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Ovo de 250 milhões de anos revela segredos dos ancestrais dos mamíferos

0 Comentários🗣️🔥 Um ovo com 250 milhões de anos — encontrado em 2008, analisado só agora — guarda dentro dele um embrião intacto de Lystrosaurus. É a primeira prova direta de que os ancestrais dos mamíferos punham ovos, resolvendo um mistério sobre a origem da reprodução dos mamíferos, segundo Julian Benoit, da Universidade de Witwatersrand, […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 10/04/2026 15:46

Um ovo com 250 milhões de anos — encontrado em 2008, analisado só agora — guarda dentro dele um embrião intacto de Lystrosaurus. É a primeira prova direta de que os ancestrais dos mamíferos punham ovos, resolvendo um mistério sobre a origem da reprodução dos mamíferos, segundo Julian Benoit, da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul.

O fóssil foi analisado recentemente com tecnologia avançada na Instalação Europeia de Radiação Sincrotrónica, na França. Este equipamento permitiu aos cientistas examinar em detalhes os ossos pequenos e delicados do embrião, confirmando que ele morreu dentro do ovo. A análise sugere que os ovos tinham cascas moles, o que explica sua rara preservação como fósseis.

O estudo, publicado na revista Plos One, indica que o Lystrosaurus punha ovos grandes em comparação ao seu tamanho corporal. Isso sugere que os embriões se desenvolviam de forma independente, sem necessidade de alimentação parental após a eclosão. A Universidade de Witwatersrand destacou que essa característica indica que o Lystrosaurus não produzia leite, ao contrário dos mamíferos modernos.

Os ovos tinham casca mole — o que explica por que raramente viram fósseis. Mas eram resistentes à dessecação. Vantagem decisiva num planeta que, há 252 milhões de anos, entrava na maior extinção em massa já registrada. O evento Permiano-Triássico eliminou 95% das espécies marinhas e 70% das terrestres. O Lystrosaurus não só sobreviveu como prosperou.

De acordo com Benoit, o estudo oferece uma perspectiva valiosa sobre a resiliência e adaptabilidade dos organismos diante de mudanças climáticas rápidas e crises ecológicas. Compreender como os seres do passado sobreviveram a catástrofes globais pode ajudar a prever como as espécies atuais responderão ao estresse ambiental, tornando esta descoberta relevante não só para a paleontologia, mas também para os desafios contemporâneos da biodiversidade e do clima.

Esta pesquisa não só resolve questões antigas sobre a reprodução dos mamíferos, mas também abre novas portas para o entendimento da evolução e adaptação dos seres vivos em tempos de mudanças drásticas. Para mais detalhes sobre a descoberta, consulte o portal RTP.

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