No dia 10 de abril de 2026, a Palestina expressou uma rejeição contundente ao mais recente plano de expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia, território reconhecido internacionalmente como ocupado.
De acordo com a Prensa Latina, a presidência palestina declarou que todos os assentamentos judaicos são ilegais, conforme diversas resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu foi acusado de intensificar as tensões na região e de promover uma escalada de violência com essas medidas.
Rouhi Fattouh, chefe do Conselho Nacional Palestino, criticou duramente o projeto, afirmando que ele viola os Convênios de Genebra e as recomendações da Corte Internacional de Justiça.
Fattouh destacou que a expansão na Cisjordânia não é um ato isolado, mas parte de uma estratégia sistemática para alterar à força a demografia e a geografia do território. O dirigente palestino acusou Israel de praticar uma limpeza étnica com o objetivo de expulsar os palestinos de suas terras, desestabilizando ainda mais a região.
O Movimento de Resistência Islâmica, conhecido como Hamas, também se posicionou contra a iniciativa, classificando-a como uma nova tentativa de judaizar a Cisjordânia.
O grupo enfatizou que, apesar da crescente violência, o povo palestino permanece resiliente e determinado a proteger seus direitos nacionais e a resistir às políticas de ocupação.
Da mesma forma, Mu’ayyad Sha’ban, chefe da Comissão Palestina de Resistência ao Muro e aos Assentamentos, denunciou o plano israelense, apontando que ele busca fragmentar a geografia palestina e isolar comunidades inteiras, dificultando a coexistência e a soberania local.
Dados da Oficina Central de Estatística Palestina revelam a gravidade da situação. Em 2025, Israel confiscou cerca de 5.571 dunams, o equivalente a aproximadamente 5,6 quilômetros quadrados de terra na Cisjordânia.
Essas ações, segundo as autoridades palestinas, têm como objetivo claro a apropriação de terras e a privação de recursos naturais da população local, inserindo-se no contexto de planos de anexação impulsionados pelo governo de Netanyahu.
Atualmente, existem 151 assentamentos judaicos na região, além de 256 postos avançados, com uma população de colonos que ultrapassa 778 mil pessoas, incluindo mais de 333 mil em Jerusalém Oriental.
A expansão dos assentamentos tem gerado preocupação internacional, uma vez que compromete as possibilidades de uma solução de dois Estados e agrava o conflito na região.
As autoridades palestinas reiteram que tais políticas não apenas desafiam o direito internacional, mas também alimentam um ciclo de violência e instabilidade. A comunidade global acompanha de perto os desdobramentos, enquanto os palestinos continuam a exigir o reconhecimento de seus direitos e a cessação imediata das atividades de ocupação e colonização em seus territórios.


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