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Subinspetor da GCM omite disparo fatal ao pedir apoio como acidente após matar entregador

0 Comentários🗣️🔥 No dia 10 de abril de 2026, o subinspetor Reginaldo Alves Feitosa, da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, matou o entregador Douglas Renato Scheefer Zwarg com um tiro nas costas. A vítima de 39 anos trafegava de bicicleta elétrica nas proximidades do Parque do Ibirapuera, na zona sul da capital paulista, quando […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 11/04/2026 23:12

No dia 10 de abril de 2026, o subinspetor Reginaldo Alves Feitosa, da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, matou o entregador Douglas Renato Scheefer Zwarg com um tiro nas costas.

A vítima de 39 anos trafegava de bicicleta elétrica nas proximidades do Parque do Ibirapuera, na zona sul da capital paulista, quando foi atingida.

Douglas trabalhava nas entregas para complementar a renda familiar, era casado e pai de três filhos, sendo o mais novo nascido em dezembro de 2025.

Ao acionar reforço da corporação, Feitosa comunicou apenas um acidente de trânsito, sem qualquer menção ao disparo de arma de fogo.

A informação sobre o tiro somente surgiu com a chegada de outros agentes e após a equipe de resgate retirar as roupas da vítima e constatar o ferimento nas costas, conforme detalhou o portal Metrópoles.

Os guardas Moacyr Romano Júnior e Matheus Junior Melo Colares, que atenderam ao chamado, afirmaram ter sido informados de que Douglas sofrera um mal súbito.

Somente diante da descoberta do ferimento a bala, Feitosa admitiu ter efetuado o disparo, alegando não haver percebido que atingira o entregador durante a abordagem.

As versões sobre o momento exato do tiro apresentam divergências relevantes. Feitosa declarou à Polícia Civil que o disparo ocorreu quando a viatura já estava parada e ele iniciava o desembarque com a arma na mão esquerda, ocasião em que a bicicleta colidiu contra a porta do veículo.

O motorista Iago Domingos, por sua vez, relatou que o estampido foi ouvido enquanto o veículo ainda estava em movimento, no instante em que Douglas perdeu o equilíbrio, colidiu com a viatura e caiu.

A Polícia Civil, em análise preliminar do inquérito, qualificou a conduta de Feitosa como homicídio culposo, ao identificar indícios de imprudência e imperícia no manuseio da arma, especialmente em abordagem realizada com o veículo em movimento, sob condições de estresse e instabilidade.

Outro ponto controverso envolve a menção feita por Feitosa e seu parceiro a um capuz supostamente usado pela vítima como motivação para a abordagem. O termo, no entanto, não aparece no boletim de ocorrência nem foi confirmado por outros agentes nos depoimentos já colhidos.

Feitosa foi preso em flagrante, pagou fiança e responde ao processo em liberdade. Não há registro público de defesa apresentada pelo subinspetor até o momento.

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