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Mais recordes na corrente de comércio e nas exportações do Brasil

Corrente recorde de US$ 634,8 bilhões em doze meses, exportações em alta e saldo positivo de US$ 72,6 bilhões. Os dados do MDIC mostram um país com comércio exterior em expansão consistente — e a China cada vez mais no centro dessa equação. O primeiro trimestre de 2026 foi o melhor da história do comércio […]

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Crédito: Divulgação Apex

Corrente recorde de US$ 634,8 bilhões em doze meses, exportações em alta e saldo positivo de US$ 72,6 bilhões. Os dados do MDIC mostram um país com comércio exterior em expansão consistente — e a China cada vez mais no centro dessa equação.

O primeiro trimestre de 2026 foi o melhor da história do comércio exterior brasileiro — para exportações, importações e corrente de comércio ao mesmo tempo. É o que mostram os dados divulgados nesta semana pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O resultado de março, que fecha o ciclo de doze meses analisado aqui, foi recorde para um mês de março: US$ 31,6 bilhões exportados, alta de 10% sobre o mesmo mês do ano anterior.

No acumulado de 12 meses de abril de 2025 a março de 2026, segundo o Comex Stat, a corrente de comércio chegou a US$ 634,8 bilhões — o maior resultado da série histórica para esse recorte. As exportações totalizaram US$ 353,7 bilhões, as importações US$ 281,1 bilhões, e o saldo ficou em US$ 72,6 bilhões. Em dez anos, o crescimento da corrente foi de 85,8%.

A pauta que sustenta esse desempenho é diversificada. O petróleo e derivados lideraram com US$ 58,6 bilhões, seguidos pela soja e oleaginosas com US$ 45,5 bilhões e pelos minérios metálicos com US$ 39,4 bilhões. As carnes somaram US$ 32,9 bilhões, com demanda firme da Ásia e do Oriente Médio. O café alcançou US$ 16,8 bilhões — o grão verde registrou valor histórico em 2025 pela valorização internacional. Açúcar, celulose e cereais completam uma pauta que inclui também a indústria de transformação, cujas exportações chegaram a US$ 189 bilhões em 2025, também recorde.

A China já responde por 27,4% de tudo que o Brasil negocia com o exterior — e o saldo bilateral é o maior entre todos os parceiros.

Na dimensão dos destinos, a concentração na Ásia é crescente. De acordo com o Comex Stat, a China respondeu por US$ 174,0 bilhões de corrente bilateral nos doze meses até março de 2026, com saldo de US$ 34,4 bilhões favorável ao Brasil. Os Estados Unidos vêm em segundo com US$ 79,9 bilhões — mas com participação em queda: eram 14,0% do total em 2015 e hoje representam 12,6%. Argentina, Alemanha e Índia fecham o top cinco com US$ 30,1 bi, US$ 21,2 bi e US$ 16,1 bi, respectivamente.

A média móvel de doze meses — calculada sobre os dados mensais do Comex Stat — mostra a tendência com clareza. A exportação mensal média recuou a US$ 27,9 bilhões no início de 2025 e voltou a crescer de forma consistente, chegando a US$ 29,5 bilhões em março de 2026, seu melhor nível. A corrente mensal média encerrou o período em US$ 52,9 bilhões. A importação subiu de US$ 20,1 bilhões ao mês no início de 2024 para US$ 23,4 bilhões em março de 2026 — sinal de expansão da atividade interna sem pressão sobre o saldo. O MDIC projeta para 2026 exportações de US$ 364,2 bilhões e superávit anual de US$ 72,1 bilhões.

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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