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Irã realiza ataques a alvos dos EUA e Israel antes de cessar-fogo histórico

O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã (CGRI) divulgou que executou uma série de ataques contra mais de 25 alvos estratégicos ligados aos Estados Unidos e a Israel, durante a 100ª onda da operação Promessa Verdadeira 4, momentos antes de um cessar-fogo de duas semanas entrar em vigor. Segundo o comunicado oficial do […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 08/04/2026 09:01

O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã (CGRI) divulgou que executou uma série de ataques contra mais de 25 alvos estratégicos ligados aos Estados Unidos e a Israel, durante a 100ª onda da operação Promessa Verdadeira 4, momentos antes de um cessar-fogo de duas semanas entrar em vigor.

Segundo o comunicado oficial do CGRI, os alvos incluíram 13 complexos energéticos e linhas de transporte de petróleo associados aos dois países, além de 10 pontos militares, de segurança e logísticos, bem como infraestruturas tecnológicas e viárias. As ações se estenderam desde as costas do Mediterrâneo até o leste da Península Arábica, marcando uma ofensiva de grande escala.

Entre as instalações atingidas por mísseis balísticos, de cruzeiro e drones, estão estruturas energéticas vinculadas a empresas como Chevron, ExxonMobil e Dow Chemical na Arábia Saudita, além de infraestruturas localizadas nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Kuwait.

O CGRI também relatou ataques ao aeroporto Ben Gurion, em Israel, à refinaria de Haifa e a centros tecnológicos e de inteligência em várias regiões israelenses. Um centro do Comando Central dos EUA na Jordânia também foi mencionado como alvo da operação.

Além disso, a força naval iraniana informou ter atacado um navio anfíbio LHA7 e um porta-aviões, que, segundo o comunicado do CGRI, teriam sofrido danos significativos e se deslocado para o fundo do Oceano Índico. O Irã reiterou que mantém o controle das passagens marítimas no estreito de Ormuz e emitiu um alerta de que responderá com ainda mais força caso sua infraestrutura seja alvo de novos ataques.

No dia 8 de abril de 2026, foi anunciado um cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irã. O presidente americano, Donald Trump, declarou por meio de sua plataforma Truth Social que a República Islâmica aceitou a abertura completa, imediata e segura do estreito de Ormuz.

Trump afirmou que os EUA alcançaram e superaram todos os seus objetivos militares, destacando que as negociações para um acordo de paz duradouro com o Irã e para a estabilidade no Oriente Médio estão em estágio avançado. Por outro lado, o Conselho Nacional de Segurança do Irã celebrou o que classificou como uma derrota histórica e esmagadora dos EUA, alegando que Washington foi forçado a aceitar uma proposta iraniana de 10 pontos.

Entre os termos dessa proposta, conforme divulgados pelo lado iraniano, estão um compromisso de não agressão por parte dos EUA, a manutenção do controle iraniano sobre o estreito de Ormuz, a aceitação do enriquecimento de urânio pelo Irã, o levantamento de todas as sanções primárias e secundárias impostas ao país e a revogação de resoluções do Conselho de Segurança da ONU contra Teerã.

Mais informações sobre os desdobramentos desses eventos podem ser encontradas no portal RT, que acompanha a situação na região.

O cessar-fogo marca um momento crucial no conflito, com potencial para redefinir as dinâmicas de poder no Oriente Médio. Enquanto o Irã celebra o que considera uma vitória estratégica, os Estados Unidos sustentam sua narrativa de sucesso militar e diplomático. A comunidade internacional aguarda os próximos passos nas negociações para avaliar se um acordo de longo prazo será de fato alcançado.

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