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Imagem: Divulgação

FUP e Sindipetro BA denunciam ao TCU aumentos abusivos de combustíveis, após privatização da RLAM

Por Redação

10 de fevereiro de 2022 : 07h54

Como os petroleiros alertavam, a venda da Rlam se configurou em monopólio privado, com prejuízos aos consumidores baianos que pagam hoje os combustíveis mais caros do Brasil

[Da imprensa da FUP]

A FUP e o Sindipetro Bahia formalizaram nesta quarta-feira, 09, denúncia no Tribunal de Contas da União (TCU) contra a Acelen, empresa do grupo Mubadala que assumiu em dezembro a operação da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), após a sua privatização. Desde janeiro, a empresa já realizou quatro reajustes de combustíveis e pratica hoje os preços mais caros do país, o que já tem causado uma corrida dos consumidores baianos para abastecer seus veículos nas cidades que fazem divisa com outros estados.

A denúncia apresentada ao TCU reitera o que a FUP e seus sindicatos vêm afirmando há tempos: a privatização das refinarias da Petrobrás representa não só a entrega das instalações da empresa, como de todo o mercado atendido pela estatal, o que significa, na prática, a formação de monopólios privados regionais.

É o que aconteceu na Bahia, onde os consumidores foram drasticamente impactados por reajustes abusivos da gasolina, do diesel, do gás de cozinha e de outros combustíveis, que subiram muito acima dos reajustes feitos pela própria Petrobrás, mesmo com a absurda política de preço de paridade de importação (PPI), que tantos prejuízos vêm causando à população. Soma-se a isso, uma série de problemas causados pela Acelen desde que assumiu a operação da RLAM, o que tem comprometido o abastecimento da região e a segurança operacional da planta e, consequentemente, causando riscos aos trabalhadores e ao meio ambiente.

Na denúncia feita ao TCU, a FUP e o Sindipetro BA alertam que os problemas e prejuízos que os consumidores baianos já enfrentam em função da privatização da RLAM tendem a aumentar com o tempo.

“A FUP e o Sindipetro Bahia sempre mostraram tecnicamente como a venda da RLAM geraria um monopólio privado na Bahia. Esta realidade se mostrou antes do esperado e em janeiro se verifica um aumento de preços acima do praticado pela Petrobrás, já considerado abusivo. As consequências serão sentidas em toda a economia baiana. Neste sentido, a atuação da FUP e do Sindipetro tem papel crucial neste momento em defesa de uma Petrobrás pública e preocupada com o desenvolvimento nacional. Esperamos que o TCU dê a resposta apropriada nesta situação”, afirma Angelo Remedio Neto, advogado do Escritório Garcez, responsável pela denúncia apresentada ao Tribunal.

Ele lembra que as entidades sindicais já haviam feito denúncias ao TCU e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) na tentativa de impedir a venda da RLAM. “Estas iniciativas ainda não tiveram decisões definitivas e podem afetar a consolidação da venda da refinaria, principalmente diante de novos fatos elucidados com o início da operação da RLAM pela Acelen”, explica.

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2 comentários

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Francisco*

11 de fevereiro de 2022 às 02h34

O mais tragicômico nesse teatro rebolado em que esse desgoverno, eleito por idiotas convictos, transformou o Brasil, é observar, entre os escombros atestando o estado de demolição do Brasil, o perfeito idiota classe média assalariado defendendo e comemorando a venda da refinaria, sem a menor noção que o Grupo Mubadala Capital que a comprou, pertence ao governo dos Emirados Árabes Unidos.

Antes de completarem três meses da venda, os ‘médiocres’ deixam de pagar menos pelo combustível da ‘meia estatal’ brasileira e passam a pagar mais, pelo mesmo combustível, à estatal dos Emirados Árabes Unidos, conforme expresso em seu site, “para reforçar valor duradouro e impacto positivo social e econômico em comunidades onde opera”, conforme pode ser conferido abaixo e diretamente no site.

“Quem somos

[NA REALIDADE] – A Mubadala é um investidor ativo e inovador que aloca capital em uma variedade de ativos, setores e regiões PARA O BENEFÍCIO DOS EMIRADOS ÁRABES UNIDOS.

[NA PARALELA] – Nós investimos estrategicamente no mundo inteiro em setores alicerçados em nossas vantagens competitivas advindas de talento, solidez financeira, diversidade de portfólio e relacionamentos globais, para reforçar valor duradouro e IMPACTO POSITIVO SOCIAL E ECONÔMICO EM COMUNIDADE ONDE OPERAMOS.”

Que beleeeeza, não é mesmo, otários adestrados?

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Jose Rinaldo

10 de fevereiro de 2022 às 09h42

PRIVATIZAÇÃO DA PETROBRÁS – EXPONENCIALIZAÇÃO DOS LUCROS DAS PETROLEIRAS PRIVADAS.

MONOPÓLIO PRIVADO É O PIOR DOS MUNDOS PARA O CIDADÃO. SEM CONCORRÊNCIAS O GRUPO EMPRESARIAL QUE DOMINAR A EXPLORAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DOS COMBUSTÍVEIS FARÁ O PREÇO EXPLODIR RAPIDAMENTE, PARA EXPONENCIALIZAÇÃO DOS LUCROS. PIOR: HÁ BRASILEIROS ASSALARIADOS, DE CLASSE MÉDIA OU POBRE, QUE DEFENDEM A PRIVATIZAÇÃO DA PETROBRÁS.

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