PARIS CAFÉ: Lula volta ao jogo e polariza com Bolsonaro. Quais os novos desafios?

Deputado Marcelo Freixo fala à imprensa sobre eleição para presidente da Câmara dos Deputados.

Freixo fala em ‘negacionismo de esquerda’ e cobra autocrítica

Por Redação

17 de março de 2021 : 18h04

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) aproveitou a entrevista concedida a TV Democracia para fazer duras críticas ao campo progressista brasileiro chegando a falar em ‘negacionismo de esquerda’ quando se trata da ausência de critica dos erros cometidos nos governos petistas.

“Uma coisa muito ruim é negacionismo também da esquerda. Se a gente ataca o negacionismo da direita, existe sim o negacionismo da esquerda”

O psolista completou seu raciocínio afirmando que não adianta tentar esconder os problemas que aconteceram e disse que ‘determinadas coisas no governo do PT deveriam ser investigadas’.

“Não adianta fingir que não houve problema, não teve contradição, que não tinham coisas que deveriam ser investigadas, não da forma que foi não, com o propósito que foi, mas determinadas coisas no governo do PT deveriam ser investigadas. Claro que sim. Tivemos problemas concretos graves. Isto não é um debate de autocrítica mas de Justiça. Então não adianta o negacionismo”

Assista a entrevista completa!

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12 comentários

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O Demolidor

19 de março de 2021 às 19h37

Que beleza soltar seus Black Blocs mascarados na bucha do golpe em 2013…..mascarado não faz mea culpa….e ainda por cima cobra dos outros…….sempre Peter Pan e suas sininhos….

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Edson Fernanded

17 de março de 2021 às 21h31

Aquele comentário longo, do Alfredo Lucas, é o típico comentário reacionário petista, alimentado pela cúpula gleisiana e difundido na militância mais aguerrida, que o PT deve ser idolatrado e seus problemas ignorados porque o que está em jogo são os interesses do proletariado. Velho, Jair Bolsonaro foi eleito sob esse discurso patético. Acorda! Não vai colar mais!

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    Batista

    18 de março de 2021 às 15h12

    Neste comentário curto, típico da esquerda antipetista e coadjuvante da golpista classe dominante desde criancinha, alimentado pela incapacidade de representarem o que quer que seja, além dos revolucionários quadros de conversa mole desses partidos, em batalha eterna para que o PT fracasse, porque o que está em jogo são os interesses em ocupar o espaço por ele ocupado, já que outro espaço por si próprios conquistado, não conseguem.

    Jovem, Jair Bolsonaro foi eleito não por qualquer discurso patético. Foi eleito, por vias transversas e falta de opção, pela classe dominante, através da maior e mais extensa operação de persecução e criminalização, jurídico-midiática, de um partido e líderes, no Brasil, e mesmo assim, só alcançado através de um franco atirador ‘esfaqueado’, após prenderem Lula via mais que escancarado lawfare de quinta, impedindo-o de disputar a eleição de 2018, eleger-se presidente e dar um basta ao golpe de 2016, poupando o Brasil do saque, da volta ao atraso, da economia e da política atolados no brejo, sem esquecer do pior, a tragédia genocida do combate aos que combatem a pandemia, sob comando do capitão e cumprimento das ordens pelo general ‘Sentido Pesadelo’.

    Lula livre é Lula presidente, pois não cola mais esse ‘mumumu’ de cobrar autocrítica e ‘currupição’ seletiva, até no período investigado, sem que uns e outros se espantem, já que indignar-se no caso desses está completamente fora de questão, dada tamanha e descabida farsa, sem categoria ou passível de alguma credibilidade e consideração, por menor que fossem, junto aos que tem olhos de ver e pensar, além de vergonha na cara.

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Alexandre Neres

17 de março de 2021 às 21h08

A crítica de Freixo é diferente das que ouvimos por aí. Freixo é um aliado de primeira hora. Sua crítica é consistente e de quem procura contribuir para o debate. Ao longo do tempo granjeou credibilidade para se posicionar assim.

O PT sofreu um massacre por parte da mídia e do poder judiciário que queriam dizimar o partido, afora o fato de impedir de todo jeito Lula de concorrer às eleições de 2018. Durante um longo período o partido esteve sob fogo cruzado. Numa hora dessas, não existe espaço para fazer autocrítica, a questão é de sobrevivência. Você está sendo atacado incessante e diuturnamente, só o seu partido está na linha de tiro. Outros partidos que comandaram o cassino não sofreram nada, próceres deles que cometeram atos anteriores aos do PT não foram objeto de escrutínio judicial e ainda contavam com boa vontade dos perseguidores ferozes do PT. Depois colocaram uns patos mancos lá no meio, só pra disfarçar a seletividade escancarada, como Sérgio Guerra (PSDB-falecido), Cunha (depois de ter feito o serviço sujo), Cabral (PMDB, que já estava afastado da política), Eduardo Azeredo (PSDB – de um processo de 1998 que já estava para prescrever, mas teve de servir de bode expiatório).

O PT no governo falhou diversas vezes e tem de tratar do assunto para evitar que doravante, caso se eleja novamente, não recaia nos mesmos erros. Ponderando que a correlação de forças não é favorável, não dá para permanecer esta estrutura tributária regressiva, concentrada no consumo e no salário do trabalhador, sem taxar lucros e dividendos, sem taxar as aeronaves do Dória e do Huck (se nós pagamos IPVA), precisamos de impostos condizentes sobre herança e grandes fortunas; o PT não capitalizou politicamente as reformas que implantou na sociedade, deixou os empreendedores pensarem que subiram tão-somente pelos esforços próprios; o PT no governo teve um caráter desmobilizador, por isso até contou com apoios conservadores, manteve a massa sob controle; o petismo jurídico foi um fiasco, não dá para ficar nomeando para cargos-chave o escolhido por categorias conservadoras. Pelo menos, dentre os indicados, tem de escolher alguém com um perfil próximo do seu; não dá para sair aceitando leis oriundas de acordos internacionais que criminalizam movimentos sociais; tem que haver uma regulação da mídia, não de conteúdo, mas não pode ter propriedade cruzada como Globo que tem jornal e concessão de tevê. A imprensa tem de refletir nossa diversidade, nossa sociedade plural, nossos regionalismos, como a própria Constituição prescreve. Aproveitar da situação devido às mudanças provocadas pelas big techs e regular essa porra toda. Enfim…

Voltando ao Freixo, ele tem o direito de criticar. Se ele for mesmo para o PDT, como andam dizendo por aí, será uma grande aquisição.

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Valdir

17 de março de 2021 às 20h56

É evidente que houve diversos problemas, haja vista a aliança para governar, bem como as pautas trabalhistas foram tratadas, vide Emenda constitucional 41/2003 e a minirreforma da Dilma em 2015. Por isso, perdeu as ruas. O povo não sabe discernir e apostou no pior. Queremos mudar para melhor, voltar ao que foi não basta.

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Alfredo Lucas

17 de março de 2021 às 20h39

A “esquerda” Brasileira é algo fantástico! Estes surtos neuróticos de “pseudo honestidade” desejando a hegemonia do campo é absolutamente ridícula. Toda vez que fazem isso dão tiros nos próprios pés. Hoje esta retórica não serve para absolutamente nada, não constrói nada, e pelo contrário, atrasa qualquer possibilidade de unidade. O PSOL parece aquela pessoa que precisa estar sedada o tempo todo para não surtar, como também é o Ciro Gomes. Por que ainda insistem em falar do PT? Esqueçam o PT se não podem compor… Torturante escutar estas falas em meio a anulação das decisões dos processos do Lula, o único capaz de vencer o Psicopata Genocida… ou sem fazer auto crítica o PSol acha que tem candidato para barrar o fascismo? Se o Freixo que é uma das 5 principais lideranças do PSOL não consegue fazer uma minima avaliação da conjuntura de forma sensata, quer afirmar que realmente estamos as moscas e nunca teremos unidade no campo democrático… FODA-SE o Brasil pois o principal são as vaidades dos que poderiam ajudar… é dose!

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    Arturio Jamal

    18 de março de 2021 às 02h47

    “Torturante escutar estas falas em meio a anulação das decisões dos processos do Lula, o único capaz de vencer o Psicopata Genocida”

    Mencionarei aqui o ácido Josias de Souza, quando da última massacrante derrota dos petistas nas urnas de todo o país em 2020, perdendo inclusive para bolsonaristas: “A presunção do PT é a de que o Brasil é uma nação de bobos. A cada nova eleição o brasileiro informa ao PT que não é imbecil. Mas o partido demora a compreender o recado”.

    Lula candidato é reeleger Bolsonaro. É repetir 2018. É sabotar a oposição para dançar valsa na beira do abismo. É achar que o brasileiro esqueceu da roubalheira e de que Lula ainda está à disposição da justiça. O fanatismo não deixa petista nenhum raciocinar e admitir os erros do PT. Só acham que o povo vai esquecer do chefe da quadrilha vermelho-Bradesco.

    Desencane!

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      Batista

      18 de março de 2021 às 15h31

      “Mencionarei aqui o ácido Josias de Souza…”

      “O fanatismo não deixa petista nenhum raciocinar e admitir os erros do PT. Só acham que o povo vai esquecer do chefe da quadrilha vermelho-Bradesco.”

      Vá se informar.
      Pode começar pelo processo que não deixa-o “…esquecer do chefe da quadrilha vermelho-Bradesco.”

      Grande concorrente ao “Pascácio de Pau – 2021”.

      Responder

    Marina

    18 de março de 2021 às 12h23

    Concordo!

    Responder

Paulo

17 de março de 2021 às 20h33

Sim, há muito negacionismo na esquerda, mas suspeito que haja também uma diferença relevante pro negacionismo bolsonarista, por exemplo: o negacionismo do “gado” direitista é mais voltado pra ciência; já o dos esquerdistas é voltado para os malfeitos cometidos ao longo da história…

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Alan C

17 de março de 2021 às 19h24

Hahaha, adoro quando essas figurinhas da “esquerda” fingem que Ciro Gomes não existe pra o que eles falam fazer algum sentido.
Ciro faz isso desde que o governo do aborto começou a fazer m… Logo após a eleição de 2014 com o estelionato eleitoral quando a vaca tossiu…
Que piada! Hahaha

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    Batista

    18 de março de 2021 às 15h40

    Devoto, Ciro 2018 é Marina 2014, Marina 2018 é Ciro 2022 ou a ordem dos definhadores não altera o produto?

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