Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Foto: Ricardo Borges/Folhapress

Freixo: “Não quero ficar sendo eleito deputado federal de novo”

Por Redação

17 de junho de 2021 : 11h04

O deputado federal e líder da minoria na Câmara, Marcelo Freixo (PSB-RJ), disse que a situação do Rio de Janeiro é muito grave, que “não dá para assistir da varanda” e colocou seu nome a disposição para disputar o Governo do Estado.

“O Rio chegou no limite, eu também. Meu nome está, sim, colocado à disposição da disputa [ao governo]. Não quero ficar sendo eleito deputado federal de novo, mais 4 anos. Acho que a situação não dá para assistir da varanda. Não sou herói, não acredito nesse papel, mas tem muita gente boa fazendo coisa boa no Rio e precisamos reunir todas elas para dar uma chance ao estado”, disse em entrevista ao Datena.

Freixo também falou sobre a influência das milícias na política fluminense. Segundo ele, o crime organizado “está de olho nas eleições de 2022” e citou estudos recentes que apontam que mais da metade do território da cidade do Rio é, atualmente dominada pelas milícias.

“Ela [milícia] nasce dentro do Estado. A elite política corrupta do Rio, que sempre se utilizou da polícia para fazer política, gerou a milícia. O Rio é lugar onde eles não se separam mais. O comércio do gás, o transporte alternativo, o controle de internet, a regularização fundiária, tudo está na mão do crime (…). O Rio é lugar em que todos ex-governadores eleitos foram presos. Isso diz muito”, disse.

“Tem muita coisa em jogo em 2022 e o crime está de olho. No Rio de Janeiro isso é evidente. O crime tem projeto de poder e vai disputar. Por isso eu digo que a eleição no Rio é um debate da ordem. A ordem da lei ou a ordem do crime (…). E temos sinais de que esse projeto está se espalhando e pode chegar no Brasil inteiro. É bom deter agora”, ressaltou.

Assista a entrevista na íntegra!

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5 comentários

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EdsonLuiz.

17 de junho de 2021 às 13h09

Não revisei nada. Tive que interromper a escrita e enviei sem revisar. Quando eu faço revisão, mesmo assim ainda sobram erros, imagine agora, que escrevi com pressa e não revisei nada.

Desculpem.

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EdsonLuiz.

17 de junho de 2021 às 13h03

O Rio de Janeiro estå exatamente como Marcelo Freixo relata. No Rio o poder paralelo infectou os intestinos do Estado e está assumindo, da forma mais criminosa imaginåvel, o poder real e formal, projetando e consolidando lideranças, constrangendo, intimidando e matando quem lhe impőe obstáculo para se expandir.

O crime no Rio está virando uma política oficial. Está assumindo forma orgânica e modelando a forma social, que ali já é muito prevalecente, de relação Estado, sociedade e economia. Usurpação e controle do espaço social, aparelhamento das instituições, corrupção, fusão da polícia pública estatal com as polícias paralelas, as milícias, mesmo os modelos de negócios hoje precisam considerar e tratar o crime coMO PARTE DO …estou arrepiado, com medo de escrever… COMO PARTE DO PODER LEGĪTIMO.

É mesmo de arrepiar.

A forma social, o modelo de relações que vai surgindo da experiência de interações entre os agentes da sociedade, o modelo de instituições e suas formas de funcionamento que vão se instalando e se sedimentando, constitui uma tecnologia político-social. Quando legitimada pelo voto, essa tecnologia social É o Estado.
No Rio de Janeiro está sendo gestado e instalado um modelo paralelo-formal de sociedade. Um modelo onde a forma e o domínio do crime sobre a sociedade é a forma natural, admitida, aceita e assumida pelos segmentos sociais diversos. O crime e a atitude criminosa estão sendo naturalizados como o modo de existência da sociedade.

Consolidada essa forma como tecnologia política e social, o próximo passo, como faz todo Estado criminoso, e começar um projeto de colonialismo e expansão. Receio que o poder criminoso hoje preponderante no Rio de Janeiro já se sente suficientemente fortalecido e deu início a esta fase de expansão.

Jå vemos em vários Estados brasileiros, senão em todos, esse modo criminoso articulado ao poder. Quando prestamos atenção, a força política que opera esta tecnologia social em cada Estado estå associada ao presidente da república atual, jair bolsonaro, mandatário devidamente eleito no vácuo de poder que se formou no Brasil em alguns poucos anos, pela corrosão da economia brasileira no rastro da maior recessão econômica engendrada em nosso país e no deserto político que se formou por anos de peroração antipolítica pelo bloco majoritário da força eleita que ocupava o poder antes da eleição de jair bolsonaro, que com ataques levianos venais foi atingindo reputações, escolhendo dentre as outras forças políticas e seus líderes os que seriam tratados como amigos, ao aderirem ao seu projeto de poder, dito de esquerda; os que seriam tratados como adverdårios, nomes e partidos dos quais, ao menos àquela altura dos fatos, não seria buscada a destruição por manterem de alguma forma alguma ligação e utilidade para a então força instalada e seu projeto de poder. Os outros agentes e forças políticas, que não mantinham nenhuma colaboraçào com o projeto, passaram a ser hostilizadas, detratadas, desmoralizadas com adjetivos pejorativos e desqualificadores, desconstruídas de forma leviana. Atingidas em sua reputação junto aos eleitores, esras forças foram se esvaziando e formou-se o deserto político em que o embate afunilou para esta força, última eleita, e uma força se constituiu e se fortaleceu, com discurso tradicionalista e projeto de poder criminoso, miliciano.

jair bolsonaro é o início dessa expansão do crime organizado como modelo de Estado e tudo fará para desenvolver e instalar a criminosa tecnologia social de sua força política nos demais Estados brasileiros.

Este projeto, perigosíssimo e real, precisa ser interrompido e estirpado da vida social e política brasileira. E o combate a este projeto de Estado criminiso-policial precisa travar uma luta crucial nas próximas eleições no Rio de Janeiro, por o Rio de Janeiro ser o laboratório e o espaço de experimentos desse criminoso mal, e seu centro de irradiação.

Freixo tem completa razão em sua preocupação. Se for definitivamente vencedor no Rio esta forma social colonizará k Brasil.

Freixo ė um nome formidável para liderar esse embate, por ele mesmo ser vítima permanente dos crimes instalados no Rio de Janeiro, e o PSOL é dos partidos mais importantes nessa lufa, por já fazer esse enfrentamento desde o seu surgimento e, por consequência, ser vítima direta da açào política criminosa, vide a morte de Mariele Franco.

Daí que eu não entendi o porquê dd Marcelo Freixo ter saído dk PSOL para fazer esse enfrentamento. Entendi menos ainda o porquê de ter centralizado Lula comk o nome nacional nesse embate. Lula neste momento, está associado a Sérgio Cabral, ex-governador do Rio preso por crimes contra o Estado. Lula, neste momento, está ele mesmo associado a corrupçào e respondendo criminalmente a processos. O desfecho dos processos que pesam contra Lula, e que serão novamente processados e julgados após anulação de ações decisórias do juiz anterior que o condenou, poderá ser nkvamente condenado ou definitivamente inocentado apôs o novo julgamento. Se inocentado, Lula certamente se tornará um nome imporfante no enfrentamento do crkme no nosso paìs, mas pelo momento, quando Lula mesmk está respondendo a processos, não pode ser ele o nome centralizado para o combate ao crime no Rio de Janeiro e no Brasil.

Observe-se que o PT sim, é importante no enfrentamento do crime. Embora desgastado pelo envolvimento com crimes por parte de seus dirigentes, isso nào torna o PT criminoso e não cabe demonizar O PT.

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Luan

17 de junho de 2021 às 11h33

Até os computadores da Nasa ja foram hackeados…imagine as urnas tupinambà a dificuldade que nao vai ser.

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paulo

17 de junho de 2021 às 11h26

Não se preocupe freixo, com voto impressão não será eleito deputado novamente!
estou só esperando a rasteira que o Lula vai te dar.
Quero ver a saída honrosa que vão arranjar para o Lula não ser candidato, pois não será, e aguardando a invenção do novo presidente, que já deve estar no forno da globo!
outra vez na nossa historia com , ou devido, a influencia do PT vamos eleger outro representante das elites outro entreguista de direita sem projeto!

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Valeriana

17 de junho de 2021 às 11h23

Se eu fosse miliciano ou traficante votaria certamente no Frouxo.

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