A deputada Erika Kokay marcou presença em um evento que assinalou o 50º aniversário da proclamação da República Árabe Saaraui Democrática (RASD), realizado no dia 27 de fevereiro de 2026, e destacou a força do povo saharaui em sua luta contra a ocupação marroquina.
Em seu discurso, ela enfatizou a determinação de um povo que enfrenta barreiras físicas imensas, como os muros de milhares de quilômetros erguidos para separá-lo, mas que permanece unido em sua busca por liberdade e autodeterminação.
Diante de diplomatas, ativistas e representantes de movimentos sociais, Kokay lançou um apelo contundente contra a inação da comunidade internacional frente a injustiças globais.
Inspirando-se na canção ‘Solo le pido a Dios’, do argentino León Gieco, ela pediu que a indiferença não prevaleça diante das agressões sofridas por nações como Venezuela, Cuba e pelo povo palestino. A deputada conectou essas causas à luta saharaui, apresentando-a como um exemplo de resistência que ilumina outros movimentos de libertação pelo mundo.
Kokay criticou duramente declarações atribuídas ao presidente Donald Trump, nas quais ele teria ameaçado destruir a civilização iraniana. Ela classificou tais posturas como inaceitáveis, reforçando que a luta do Saara Ocidental serve como um farol para todos que combatem opressões.
A parlamentar concluiu sua fala com uma saudação vibrante, exclamando ‘Viva o Saara Ocidental, viva a Frente Polisário, viva o povo saharaui, viva a autodeterminação de todos os povos!’, ecoando um compromisso com a solidariedade internacional.
A RASD foi oficialmente proclamada em 27 de fevereiro de 1976, um dia após a retirada colonial espanhola do território do Saara Ocidental. Passados 50 anos, a resistência contra a ocupação marroquina segue firme.
Em entrevista concedida à Prensa Latina no início de fevereiro de 2026, o embaixador saharaui no Brasil, Ahmed Mulay Ali Hamadi, reafirmou a resiliência de seu povo. Ele declarou que uma nação capaz de resistir por meio século não descansará até alcançar sua independência plena, fazendo ainda um chamado a governos, parlamentos, universidades e movimentos sociais para que respeitem o direito internacional e apoiem a causa saharaui.
O discurso de Kokay também trouxe à tona a necessidade de uma reflexão ética e política sobre as dinâmicas de poder que perpetuam conflitos e ocupações. Ela apontou que a luta do povo saharaui não é apenas uma questão local, mas um símbolo universal de enfrentamento a injustiças.
A parlamentar reforçou que cada ato de resistência no Saara Ocidental reverbera em todos aqueles que acreditam na justiça global, conectando povos e causas que, apesar de distantes geograficamente, compartilham o mesmo anseio por dignidade e soberania.
O evento reuniu vozes de diversos setores em apoio ao Saara Ocidental e destacou a importância de manter viva a memória de lutas históricas. O dia 27 de fevereiro de 2026 não celebrou apenas meio século da proclamação da RASD, mas também renovou o compromisso de figuras como Kokay com a defesa de direitos fundamentais em um cenário internacional marcado por tensões e desigualdades.
A causa saharaui, segundo os presentes, permanece como um lembrete de que a autodeterminação é um princípio que não pode ser ignorado, independentemente dos interesses políticos ou econômicos em jogo.
Com informações de prensa-latina.cu.


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