De Marjorie Taylor Greene a ex-congressistas republicanos que votaram nele três vezes, cresce entre aliados históricos de Trump a avaliação de que o presidente perdeu o contato com a realidade.
A 25ª Emenda da Constituição americana, ratificada em 1967, prevê a remoção do presidente caso ele se mostre incapaz de exercer suas funções.
A emenda foi concebida para o dia em que um presidente agisse de forma “lunática”.
Para um número crescente de ex-aliados, esse dia chegou.
Um ex-congressista republicano que votou em Trump por três vezes declarou publicamente que ele “enlouqueceu”. A afirmação não veio da oposição democrata, mas de dentro do próprio campo que o elegeu.
O episódio mais citado como evidência é uma mensagem de Natal publicada por Trump que incluía, segundo analistas, uma promessa de cometer crimes de guerra. Um âncora de televisão a descreveu como “pura maldade, loucura, insanidade” e se recusou a lê-la ao vivo por considerá-la indigna do horário nobre.
Marjorie Taylor Greene, ex-congressista e uma das apoiadoras mais fervorosas de Trump, rompeu com ele após a divulgação dos arquivos Epstein. Em declarações públicas, afirmou que Trump “enlouqueceu” e que suas palavras e ações não deveriam ser apoiadas por cristãos.
Greene argumentou que a administração deveria buscar a paz em vez de escalar conflitos e classificou o comportamento do presidente como “maldade”. Ela concluiu que as ações de Trump não estão “tornando a América grande novamente”.
A declaração de Trump de que prefere “pessoas que não foram capturadas”, feita em referência ao senador John McCain, prisioneiro de guerra no Vietnã, voltou a circular no debate como síntese de sua visão sobre heroísmo e sacrifício militar.
Em 2017, um psiquiatra de Harvard já alertava para sinais de “distorção mental” em Trump e para o que descrevia como falta de contato com a realidade. Oito anos depois, a avaliação é repetida por pessoas que votaram nele.


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