Analista da Ideia fala sobre “voto útil” dos eleitores de Ciro a Lula no 1° turno

Foto: Zanone Fraissat/Folhapress

Sócio de gestora avalia que movimentos de Lula ao centro atrai o capital estrangeiro

Por Redação

28 de janeiro de 2022 : 08h47

O sócio da gestora de fundos de investimentos Gauss Capital, Carlos Menezes, avaliou em entrevista a Bloomberg que as movimentações do ex-presidente Lula (PT), e a sinalização de que Geraldo Alckmin será seu vice, tem despertado a atenção e a entrada de capital estrangeiro no Brasil.

De acordo com Menezes, “Lula vindo com um discurso mais centrista de certa forma reduz o risco de cauda de radicalismo caso ele vença a eleição”.

Contudo, Menezes pondera que ainda é cedo para dizer se um possível terceiro governo Lula não será radical, mas que o investidor estrangeiro já começa a abraçar essa tese.

Ainda nesta semana, o ex-presidente do banco Credit Suisse, Marcelo Kayath, disse em entrevista ao Valor que Jair Bolsonaro (PL) oferece mais riscos do que o próprio Lula.

“O risco é fiscal e, nesse ponto, Bolsonaro oferece muito mais riscos do que Lula”, ressaltou.

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2 comentários

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EdsonLuíz.

30 de janeiro de 2022 às 02h35

Valeriana, me dê licença para observar:

Quando o PT saiu, em 2016, os juros interbancários estavam em 14,5%, e com um viés de alta determinado não só pelos déficits gêmeos – o déficit primário e o déficit nominal – mas também por queda de receita devido à contração da economia, que foi a maior de nossa história, e o tempo também está mostrando que é a mais grave e difícil de ser solucionada e que seus efeitos e consequências vão perdurar por muitos anos.

Os erros e despreparo que engendraram a atual crise econômica começaram a ser feitos em 2006, e foram sendo acelerados até resultarem no quadro grave em que nossa economia se encontra hoje.

Só o desemprego, que em 2014 estava por volta de 6%, quando o PT saiu já estava em 11,5% e com a mesma dinâmica de alta. O desemprego chegou a quase 14% e só está começando a ceder agora.

E, veja: se o arremedo de reforma trabalhista e o teto de gastos não houvessem sido aprovados durante o período Temer, que depois se instabilizou quando foi gravado trocando um tatibitate no porão do Palácio Alvorada com o Joesley Lula Batista sobre dinheiro e também sobre preso da Lava jato e, por estar instabilizado, Temer não conseguiu avançar mais nenhuma reforma, esvaziando os efeitos maiores da aprovação do teto de gastos, eu nem imagino, se a ‘reforma trabalhista’ e o teto de gastos não tivessem sido aprovados, o quadro econômico ainda mais trágico a que teríamos chegado e no qual estaríamos hoje. Mesmo se eu abstrair das consequências da epidemia de covid-19 e do esvaziamento dos efeitos maiores do teto de gastos pela falta de outras reformas na economia, eu não consigo imaginar o quadro a que teríamos chegado!

A próxima gestão, seja quem for que assumir, terá que entrar articulando reformas muito duras, quase tão duras quanto as que o Fernando Henrique teve que fazer quando assumiu. E desta vez, devido à soma de problemas e desequilíbrios na economia provocados pelo desastre que foram os erros e despreparo do PT e agravados pelo governo bolsonaro e pela pandemia de covid, desta vez, além das reformas necessárias, principalmente a reforma administrativa e a tributária, e além de iníciar alguma discussão sobre mudanças na previdência a serem feitas daqui a seis ou oito anos, mas que para dar um horizonte e ancorar expectativas terá que ser sinalizado já no próximo mandato, o quadro de ataque para melhorar a economia terá que ser completado, infelizmente, por algum aumento de imposto em um país com carga tributária já tão alta e por alguma emissão de dívida, para um início de reativação da economia.

Eu espero que corrigir isso seja feito por quem conhece economia e não por ninguém que provocou essa, desculpe, merda!

Nos primeiros anos de Lula, de 2003 até ~2006/2007, o país tinha sido razoavelmente arrumado pelo governo Fernando Henrique e os economistas mais jovens daquela leva, o Joaquim Levy, o Marcos Lisboa (hoje diretor do Insper) e outros ficaram para ajudar o PT a pedido de Pedro Malan, de Armínio Fraga e do próprio Fernando Henrique. Além disso, para o Brasil se abriu naquela época um quadro que nunca mais vai se repetir na economia mundial, com a China chegando a crescer assustadores 14% e a Índia, 7% e isto puxou o mundo todo. E o Brasil era o geande fornecedor de comodites para o mundo naquele momento.

O PT foi mudando as coisas, os economistas foram saindo, e ficaram os petistas, gestando o desastre que gestaram.

Não pensem que Geraldo Alckmin consegue levar esses técnicos para consertarem a merda. Ele não consegue levar! O Armínio, naquela época, aceitou ficar o tempo que precisasse, mas não precisou ficar: mas passou para António Palocci, no Hotel Glória, no Rio de Janeiro, todo o projeto que havia preparado para entregar a… Ciro Gomes, e não a José Serra. Agora, Armínio tem estudado soluções para a crise e juntado isso com a questão de avançar medidas para resolver a terrível distribuição de rendas. Armínio está aceitando conversar com todo mundo, mas pelo que sei ele não aceita conversar com o esquema do bolsonaro e, convidado, não aceitou conversar com o PT. Para quê? Para depois que chuparem tudo ele ser amaldiçoado, maltratado, vilipendiado e trucidado e levianamente destruído pelo PT? EM 2003, o Meireles , que havia voltado aposentado do Bank Bostom, que ele dirigia, e sido eleito deputado pelo PSDB de Goiás, aceitou não assumir como deputado e assumir o Banco Central.

Agora, as coisas vão ser bem diferentes, e em um quadro no Brasil e no mundo que nada ajudam!

Some-se a isso o fato de que o PT e o Lula contam hoje com uma rejeição absoluta de metade da população adulta, e quem assumir vai ter não a colaboração do PSDB, mas a oposição destrambelhada, criminosa e leviana da ultra-direita , que não existia organizada à época e que o PT criou o ambiente que permitiu essa ultra-direita reinfestar o Brasil. A oposição dos jagunços do bolssonaro será equivalente ou pior do que a oposição destrutiva que o PT e seus jagunços fazia (e ainda faz?) quando estava na oposição.

Eu não queria correr esses riscos! Mas quem escolhe é o eleitor. E com o preparo que o eleitor tem, seja por baixa qualidade da educação, seja por estar assoberbado com seus problemas e urgência até alimentares e de emprego, a tendência é ficarem nesse tatibitate de sempre: Collor, ou Lula, ou Dilma, ou bolsonaro, ou Lula de novo, ou bolsonaro de novo…

Pobre de mim! Pobre de nós todos!

Edson Luiz Pianca.

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Valeriana

28 de janeiro de 2022 às 10h10

12% ao ano no tesouro direto (os juros mais alto do planeta terra) a risco zero pagos por quem acorda as 5 da manhà para ganhar 2 salarios…volta Lula por favor !!!

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