O Irã denunciou um ataque aéreo contra a Universidade Tecnológica Sharif, em Teerã, uma das principais instituições de engenharia do país, ocorrido no dia 6 de abril. Autoridades iranianas atribuem a ação às forças dos Estados Unidos e de Israel.
O reitor da universidade, Masoud Tajrishi, manifestou indignação nas redes sociais, lamentando os danos causados a um centro dedicado à produção e disseminação de conhecimento.
O incidente, registrado na manhã do dia 6 de abril, teve como alvo principal o centro de dados da instituição, mas também impactou outros edifícios, incluindo laboratórios e uma mesquita. Não houve registros de vítimas fatais, conforme informações divulgadas até o momento.
Hossein Asadi, professor da Faculdade de Engenharia Informática e diretor do Centro de Computação de Alto Desempenho da universidade, relatou que todos os equipamentos do Centro de Tecnologia da Informação e Comunicações foram danificados, interrompendo serviços essenciais para mais de 8.000 usuários, entre universidades, organizações e empresas de base tecnológica no Irã.
O primeiro vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Aref, apontou que uma bomba antibúnker teria sido utilizada no ataque, classificando a ação como um ato de desrespeito ao conhecimento e à soberania do país.
Aref enfatizou que o progresso científico iraniano não será abalado por agressões militares, destacando a determinação de professores e pesquisadores em continuar suas atividades. Suas declarações reforçam a posição do governo de Teerã em condenar o que descreve como ataques diretos à sua soberania nacional.
O ministro de Ciência, Pesquisa e Tecnologia do Irã, Hossein Simaei Sarraf, declarou que cerca de 30 universidades iranianas teriam sido alvo de ataques desde o final de fevereiro, no contexto de um conflito mais amplo envolvendo os Estados Unidos e Israel.
O incidente na Universidade Tecnológica Sharif ocorre em meio a um cenário de escalada regional, com confrontos no Golfo Pérsico, lançamentos de mísseis em direção a Israel e tensões relacionadas ao controle do Estreito de Ormuz.
Segundo informações divulgadas pelo portal RT, a administração da universidade está tomando medidas para avaliar os danos e responder à situação.
Até o momento, não houve pronunciamentos oficiais de Washington ou Tel Aviv sobre as acusações feitas pelo governo iraniano. A comunidade internacional acompanha os desdobramentos de mais um capítulo de tensão na região, com expectativa de novos posicionamentos nos próximos dias.
A destruição de infraestrutura educacional no Irã levanta questões sobre os impactos de longo prazo no desenvolvimento científico e tecnológico do país. O governo iraniano reitera sua posição de resistência diante do que classifica como violações sistemáticas de sua soberania, enquanto informações adicionais sobre o ataque e suas consequências seguem sendo apuradas.


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