárie.
E o que faz o sistema capitalista ser o sistema que mais aumenta a produção é o fato dele permitir o acumulo de capital via apropriação de parte do trabalho de terceiro. Ora como a corrupção é a apropriação de parte do trabalho de terceiro ela tem a mesma gênese do capitalismo e exatamente naquilo que faz o capitalismo ser o sistema preferido. Então ao contrário a corrupção não é um empecilho, a corrupção é favorável ao aumento de produção. Deve ser combatida apenas porque é crime.
Como eu disse, não é dizer que o PT errou ao incorporar e adotar políticas penais conservadoras que é propriamente o cacareco. Até porque o verbo errar não diz muito. Errou para quem? Para o PT foi bom pois permitiu que o país ganhasse por vários anos mesmo a esquerda sendo minoria. Errou para o país, errou porque não instruiu a população.
Repito então, o cacareco é dizer que o PT errou ao incorporar e adotar políticas fisiológicas. Ora se por políticas fisiológicas refere-se a algo feito fora da lei é preciso denominar essas políticas corretamente como tal crime. Se for algo dentro da lei trata de algo inerente e essencial a democracia representativa e só quem não for a favor da democracia representativa é que pode considerar erro um partido incorporar e adotar políticas fisiológicas.
Sem fisiologismo, sem o toma-lá-dá-cá, sem o é-dando-que-se-recebe, o processo democrático se torna a imposição majoritária de uma maioria autoritária e não se realiza como processo. Só emprega o termo fisiologismo no seu conceito equivocado, o mau jornalista que não tem interesse em esclarecer e prefere utilizar os conceitos equivocados que disseminaram na sociedade para angariar mais público.
Outro cacareco é a frase que resume a conclusão que você faz do livro “A Organização” da jornalista Malu Gaspar sobre a Odebrecht. Diz você:
“A conclusão inevitável a que se chega, ao fim da leitura, é que o nível de corrupção praticado pela Odebrecht e outras empreiteiras, extrapolou todos os limites razoáveis.”
Existe um limite razoável para o nível de corrupção? No limite diria que a sua conclusão ou revela o nível do livro ou o nível de você, mas não deixa de ser um cacareco.
O parágrafo sobre brega não é um cacareco, mas fez-me lembrar de uma opinião tacanha de Clóvis Rossi que, destacando que ele não gostava de governos populistas, deu como uma das causas de eles serem governos bregas, as casas eram bregas, as cores que eles utilizavam eram bregas. De todo modo não se trata de um parágrafo que é um cacareco, mas é um parágrafo despiciendo.
Mais à frente há outro cacareco que é a sua confusão de conteúdo e contingente. Quando se ataca a Lava Jato não se ataca a existência de um grupo de combate a corrupção. Grupo que deve existir, mas ao mesmo tempo atuando como um fator de educação e esclarecimento a população.
Cabe a todos, mas um grupo como o Lava Jato precisa ter a incumbência de enfatizar que fisiologismo quando é legal é imprescindível e essencial ao funcionamento da democracia. E que o fisiologismo quando é corrupção não é fisiologismo, mas corrupção.
É preciso enfatizar que à medida que o país evolui e que o Estado vai adquirindo mais e melhores instrumentos de elaboração e execução orçamentária, menor vai sendo o espaço da corrupção que já é pequena e não é ela que produz todos os males que se lhes atribuem.
É preciso observar que no caso da LavaJato o que se acusa não é em relação a possível irregularidade contra Lula. O que se acusa a Lava Jato é de prática de crime contra o Estado Democrático de Direito, não só no devido processo legal, mas muito mais e bem mais importante no sagrado processo eleitoral. Ali cabe a acusação de que houve crime de lesa pátria que em outros tempos nem o desterro remediava.
Abraços,
Clever Mendes de Oliveira
BH, 10/02/2021

Responder

O Historiador

08 de fevereiro de 2021 às 23h17

Baluartes da honestidade respondam por favor. Como um trabalhador que se dedica a política junta nove milhões de reais e faz o filho do dia para noite mega empresário? Então vaquinhas de presépio vão dar mais um mandato ao torturador porque se acham, não são de esquerda, são a direita pobre. Lança o poste sem nem consultar o proprio partido. Vão a convenção beijar a mão da realeza sindical.

Responder

    Clever Mendes de Oliveira

    09 de fevereiro de 2021 às 10h58

    O Historiador (segunda-feira, 08/02/2021 às 23h17),
    Na sua história não esqueça de colocar a mega indenização que ele recebeu pelo fato do regime militar o ter colocado na cadeia.
    Espero que não haja próxima vez, mas se isso ocorrer, se os milicos não quiserem que trabalhadores enriqueçam é bom evitar de os colocar na cadeia.
    Abraços,
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 09/02/2021

    Responder

    O Demolidor

    09 de fevereiro de 2021 às 20h20

    Tá mais pra um Estoriador de stand-up.

    Responder

ROBERTO AGNALDO TEIXEIRA

08 de fevereiro de 2021 às 22h00

Mesmo que todos os membros do PT fossem mais puros que santa Teresa de Calcutá, o antipetismo iria existir. É fruto das virtudes do partido. Se na época da escravidão nascesse o partido dos escravos, ele seria odiado pelos que viviam e se enriqueciam com a venda e exploração de seres humanos. Seus membros teriam a vida revirada e qualquer falha, exposta aos quatro ventos, enquanto crimes infinitamente maiores, desde que praticados pelos escravocratas, variados para debaixo dos tapetes. Prender o presidente, secretário, tesoureiro até chegar a faxineira e simpatizantes, por qualquer pedalada, seria consequência. Transformar o suposto partido em quadrilha e organização criminosa disposta a destruir a família, a vida, deus e o diabo, apenas o exercício das lavas jatos ou dos eternos capitães do mato.

Responder

Marcus Farias

08 de fevereiro de 2021 às 20h05

Este espaço já foi melhor antes de se transformar num comitê dos Ferreira Gomes. O texto publicado às pressas, sem qualquer revisão, com argumentos que se atropelam, é uma prova de declínio. Diz muitas verdades, mas deixa transparecer o tempo todo um certo ressentimento. O PT, com todos os seus erros e acertos, têm uma base social que o PDT, partido que não controla sequer os seus parlamentares, não tem. A referência ao número de prefeitos eleitos pelo PP é um argumento pueril, pois, sabemos, ao primeiro soar da flauta de que quem detém o poder, boa parte dos eleitos trocará de legenda. Enfim, o Cafezinho está, a cada dia, esfriando mais e mais.

Responder

    Alan C

    08 de fevereiro de 2021 às 21h24

    É chato quando a petezada entra num blog sério de esquerda e percebe que ele não pede benção à São Lula da Silva, né?

    Responder

      Clever Mendes de Oliveira

      09 de fevereiro de 2021 às 11h49

      Alan C (segundo-feira, 08/02/2021 às 21h24),
      Eu espero ser construtivo na crítica que faço a você. O Marcus Farias, em meu entendimento, fez um bom comentário que foi enviado segunda-feira, 08/02/2021 às 20h05. Você parece que não concordou, mas em vez de contrapor um argumento, veio com o seguinte comentário
      “É chato quando a petezada entra num blog sério de esquerda e percebe que ele não pede benção à São Lula da Silva, né?”
      Não vejo nada de mais que você escrevesse algo como “É ruim quando alguém de esquerda entra num blog sério de esquerda e percebe que ali há muitos comentários sem nenhuma fundamentação com críticas à esquerda”. Aliás mesmo com fundamentação ouvir críticas é ruim. Só que é um ruim, que ajuda a gente a crescer, a entender melhor a realidade.
      E para dizer um pouco mais, avalio que para aproveitar sua frase e de modo mais completo seria preciso até a alterar completamente. Parece-me bastante válido dizer “É ruim quando alguém de determinada ideologia entra num blog sério daquela ideologia e percebe que ele pede benção à outro qualquer”. Se bem que a frase ficaria contraditória, pois um blog sério não pede benção a ninguém.
      Abraços,
      Clever Mendes de Oliveira
      BH, 09/02/2021

      Responder

Patrice L

08 de fevereiro de 2021 às 16h10

Miguel

Esse teu artigo infelizmente não deixa de depor contra vc mesmo, que, para apoiar o Ciro:

(1) desembarcou da defesa sem tréguas do Lula (como que ligando o oportunista modo “o Lula tá preso, seu babaca!”), e

(2) visivelmente desacelerou de combater a Globo na esperança de que essa importante empresa de mídia adotasse a candidatura Ciro.

Hoje não vemos nada aqui a não ser apenas ligeiras e inodoras notas, quando muito, contra esse grupo golpista, “pois melindra alguém cujo apoio é importante”.

Responder

Alexandre Neres

08 de fevereiro de 2021 às 14h16

Quem quiser análise política com qualidade, que vá direto aos pontos e não afetação e proselitismo barato, eis terchos da coluna do Celso Rocha de Barros hoje na Folha:

…”Mas a frente ampla contra o bolsonarismo, representada pela candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP), levou uma surra. Houve traições à esquerda, mas ficou claro que Rossi perdeu porque a centro-direita desertou. Doria conseguiu evitar um espetáculo mais vergonhoso no PSDB, mas o DEM, o par tido do próprio Rodrigo Maia, vendeu-se para o Planalto na frente de todo mundo.

Na prática, o DEM dissolveu-se no “arenão”, como o jornalista José Roberto de Toledo gosta de chamar o centrão. Na época da ditadura, dizia-se que a Arena era “afilha da UDN que caiu na zona”. Na última segunda-feira, o cafetão que levou o DEM de volta para a zona foi Jair Bolsonaro. O DEM aceitou de Bolsonaro as verbas e os cargos que o PFL, seu antecessor, não aceitou da ditadura no colégio eleitoral em 1985.

Não, companheiro, a Lava Jato não foi extinta porque sacaneou o Lula. Nem o Bolsonaro nem ninguém na direita parou e pensou, “pó, realmente, sacaneamos o Lula, terrível esse escândalo da Vaza Jato, vamos reestabelecer os ritos jurídicos apropriados”. As denúncias da Vaza Jato são mesmo gravíssimas, Lula foi mesmo sacaneado, mas a Lava Jato acabou porque era a hora de prender a direita.

Vários analistas viram no engajamento de Bolsonaro na eleição da Câmara um sinal de moderação, de aceitação das regras do jogo. Não há nenhum gesto de Bolsonaro que justifique essa hipótese. Nas duas pautas que mais exigem governança racional -economia e combate à pandemia- Rodrigo Maia nunca colocou qualquer obstáculo para Bolsonaro, muito pelo contrário. Se o presidente topou gastar tanto para eleger Lira, é porque suas pautas são outras.”

Quem quiser ler sobre Lava Jato, recomendo Demétrio Magnoli n’O Globo:

…”Nos diálogos. Moro oferece orientações aos procuradores sobre fontes, os instrui sobre possíveis provas e combina com eles a sequência de operações policiais. São evidências abundantes de conluio entre o Estado-julgador e o Estado-acusador. A gangue de Curitiba suprimiu do processo legal o juiz imparcial.

Moro enxerga a lei como fonte de privilégios e discriminações. No pacote anticrime que formulou quando ministro de Bolsonaro, introduziu o “excludente de ilicitude”, mecanismo destinado a impedir a punição de crimes cometidos por policiais. Na reclamação ao STF, sua advogada alega que as trocas de mensagens “não provam inocência” de Lula, como se cidadãos acusados tivessem o ônus de provar ausência de culpa.

“Nada jurídico” – o qualificativo não serve para invalidar os diálogos que repousam no STF, mas define à perfeição os processos conduzidos pelo Partido da Lava-Jato. As mensagens expõem acertos entre o juiz e os procuradores para plantar notícias na imprensa e financiar a divulgação de propostas legislativas, além da ambição de reformar o sistema político-partidário. Nada jurídico, tudo político : a gangue manipulava suas prerrogativas de agentes da lei para deflagrar um projeto de poder centrado na figura de Moro.

A demanda da advogada ao STF pretende soterrar tanto a verdade factual quanto a jurídica. A guerra contra a verdade tem a dupla finalidade de evitar a desmoralização jurídica da gangue e de conservar os resíduos de um projeto político envenenado pela associação de Moro com Bolsonaro.

Na hora da morte da força-tarefa, o Partido da Lava-Jato conta com três fiéis militantes no STF. Mesmo assim, diante do grito das evidências, a manutenção integral das condenações tornou-se um sonho improvável. Circula, por isso, a ideia criativa de preservar, ao menos, o legado da interdição de candidatura de Lula. “In Fux We Trust”: o compromisso imoral concluiria, melancolicamente, a trajetória de juízes que confundem a lei com suas próprias convicções políticas.”

Sem mais.

Responder

    Tiago Silva

    08 de fevereiro de 2021 às 21h48

    Parabéns Alexandre Neres, novamente pela visão!

    Os colegas que se manifestaram neste artigo de opinião quase que suplicam para que Miguel do Rosário acorde de sua equivocada estratégia que acha que inflando o antipetismo conseguiria ampliar o número de eleitores de Ciro, mas o que se viu foi o crescimento do ex-Juiz Trambiqueiro Sérgio Moro, da máquina de propaganda NeoFascista (Neoliberal + Fascista) da Farsa a Jato e do Bozismo!!!

    Infelizmente, o Miguel do Rosário se perdeu ao menos desde 2018 e não adianta leis da física… Se parece que o problema seja psíquico ou biológico (fígado). Os colegas que ainda acreditam que essa miopia possa desaparecer ainda desesperadamente apresentam caminhos (Celso Rocha de Barros ou Fernando Brito) que têm análises mais apuradas sem fazer malabarismo textual.

    É triste ver o ressentimento guiar e se buscar mil subterfúgios para sempre apontar erros no PT, sem comparações com o PSDB, com o BOZO, Partido Novo, MBL, Vem pra Rua, Farsa a Jato e outros golpistas…

    O ponto positivo é que citaram Brizola (mesmo que em um trecho efêmero), algo muito raro nesse blog, pois acho preferem falar mal do PT por dar mais cliques e engajamentos em comentários… E acabam deixando espaço para a Direita Golpista (que aparentemente se divide entre os NeoFascistas do PSDB/DEM/MBL/Novo/Parte do Centrão com Dória/Huck/ACM/Moro/Mandetta/Maia/etc versus os NeoNazistas que se intitulam Conservadores em torno da figura do Bozo e da familícia), que para citar Brizola e Darcy: “Acaba sendo a Esquerda que a Direita gosta!”

    Já era evidente antes de 2018 que o PDT apenas iria para segundo turno com a ajuda do PT! E até se tentou uma estratégia parecida com o que se fez depois na Argentina… quando se propôs que Ciro fosse vice do Lula, mas quando o Golpe se consumasse que o Ciro fosse pra cabeça de chapa com o Haddad de vice, mas o Ciro preferiu antes a sua vaidade e agora preferiu o “Centro Democrático” (leia-se Direita Golpista do DEM e PSDB que inflaram o antipetismo para a fascistização da classe média e assim se impor um neoliberalismo tropical) – sempre com muita miopia, verborragia ignorante e ressentimento infantil (inclusive se utilizando de livro que não primou pelo cientificismo e sim por manter uma narrativa como o citado de Malu Gaspar).

    Uma pena eu ter que ir para o blog abrir o artigo de Miguel do Rosário e ler com sentimento de angústia pelo malabarismo cansativo com o fito de se criar uma narrativa que há muito se mostra equivocada e, principalmente, buscando ler por opiniões mais sábias advindas dos comentaristas do blog (como o Alexandre Neres e alguns outros – apesar que a opção desvirtuada deste blog dos últimos anos ter atraído tantos bozominions ou cirominions que alimentam suas dissonâncias cognitivas pelo antipetismo).

    Acorda Miguel do Rosário (e Acorda Ciro Gomes)!!!

    Quanta falta faz Brizola…

    Responder

Sebastião

08 de fevereiro de 2021 às 12h52

Foi só Haddad se lançar candidato, que o blog começou a trazer o anti-petismo de volta ao debate. O anti-petismo só serve pra apoiar outros candidatos na chamada “unidade da esquerda”. Mas foi Ciro um dos que mais atacaram Lula e o PT. Ainda fala, que preferia se aliar com o PSDB a ter que se aliar ao PT. Como abrir mão de candidatura por causa de um cara como Ciro? O temor é que, por conta do legado de Lula, o PT já tem uma margem de 20 a 30% do eleitorado, e é isso que incomoda o fato de Haddad ter se lançado candidato. Ainda mais que com a suspeição de Moro, o PT estará com a imagem menos arranhada, e dessa forma, favorecerá mais ainda o candidato do PT. A realidade é essa.

Responder

José Zimmermann Filho

08 de fevereiro de 2021 às 12h07

Nivelar o PT pelo Palocci? Tem sombra do Ciro Gomes aí sim, mas erra o comentário que insinua interesse de Miguel, ou sobre o quanto ganharia no governo do pedetista. Pode-se discutir sua cisma com Ciro, mas nunca seu caráter. É nessas horas que a esquerda dá suas trombadas, para felicidade da direita.

Responder

Alan C

08 de fevereiro de 2021 às 10h56

Antes de mais nada é preciso dizer que a fala do Mano Brown, tentando abrir os olhos do devaneio petista, tentando faze-lo descer do salto, continua mais atual do que nunca. Ponto!

Segundo, discordo do texto quando diz que os governos petistas (Lula, né? Sabemos) erraram ao incorporarem e adotarem políticas penais conservadoras, aparentemente sem nenhuma estratégia ou projeto (este modus operandi sim, está correto e concordo) indicando para tribunais superiores gente como “In Fux We Trust” e Toffoli e criando as leis da ficha limpa e delação premiada, esta usada de uma forma vil e única no Brasil do golpe.

Discordo por motivo muito simples, tudo isso não foi colocado em prática para benefício do povo, e sim, visando um projeto de poder onde o PT agraciaria a elite, de certa forma “comprando-a”, e assim, esta o deixaria em paz no poder, ou seja, um plano (quase) perfeito de poder ad eternum onde ambos sairiam ganhando, menos o povo. A queda das commodities, controladas por fatores que o Brasil não controla, provou isso de maneira cabalística.

O PT não era o mocinho que foi enganado pelo bandido. Era parceiro na bandidagem e foi traído pelo colega, é diferente.

Com o cenário já não tão favorável para ganhar muito dinheiro, aliado às crises mundiais, a elite financeira, aquela que o Lula fez tanta questão de agradar, deu um pé na bunda do PT. O povo, que recebia migalhas, nem isso teve mais.

Sim, houve sensacionalismo da imprensa que pertence a esses mesmos barões, outrora “coleguinhas” do Lula, porém o antipetismo é quase totalmente justificado. Ou Palocci não devolveu 100 milhões?? Ou o PT não turbinou isenções fiscais? Ou Lula não tomou medidas pró baronato assim que assumiu?? Ou o PT não manteve revogado o imposto sobre fortunas?

O PT foi o bandido traído, foi cúmplice. Pagar de vítima não cola.

Responder

    Batista

    08 de fevereiro de 2021 às 16h01

    Para não dizer que ninguém ofereceu uma maneira para que desatasse o nó mental do desvario em que se perdeu e pôs-se a delirar, no Cafezinho, de grátis, segue o final de, “O Dilema… da Direita Encurralada por Bolsonaro”, de Fernando Brito, mostrando o caminho que a fria realidade revela:

    “A fieira dos “um dia acreditei que ficar com Bolsonaro seria bom para mim”, capitaneada agora por Maia…, mas que não deverá ser grande e dificilmente terá outro caminho que não o PSDB – embora contra este pese o fato de que Doria é outro “dono” e, mesmo com a vacina, não tem grandes vantagens eleitorais fora de São Paulo (e olhe lá) – ou o insípido Cidadania, com apenas sete deputados na bancada.

    (…) Todos, então, terão que se apertar no barquinho de Doria, inclusive Sergio Moro, se não se desgraçar ainda mais com a anulação dos processos de Lula.

    Paradoxal que pareça, a direita não bolsonarista depende da esquerda para sobreviver nas disputa de 2022 onde alguém terá de assumir o outro polo diante da ameaça Bolsonaro e, como está evidente, ela não tem força para fazer, nem mesmo na São Paulo de Doria.

    Se não se reabilitar Lula como o comandante deste confronto, seja ele ou não o candidato, será impiedosamente esmagada pelo extremismo do ex-capitão. Se o fizer, talvez tenha uma chance de compromisso de pacto político.

    Não é apoio, não é coligação, não é aliança. É apenas devolver ao jogo político uma força imensa, que não pode ser cooptada pelo atual presidente.

    De outro jeito, não há pacto, não há convívio. Há apenas o processo de degola do qual o de Rodrigo Maia é o pescoço mais recente.”

    Bom proveito.

    Responder

Edson Luiz Pianca.

08 de fevereiro de 2021 às 10h52

É mesmo muito barulho só porque o PT lançou uma candidatura.

Muitos podem pensar que hoje o PT é parte do problema brasileiro, que o PT hoje não é parte da solução. Podemos pensar, e eu penso, que o populismo do PT, o culto à personalidade, tratando Lula como mito, a completa incompetência nos temas de economia e na execução do orçamento (em setembro de 2014, o pagamento do Programa bolsa família foi SACADO A DESCOBERTO pela Caixa Econômica porque simplesmente o dinheiro tinha acabado. Depois foram voltando o desemprego, a inflação, o aumento explosivo das taxas de juros, etc), todos podemos pensar que tudo isso foi fermentando o desastre que resultou na maior crise econômica e política após a ditadura militar e que foi o principal fator que resultou em bolsonaro. Mas somos obrigados a reconhecer que o PT continua sendo parte do processo político. E parte bem importante.

A gravidade que significa o fortalecimento do 2º mito, a natureza política desta mistificação, que é diferente do mito Lula e de risco bem maior à democracia, embora os dois mitos sejam igualmente populistas – e riscos não só à democracia brasileira, risco à democracia em toda a América Latina, caso deixemos que o fascismo colonize os intestinos do Estado brasileiro e se aproprie do imaginário político do eleitor. E está me parecendo que muita gente não está a perceber a gravidade desta ameaça – exigem a maior unidade de todas as forças políticas antifascistas.

Ocorre que só será unidade se não rejeitarmos nenhuma das forças antifascistas, e se nenhuma das forças presentes rejeitar alguma das forças reunidas.

Em situação política normal, o natural é que cada força política ambicione ela a conquista da hegemonia para implementar a sua visão da realidade. Frente política deve sempre ser um recurso final, e só utilizado no limite, quando a encruzilhada histórica obrigar.

Estamos, no atual momento histórico, nessa encruzilhada. Precisamos de uma ampla frente política, mas a frente ampla de que precisamos é a frente ampla POSSÍVEL.

O PT, neste momento, está em negação de seus erros ( e em negação já desde lá pelos anos 2011/12, quando o desastre que produziu já mostrava suas marcas). O PT quer um acerto de contas com o mundo, que não compreendeu a generosidade e intenções maiores de suas políticas e principalmente a nobreza de seus membros, generosidade, intenções e nobreza talvez só encontradas em alguns militantes de outros grupos de esquerda, nunca Em qualquer grupo ou pessoa do centro-esquerda em diante. Em contrapartida à sua grande nobreza, todos não tiveram nobreza nenhuma, batendo ferozmente no PT, como se o PT tivesse tratado a todos sempre como marginais, corruptos, mal-intencionada. Como se o PT tivesse tratado a todos, imprensa, outros partidos políticos, qualquer um que dele discordasse, sempre com muito ódio e por isso não lhe deram nenhuma chance. Eram pequeniníssimos os erros, seriam corrigidos, mas ninguém teve generosidade e compreensão e não deixaram que o PT os corrigisse. O PT está rejeitando que a história continue e se faça, pelo menos nas próximas eleições, sem que seja ele, o PT, a retomar o processo, corrigindo os errinhos que a merda da imprensa inconsequente, desqualificada e vendida, e os outros todos, não deixou o PT corrigir. Está se negando a que a história prossiga sem que seja o PT a retomar o processo de onde parou. O PT só admite ele, o PT, reassumir o país. Pelo menos nas duas ou três próximas eleições. Quer a oportunidade de refazer seu percurso, de redimir seus erros. Precisa legitimar sua narrativa de sucesso sem se submeter à autocrítica que a sociedade está exigindo para redimir o PT. Pela grandeza do PT, muito maior do que mesmo algum aí que tem alguma grandezinha, fazer essa autocrítica é humilhação e não deve ser cobrada do PT.

Deixemos que o PT persiga seus objetivos.

É lastimável que, em um momento histórico tão crucial para a democracia, qualquer força política reforce suas desvirtudes ao ponto até de colaborar com o fascismo e não mostre a grandeza necessária para compor com as demais forças democráticas, até por desprezo, porque estas forças não são verdadeiramente democráticas. Algumas até são, mas só um pouquinho. Não suficientemente democráticas como o PT.

Mas vamos admitir: não é só o PT que está nesta linha do ‘nós primeiro’.

Se entendermos que a gravidade do momento histórico exige a mais ampla unidade, é essa unidade que precisa ser buscada, não o fortalecimento de projetos pessoais ou partidários. Muito menos quando obsessivos.

E a construção da unidade necessária só vai ser conseguida caso se der por meio de um projeto comum. Isso demanda tempo e as candidaturas, mesmo as já postas, precisam ser retiradas para viabilizar a unidade.

É a encruzilhada histórica que exige a unidade. Pode até acabar não acontecendo nada, mas o risco é grande demais para arriscar.

Quem amanhã, caso nada grave aconteça, chamar de exagero o apelo à unidade, ou não terá compreendido a gravidade do momento ou não se importou com os sérios riscos à democracia, escolhendo seus interesses pessoais.

Responder

    Batista

    08 de fevereiro de 2021 às 15h30

    E TODOS UNIDOS, esquecidos das consequências das pautas bombas, esquecidos da crise política armada pelos golpistas a partir da contestação do resultado da eleição de 2014, esquecidos do lançamento da operação lavajateira em março de 2014, objetivando criminalizar o PT e eleger Aécio, culminando com a edição da capa solo da Veja, “Eles Sabiam De Tudo”, à véspera da eleição, esquecidos do golpe em Dilma em 2016, esquecidos dos processos do lawfare para condenar e prender Lula para que não fosse candidato em 2018, FERVOROSAMENTE JUNTOS E MISTURADOS, SEREMOS FINALMENTE FELIZES PARA SEMPRE.

    Tem dia que é de noite, Pai…,
    Eles sabem o que fazem.
    Só não limpam.

    Responder

      EdsonLuiz.

      08 de fevereiro de 2021 às 17h43

      Em uma democracia, é a democracia o que mais importa. Em uma democracia ameaçada, só o que importa é a defesa da democracia. Isso exatamente para que até cidadãos insanos possam se colocar.

      Já para aqueles que chegam a cultivar mitos, para aqueles que chegam a mitificar e mistificar pessoas e fatos, vale garantir sua liberdade de seguir seus objetivos, contra o quê não me oponho. Pelo contrário, vou lutar para garantir toda a liberdade, incluindo a de se ser um mistificador (e mitificador também ).

      Se você ler com cuidado, verá que eu defendo que se deixe o PT em paz para cumprir seu destino. Defendo deixar o PT cumprir o destino que o PT quer cumprir, sem obrigá-lo. E sem o cinismo de condenar só o PT, sendo que outros também focam em seus próprios interesses.

      E verá que faço um apelo pela unidade necessária nesse momento excepcional. Mas nem você, nem o PT precisam ver as coisas do mesmo jeito que eu.

      Você é um petista; eu sou uma pessoa livre. Nisso está toda a nossa diferença.

      Responder

        Tiago Silva

        08 de fevereiro de 2021 às 22h02

        Edson Luiz,

        Uma “pessoa livre” escolhe as suas ideologias (que pode ser “petista”, socialista, social-democrata, liberal, neoliberal, neofascista, etc), já uma “pessoa não livre” acha que é uma “pessoa livre”, mas também tem suas ideologias… Apenas não as escolheu!

        Nisso também há uma enorme diferença e todas essas pessoas deveriam conviver em democracia (mesmo que haja algumas não democratas).

        Pense nisso!

        Responder

        Clever Mendes de Oliveira

        09 de fevereiro de 2021 às 01h51

        EdsonLuiz (segunda-feira, 08 de fevereiro de 2021 às 17h43),
        Você se diz que é uma pessoa livre em relação a outro cuja ideologia seria mais próxima do PT. Sem esquecer que a liberdade não lhe dá a ninguém a correção da sua ideologia, eu vou relembrar aqui uma frase que segundo dizem consta de carta de Mary McCarthy para Hannah Arendt: “An open mind about Vietnam has no mind at all”. Em uma tradução ao meu contento diria que é um cabeça oca quem não toma lado na questão vietnamita. E também ao meu contento eu estendi a tradução: “é um cabeça oca quem não toma partido, quem não tem ideologia”. A frase em meu entendimento não se restringe a questão vietnamita.
        Bem, veja o que você diz em comentário anterior, enviado segunda-feira, 08/02/2021 às 10h52:
        “Podemos pensar, e eu penso, que o populismo do PT, o culto à personalidade, tratando Lula como mito, a completa incompetência nos temas de economia e na execução do orçamento (em setembro de 2014, o pagamento do Programa bolsa família foi SACADO A DESCOBERTO pela Caixa Econômica porque simplesmente o dinheiro tinha acabado. Depois foram voltando o desemprego, a inflação, o aumento explosivo das taxas de juros, etc), todos podemos pensar que tudo isso foi fermentando o desastre que resultou na maior crise econômica e política após a ditadura militar e que foi o principal fator que resultou em Bolsonaro.
        Então você diz que o PT revelava “completa incompetência nos temas de economia e na execução do orçamento”. Em geral frases assim, que não se podem rebater de pronto, pois se fossem ditas ao contrário também não poderiam ser rebatidas, mostra mais alguém que não sabe o que diz. Não é o seu caso porque você fundamenta a sua frase explicando:
        “em setembro de 2014, o pagamento do Programa bolsa família foi SACADO A DESCOBERTO pela Caixa Econômica porque simplesmente o dinheiro tinha acabado”
        Bem, será, entretanto, que o pagamento do Programa bolsa família, sacado a descoberto em setembro de 2014, foi prova de “completa incompetência nos temas de economia e na execução do orçamento”?
        Vamos voltar para 2013, para entender direito o que aconteceria em 2014. Os investimentos cresciam desde o quarto trimestre de 2012 a taxa exponencial. E esse crescimento exponencial, de quase dois dígitos quando se toma um trimestre com o trimestre imediatamente anterior repetia-se no primeiro e no segundo trimestre de 2013. A informação sobre o segundo trimestre sai no fim de agosto. É bem verdade que Francisco Lopes falava da necessidade de o Banco Central elevar os juros desde o início do ano para evitar descontrole no processo inflacionário em razão das altas taxas de investimentos.
        Então foi nessa atmosfera que foi feito o orçamento de 2014. Era mais do que certo que o país ia crescer mais de 3%, como depois se descobriu que fora o crescimento de 2013. E dizer que o país crescera 3% em 2013, significa que vindo de um ano que crescera 1%, o país estaria crescendo a taxas maiores do que 3%.
        É bem verdade que antes de saber que o Brasil crescera a taxas elevadas no segundo trimestre de 2013, ocorreram as manifestações de junho de 2013. Entretanto, a única informação imediata que tivemos das manifestações é que a popularidade da ex-presidenta às custas do golpe caíra de quase 70% para menos de 40%. A maior queda de popularidade de um presidente em um mês sem que o país perdesse uma guerra ou a presidência fosse implicada em algum escândalo de corrupção, no mundo.
        Assim, apesar desse revés das manifestações, as expectativas para o governo eram as melhores possíveis e foi assim que foi encaminhado o orçamento de 2014. E aqui cabe fazer uma indicação de um artigo que eu já não o vejo mais disponível e que teve pouca repercussão na nossa mídia. Trata-se do artigo intitulado “PEC 241: Gastos do Governo” de segunda-feira, 24/10/2016, de autoria de ÁBACO LÍQUIDO, que no blog Abacus Liquid, podia ser visto no seguinte endereço:
        http://abacusliquid.com/pec-241-gastos/
        Infelizmente este link não está mais acessível. Eu busquei um link no Archive.org e encontrei o post no seguinte endereço:
        https://web.archive.org/web/20170628195926/http://abacusliquid.com/pec-241-gastos/
        É impressionante que com quase doze anos de governo do PT que, segundo você, mostravam “completa incompetência nos temas de economia e na execução do orçamento” ainda se pudesse ver que se mantinha sem quebra o saldo primário. Situação que perdurou até outubro de 2014. Observe que as despesas cresceram de julho para agosto e de agosto para setembro, mas se mantém no mesmo patamar em outubro.
        Vale esclarecer de início que o quadro mostrado no post “PEC 241: Gastos do Governo” não trata de receitas e despesas mensais, mas de receitas e despesas acumuladas nos últimos doze meses. Ainda assim a visualização da situação é quase mensal e não é só a receita que é tomada nos últimos doze meses mas também a despesa
        E se tomarmos a curva de crescimento das despesas desde o início de 2013, podemos verificar que em outubro de 2014, quando ainda havia saldo primário nas contas do governo, se o crescimento da despesa acompanhasse em linha reta a tendência manifesta no período de abril de 2013 a março de 2014 (não sei se o gráfico apresenta os dados em escala logarítmica o que seria de esperar pois a tendência é a curva de receita e despesa em situação normal crescer em escala exponencial) a despesa (dos últimos doze meses) em outubro de 2014 seria bem maior do que a que se verificara.
        E a curva da receita mostrava também outra particularidade. Em 2013 houve crescimento maiúsculo da receita, apesar de no terceiro trimestre de 2013, os investimentos reverterem a tendência que se mostrara nos três trimestre anterior e o próprio PIB decrescera. Se o crescimento de 2013 se mantivesse em 2014, o país cresceria mais de 3%, o que se observa, entretanto, é que em 2014, a receita não cresce o que foi em decorrência da própria estagnação do PIB.
        E a medição do PIB não é de ponta a ponta. Suponhamos que um ano você não cresça e o PIB do primeiro dia do ano seja 100 e o PIB do último dia do ano seja 100. Então o PIB do ano será 365×100. Se no ano seguinte o PIB do primeiro dia do ano for 100 e o PIB do último dia do ano for 103, e o crescimento foi linear ao longo do ano, o crescimento deste segundo ano de ponta a ponta será de 3%. Entretanto, estatisticamente e de acordo com a metodologia correta que mede o PIB, ao comparar com o ano anterior o crescimento do segundo ano seria 1,5%.
        Este crescimento de 1,5% é medido comparando o PIB do ano anterior igual a 365 x 100 com o PIB do segundo ano igual a 365 x (Somatório do PIB de cada dia dividido por 365) ou, como o crescimento foi linear, comparando o PIB do ano anterior com o PIB do segundo ano que seria igual a 365 x (PIB do primeiro dia+PIB do último dia)/2).
        Ao se deparar com a informação de que o PIB de 2013 crescera 3% e que o ano anterior o PIB praticamente não crescera sabia-se que em 2013 de ponta a ponta o crescimento fora superior a 3% (ou seja, quase de 6%). É claro que essa informação só é válida se o crescimento for linear e constante.
        E sabendo que o crescimento do PIB em 2013 fora de 3% com um crescimento de ponta a ponta de quase 6% e no ano de 2014 não houve crescimento é de se imaginar que de ponta a ponta houve queda do PIB em 2014. E isso fica visível em 2014, quando se acompanha a receita primária que em novembro de 2014 cai bastante indo encontrar-se com a despesas e ficando no mês seguinte bem abaixo da despesa.
        E o que ocorrera de relevante para que se observasse em um ano o que não acontecera nos quase doze anos de governo petista? Primeiro a reversão das expectativas que de um PIB em forte crescimento no primeiro semestre em 2013 tivera uma reversão no segundo semestre com queda do PIB no terceiro trimestre incluindo a reversão forte no crescimento dos investimentos que ficaram negativos desde então e leve recuperação do PIB no quarto trimestre, mas puxado pelos gastos do governo que fazia uma última tentativa de não deixar as expectativas de crescimento se reverter.
        E então ocorrera a desvalorização do dólar puxado pela expectativa de subida de juro nos Estados Unidos. E a expectativa de aumento do juro também repercutiu nos preços das commodities de importância capital na receita das empresas muitas delas pagando muito imposto de renda ao governo e também dividendos.
        Se você pegar uma curva de preço de commodities tanto agrícolas como as minerais para 2014, verá que há queda forte a partir de junho de 2014 e a queda acentua a partir de outubro de 2014. E a queda é acentuada também no preço do petróleo que representa fonte importante de receita para o governo.
        E esta compreensão perfunctória do que ocorrera em 2014, não é só sua. Eu trato disso em comentários que enviei para o post “Utilidade pública: Links de Estatísticas Fiscais” de sexta-feira, 20/09/2019 às 15h04, e que pode ser visto no seguinte endereço:
        https://www.ocafezinho.com/2019/09/20/utilidade-publica-links-de-estatisticas-fiscais/
        Em um dos meus comentários eu não só deixo o link para o artigo “PEC 241: Gastos do Governo”, como também para o editorial na Folha de S. Paulo “Gambiarras fiscais” de quarta-feira, 12/06/2019, e que pode ser visto no seguinte endereço:
        https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2019/06/gambiarras-fiscais.shtml
        Lá há um gráfico que mostra quadro semelhante, apenas estendido até o governo do antes provisório depois definitivo presidente às custas do golpe Michel Temer. E esta incapacidade ou incompetência para circunstanciar os dados e as informações decorrentes repetiu-se na Folha de São Paulo em editorial mais recente intitulado “Jair Rousseff” de sábado 22/08/2020 e que pode ser visto no seguinte endereço:
        https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2020/08/jair-rousseff.shtml
        Embora muito bom, eu ainda fiz reparo a crítica que Nelson Barbosa fez à Folha de S. Paulo e que foi publicado aqui no blog O Cafezinho com o título “A Folha da Faria Lima” de 25/08/2020 às 14h57, e que pode ser visto no seguinte endereço:
        https://www.ocafezinho.com/2020/08/25/a-folha-da-faria-lima/
        É necessário ter mais cuidado ao expressarmos considerações que parecem ser o senso comum, mesmo quando nós tentamos dar suporte às considerações com fatos, pois muitas vezes esses fatos não são reflexos da realidade que livremente afirmamos que existiu.
        Abraços,
        Clever Mendes de Oliveira
        BH, 08/02/2021

        Responder

    Clever Mendes de Oliveira

    09 de fevereiro de 2021 às 11h24

    Edson Luiz Pianca (segunda-feira, 08/02/2021 às 10h52)
    Vou transcrever mais uma vez a seguinte frase sua:
    “Muitos podem pensar que hoje o PT é parte do problema brasileiro, que o PT hoje não é parte da solução. Podemos pensar, e eu penso, que o populismo do PT, o culto à personalidade, tratando Lula como mito, a completa incompetência nos temas de economia e na execução do orçamento (em setembro de 2014, o pagamento do Programa bolsa família foi SACADO A DESCOBERTO pela Caixa Econômica porque simplesmente o dinheiro tinha acabado. Depois foram voltando o desemprego, a inflação, o aumento explosivo das taxas de juros, etc), todos podemos pensar que tudo isso foi fermentando o desastre que resultou na maior crise econômica e política após a ditadura militar e que foi o principal fator que resultou em bolsonaro.”
    Em meu comentário junto a outro comentário seu eu procurei mostrar que avaliar como completa incompetência a atuação do PT em temas de economia e na execução do orçamento é fruto de quem não procurou entender bem o o que aconteceu naquele período.
    Agora eu faço uma crítica diferente. Para você a completa incompetência do PT de economia e na execução do orçamento resultou em bolsonaro. Essa alegação bastante corriqueira na centro direita é tão pobre na sua construção que dá ao PT um caráter de partido universal. Afinal qual foi a atuação do PT nos Estados Unidos que levou a eleição de Donald Trump, do PT na Filipinas que levou a eleição de Rodrigo Duterte, do PT na Hungria que levou a eleição de Viktor Orban, ou do PT na Polônia que levou a eleição Jaroslaw Kaczynski?
    Veja que todos os que foram relacionados acima foram ou são governantes autoritários da direita (talvez, do grupo, só não possa ser incluído como governantes autoritários da direita, o Donald Trump que é mais um grande animador de auditório, mas que em matéria de ideologia é mais um cabeça oca) e chegaram ao poder em democracias representativa e por via eleitoral.
    Abraços,
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 08/02/2021

    Responder

Paulo

08 de fevereiro de 2021 às 10h41

Excelente texto, Miguel! Embora eu tenha seríssimas dúvidas sobre o monopólio da política sobre as instituições de persecução penal, como você preconiza. Não daria certo. O PT, na sua mais magistral obra – a única que ficará marcada sublimemente para a posteridade e ajudará, ainda que mitigada e parcialmente, a, talvez, longe dos fatos e das paixões políticas, absolver o Partido -, aparelhou o Estado e os resultados apareceram rapidamente. E, se o PT foi a principal vítima, é porque subestimou a vontade e a índole da criatura que ajudou a parir (eventuais excessos à parte, pois não representam o todo). Achava que essas instituições fariam vistas grossas para a corrupção de seu genitor, como, aliás, sempre se fizera, até então, com os juízes e procuradores aceitando benefícios corporativos em troca do silêncio e inação, e com a PF subordinada ao jugo político do Palácio do Planalto.

No mais, é a repetição da ladainha do “law fare”. Ou os petistas se renovam (pelos 5 primeiros comentários, com graus de alienação variáveis, mas bem comprometedores do exercício analítico, vê-se que será uma tarefa hercúlea) ou irão para a lata de lixo da história…

Responder

James

08 de fevereiro de 2021 às 09h31

E claro que, como bem observou o Miguel, todo partido forte tem também uma rejeição forte daqueles que não comungam dos seus ideais. Mas no Brasil o antipetismo foi turbinado por uma perseguição jurídico-midiática sem precedentes na História Universal!
O PT só não foi aniquilado porque é um partido extremamente enraizado na sociedade, principalmente nos diversos movimentos sociais. É por isso que o Lula sempre acreditou que o PT iria resistir ao intenso bombardeio, chegando a descrevê-lo como uma Fênix que renasce das cinzas.
Nenhum outro partido no Brasil seria capaz dessa façanha. O PDT e Ciro Gomes não resistiriam a três dias do intenso bombardeio que o PT e o Lula sofreram no Jornal Nacional por anos a fio. O PSDB e o Aécio, não resistiram sequer às balas de festim que a mídia foi obrigada a disparar contra eles.
A perseguição foi tamanha, que chegou-se ao absurdo de se propor, em pleno regime democrático, a cassação e a dissolução de um partido político e o Ciro de fato acreditou que o PT seria aniquilado, tanto que começou a bater mais no LULA e no PT do que nos nossos adversários de extrema direita.
Ledo engano o PT, ainda que ferido, resistiu e a Lava Jato, toda poderosa, acaba de ser enterrada. Os veículos de comunicação oficiais, o MP e o Judiciário perderam sua credibilidade. Tanto que não conseguem destruir e sequer controlar a sua criação dantesca: o bolsonarismo e a extrema-direita.
Com a desmoralização da Lava Jato, é claro que o PT vai se fortalecer, na mesma proporção em que foi diminuído quando os golpistas da República de Curitiba eram alçados à condição de semideuses.
E o Lula, quando finalmente tiver seus direito políticos de volta, será imbatível, é provável que ganhe no primeiro turno, pois virá com o “arquétipo do injustiçado”, com o “arquétipo do ressuscitado”, do homem do povo que foi enterrado em uma prisão, que sofreu todo tipo de perseguido mas venceu o MP, o Judiciário, a Mídia, os Poderosos e o Mundo.
É claro que, mais uma vez como alertou o Miguel, muita coisa terá que ser feita para barrar novas aventuras golpistas como a da Lava Jato. Ser honesto e lutar contra a corrupção não é mérito, é dever de qualquer cidadão ou partido. Mas o que realmente falta no Brasil é uma legislação que defenda a nação de aventureiros como Moro e Dallagnol. Se tivessem feito nos Estados Unidos metade do que fizeram no Brasil estariam, nesse momento, apodrecendo em Guantánamo.
Precisamos criar leis e mecanismo que defendam o Brasil de tentativas de golpes, que punam severamente quem tente se valer do MP, do Judiciário, do Congresso, ou da Mídia, para derrubar um governo ou perseguir um partido político, até porque tais instituições são ocupados pelas castas mais elevadas da nossa sociedade, sempre propensa à proliferação de golpes contra governos progressistas de esquerda.

Responder

    Batista

    08 de fevereiro de 2021 às 17h15

    Cruel,

    Miguel capricha em escrita física de mecânica quântica, ao sacar Schrödinger logo no título, para adentrar o texto com o ‘gato na caixa’, do austríaco, como alegoria e seguir à baila novamente com conceitos quânticos, com direito a elétrons, pósitrons e prótons, sem esquecer os fundamentais quarks, para incisivamente mergulhar na autópsia quântica do PT acuado pelo antipetismo…

    Quando então chega James, no vácuo, a constatar que “o PT só não foi aniquilado porque é um partido extremamente enraizado na sociedade, principalmente nos diversos movimentos sociais.
    É por isso que o Lula sempre acreditou que o PT iria resistir ao intenso bombardeio, chegando a descrevê-lo como uma Fênix que renasce das cinzas.”

    E mandando na real o que por incontestável é sempre ignorado para sustentarem narrativas:
    “Nenhum outro partido no Brasil seria capaz dessa façanha.
    O PDT e Ciro Gomes não resistiriam a três dias do intenso bombardeio que o PT e o Lula sofreram no Jornal Nacional por anos a fio. O PSDB…”

    Muito cruel!

    Responder

      Alan C

      08 de fevereiro de 2021 às 21h17

      E “viva” São Lula da Silva…

      Não sei o que os sócios do PT247 e DCM fazem aqui, eu me sentiria muito mal comentando sozinho por lá. Não passo nem perto daqueles esgotos ideológicos fascistas propagadores de fake news.

      Não exijam do editor-chefe que adote o lixo ideológico de lá, por essas e outras que o petismo e o bolsonarismo se parecem, apenas com o sinal trocado.

      Vão cantar em outra freguesia.

      Responder

        O Demolidor

        09 de fevereiro de 2021 às 20h43

        Relaxa estão diminuindo saoo resquícios da época pré-oligarca do blog…

        Responder

Francisco*

08 de fevereiro de 2021 às 02h28

De novo a física quântica a explicar a política, ignorando o país que elege para presidente, Bolsonaro.

De novo o antipetismo a explicar o PT, agora com Schrödinger de alegoria, ignorando que o país desde 1998 divide-se em torno de 1/3 de antipetistas, 1/3 de indefinidos e 1/3 de petistas, e que desde março de 2014 reforçaram a persecução permanente ao Partido dos Trabalhadores, desde mesmo antes de sua fundação, com a operação Lava Jato visando seletivamente investigar a Petrobras a partir de 2003, para criminalizar o PT e suas lideranças e varre-los do cenário político brasileiro, embora certamente Miguel, em nova fase, deva acreditar que era para investigar um posto de gasolina em Brasília, com informações de certo doleiro de estimação de desinteressado juiz que atuou como auxiliar no processo do MENTIRÃO contra o PT, e que sem querer, surpreendentemente, foi parar na Petrobras.

Em resumo, muitas linhas e nenhuma novidade, no desespero de tentar desviar a realidade que não agrada, para o roteiro novamente mal traçado para 2022, ignorando que o PT não é combinação momentânea e menos ainda análise combinatória, é um estado permanente de soma de vidas e lutas, num Brasil ainda presente ao passado, da desigualdade, da injustiça e da submissão, e que continua a ser o único partido que a classe dominante tenta destruir a qualquer custo, desde sempre, sabe-se lá por que, não é mesmo?

Responder

Alexandre Neres

08 de fevereiro de 2021 às 01h07

Eu poderia gastar meu precioso tempo para retorquir trecho por trecho deste texto pretensioso, empolado, vazio e mal-redigido. Não vale a pena.

Só quero deixar uma coisa clara a você, Miguel do Rosário. Tua postura de se dar ao luxo de citar o antipetismo, quando este blogue nada mais fez do que enveredar por essa senda anos a fio por oportunismo eleitoral, é vexatória. A dialética da História é interessante: O Cafezinho que hoje em dia adotou o projeto Delenda PT, mas antes quando o PT estava no governo era um dos chamados blogues sujos que o defendia com afinco, como defendia outros blogues que hoje ataca.

Mudar de opinião, evoluir, involuir ou seguir uma linha diferente faz parte do jogo. O que não dá para aguentar é você omitir o fato de que tudo que a Farsa a Jato fez foi com o intuito de tirar Lula das eleições de 2018. Ficar repercutindo esse discurso despolitizante da corrupção incessantemente, aproveitar-se da situação de que o establishment foi para cima do PT com acusações forjadas, combinadas e num timing cirúrgico para tirar casquinha como você fez durante longo tempo desvela a sua falta de ética.

Se Ciro Gomes tivesse um pouco de grandeza de caráter, o que nunca demonstrou ter, ele seria o primeiro a se posicionar no sentido de que para o Brasil poder ser considerado uma democracia de verdade, faz-se mister que os direitos políticos de Lula sejam restituídos. Contudo, jamais ele faria isso, por inveja, por saber que não reúne condições de concorrer com Lula no mano. Já tentou antes, mas comeu poeira. Ficar fazendo gracinha como tu faz, dizendo que o habeas corpus vai se restringir ao muquifo do Guarujá, quando o mesmo marreco montou o processo de Atibaia, quando a juizeca é parça do marreco, tanto é que copiou e colou a decisão, até chamou o sítio de apartamento, considerando ainda que no processo de Atibaia não se respeitou o fato de que a defesa tem que se manifestar por último nas alegações finais, mesmo em caso de colaboração, com o Supremo já se manifestando nesse sentido, tudo isso mostra que é uma retórica calhorda com o fito de continuar impedindo nossa maior liderança popular de concorrer nas eleições por causa de um sistema judicial corrupto. A perseguição continua e você dá de ombros por mesquinhez. Te aconselho a se informar melhor antes de dizer que estavam forçando a barra com aquele procurador, o mesmo que recebia mesada do doleiro Dario Messer. Não é uma questão de ser antipático, o procurador, diferentemente de um advogado de defesa, tem que ser imparcial em relação ao acusado. Você tem substrato sociológico suficiente para entender que quando aquele babaca se refere a roupas bregas, a vinhos caros mas mal acondicionados, a helicópteros pequenos etc. é um retrato cuspido e escarrado de nossa elite decadente e simpática à barbárie que nutre um desprezo atávico por tudo que é popular.

Qualquer pessoa com um pouco de formação sabe que não se abandona um amigo ferido em um período de dificuldade. Quanto mais quem mamou na teta. Teria o maior prazer em falar com você olho no olho, tratar do seu caráter ou da falta dele. Adoro frequentar a cidade maravilhosa. Por causa da pandemia, não tenho ido ultimamente. Quem sabe não dou essa sorte? Um abraço, mano

Responder

    Tiago silva

    08 de fevereiro de 2021 às 22h33

    Alexandre Neres,

    Concordo com você em quase todas as suas colocações, principalmente que não se precisa ser “especialista” em normas jurídicas para se intuir que a Farsa a Jato e o ex-Juiz Trambiqueiro Sérgio Moro sejam a “Udenização de Toga”, porém não se deixe levar pelos ressentimentos do Miguel do Rosário….

    Parece-nos evidente que não é difícil querer ver o óbvio, mas preferem narrativas moldadas pelo cinismo e descompreensão do momento histórico.

    Apenas acrescento sobre a irresponsabilidade (ou interesse?) do Miguel do Rosário nesse momento histórico que apesar de um esforço por querer apresentar um verniz intelectual, ainda não foi além do que “a esquerda que a direita gosta” ou como fala o comentarista NeoTupi “sugere a esquerda se pautar pela narrativa q a direita impõe”!!!

    Enquanto esse blog manter essa linha editorial que adotou pelo menos de 2018 aos dias de hoje, espero ter a sorte de não me encontrar com o Miguel do Rosário, mas quem sabe talvez depois que ele consiga refletir e modificar essas narrativas equivocadas que vem adotando! Até porque hoje acho que alguns comentaristas das matérias do blog sejam mais relevantes e interessantes que as próprias matérias do blog! Espero acreditar na ignorância do Miguel do Rosário (apesar do verniz intelectual de suas analogias sobre a física, mesmo que esta tenha também ideologias das pessoas biológicas que a constrói) do que acreditar que seja mero cinismo! Porém, cada vez fica mais difícil acreditar nessa reflexão/mudança e parece que se quer ser a quinta coluna na esquerda.

    Fica tranquilo, Alexandre Neres, pois venho a este blog hoje basicamente para tentar ampliar meus horizontes cognitivos deste momento histórico principalmente para tentar ler os seus comentários e de outros comentadores também mais sagazes! Kkkkk hoje deu vontade de já pular esse texto sofrível do Miguel do Rosário para logo ler os comentadores… e, pelo menos hoje, teria acertado mais! Kkk

    Responder

Paulo César Cabelo

08 de fevereiro de 2021 às 00h10

O Miguel escreve esse discursinho moralista já pensando em quanto dinheiro vai ganhar num provável governo Ciro Gomes.

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Neotupi

07 de fevereiro de 2021 às 22h43

O artigo sugere a esquerda se pautar pela narrativa q a direita impõe. Nada mais errado. Quem se deixar capturar por essa pauta perderá.

2022 estaremos há 7 anos em crise. O eleitor vai querer quem ofereça luz no fim do túnel. Bastiões da ética estarão em baixa (que mesmo se tiver algum candidato, desconfiarão depois da experiência Bozo). Nem pauta de costumes terá peso significativo, diante da agenda social e de repor dinheiro no bolso do povo q ele tinha antes do golpe.

A pauta vencedora pra 2022 é vencer o fracasso do governo expresso em pratos e bolsos vazios. Desemprego e perda na renda. Confisco de aposentadorias e pensões. Preço do gás, alimentos, gasolina. Reajuste do aluguel e contratos hoje a 25% com inflação a 4% (IGP-M muito acima do IPVA e nenhuma MP para corrigir isso). Política liberal de atrelar preços de bens e serviços essenciais ao dólar. Apagão de serviços públicos: falta de vacina, oxigênio, UTI, volta da fila no INSS e atraso nos pedidos de aposentadoria, etc.

E antipetismo não passa de marketing de direita (técnica fascista) para veto à políticas de bem estar social. Entender isso e reagir, tudo bem. Referendar mesmo em parte não dá para quem quer compor com campo contrário ao neoliberalismo.

E lawfare existiu e está provado. Tem que ser exaustivamente denunciado. É isso que inibirá o judiciário a repetir. É como tortura.

Responder

O Demolidor

07 de fevereiro de 2021 às 22h04

Realmente a redação se supera a cada movimento do PT……

Não a toa mesmo conhecendo blog o mesmo já me foi recomendado por coxinhas como justificativa para a esquerda de “verdade”…..

Achei que seria uma auto-critica tão cobrada ao PT……..mas bem lá no fundo sabia que seria mais uma reclamação do trânsito pelo protesto de algum esquerdista fora da quinta coluna….

Mas continuam reclamando do fisiologismo inerente a política nacional…….logo os aliados do ACM neto.

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