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Desmatamento na Amazônia tem o pior mês de março desde 2011, mostra Instituto

Por Gabriel Barbosa

20 de abril de 2021 : 10h24

Na gestão de Ricardo Salles no Ministério do Meio Ambiente, a Amazônia registrou o pior índice de desmatamento no mês de março dos últimos dez anos. De acordo com o levantamento divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) o total de área devastada na Amazônia Legal foi de 810 km² no período de 31 dias.

O monitoramento é feito via Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD) e no comparativo com a área desmatada de 256 km² registrados no mesmo mês do ano passado o crescimento da destruição da Amazônia foi de estonteantes 216%. A “área desmatada representa o maior valor da série histórica dos últimos 10 anos referente ao mês de março”, diz o Imazon.

Fonte: Imazon/SAD

Dados mostrados pelo SAD também mostra que no período analisado, dois terços (66%) de área desmatada foi em áreas privadas ou em processo de posse, o que sinaliza um suposto mercado ilegal de terras em áreas que deveriam ser protegidas. Outros 22% do desmatamento foi registrado em Assentamos, 11% em Unidades de Conservação e apenas 1% em Terras Indígenas.

Já no que corresponde ao desmatamento em Unidades de Conservação (UCs), mostrou que sete das dez UC’s mais devastadas estão no Pará: APA Triunfo do Xingu (PA), FLONA do Jamanxim (PA), APA do Tapajós (PA), FLONA de Altamira (PA), FLONA de Itaituba II (PA), REBIO Nascentes da Serra do Cachimbo (PA), RESEX Rio Preto-Jacundá (RO), ESEC da Terra do Meio (PA), RESEX Jaci Paraná (RO) e REBIO do Gurupi (MA).

Pará e Mato Grosso registram os maiores índices de desmatamento no período analisado: Pará (35%), Mato Grosso (25%), Amazonas (12%), Rondônia (11%), Roraima (8%), Maranhão (6%), Acre (2%) e Tocantins (1%).

Degradação

“As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 64 km² em março de 2021, o que representa um aumento de 156% em relação a março de 2020, quando a degradação detectada foi de 25 km². Em março de 2021 a degradação foi detectada em Rondônia (39%), Mato Grosso (36%) e Pará (25%). A degradação é caracterizada pela extração seletiva das árvores, normalmente para fins de comercialização de madeira, e pelas queimadas”, finaliza o Imazon.

Gabriel Barbosa

Jornalista com passagens pelo Grupo de Comunicação O POVO (Ceará), RedeTV! e Band News FM.

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