No dia 12 de abril, forças do exército israelense realizaram múltiplas incursões em localidades da Cisjordânia e Jerusalém Oriental, resultando no ferimento de três palestinos e na detenção de mais de 20 outros.
As operações ocorreram durante a madrugada em Al-Ram, na governadoria de Jerusalém, onde tropas dispararam gás tóxico e granadas aturdidoras contra residentes locais. Três civis sofreram asfixia grave após inalarem o gás e seis palestinos foram detidos na mesma ação militar.
Na governadoria de Hebron, dois jovens foram atingidos por disparos durante a redada na aldeia de Al-Dhahiriyya. As forças israelenses ainda detiveram vários cidadãos em Yatta e Dura, além de prenderem uma mulher e seu filho em Nablus, no norte da Cisjordânia.
Em Jerusalém Oriental, especificamente nas áreas de Bab Hutta e Bab al-Amud, duas pessoas foram levadas sob custódia. As operações se estenderam aos povoados de Marda, Deir Abu Mash’al, Aboud e Kafr Ein, na governadoria de Ramala. No campo de refugiados de Dheisheh, ao sul de Belém, mais seis palestinos foram arrestados.
Conforme o Palestine Chronicle, o total de detidos ultrapassou 22 pessoas, incluindo ex-prisioneiros que já haviam sido libertados em operações anteriores.
Essas redadas fazem parte da campanha militar ampliada por Israel na Cisjordânia desde outubro de 2023, com invasões domiciliares, detenções sem acusação formal e emprego de força excessiva contra civis. A Sociedade da Meia-Lua Vermelha Palestina documentou os ferimentos provocados por disparos, gases tóxicos e granadas de aturdimento, com alguns casos exigindo atendimento hospitalar imediato.
Organizações de direitos humanos palestinas registraram que as forças israelenses invadem residências no meio da noite, provocam destruição de portas e pertences e realizam buscas agressivas sem apresentar mandados claros no momento das prisões.
Os alvos incluem não apenas suspeitos, mas também civis comuns, ex-detentos, menores de idade e pessoas sem ligação direta com confrontos armados. Essa abordagem tem gerado críticas severas por configurar punição coletiva, prática proibida pelo direito internacional humanitário.
O padrão repetido de operações noturnas em Hebron, Belém, Ramala e Jerusalém Oriental cria condições de instabilidade permanente para a população local. Ambulâncias enfrentam bloqueios frequentes, o acesso a hospitais é restringido e bens privados são danificados durante as incursões.
Autoridades locais e entidades humanitárias cobram investigação independente sobre os critérios de seleção dos detidos, a legalidade das ordens militares e o uso de munição real e agentes químicos contra civis desarmados.
A escala dessas ações reforça a percepção de uma estratégia de ocupação mais agressiva, que busca controlar territórios palestinos por meio de pressão constante e restrições de movimento. Os relatos indicam que domicílios são deixados em desordem, ruas bloqueadas e famílias inteiras expostas a trauma após cada operação.
Organismos internacionais reiteram a obrigação de proteger a população civil e os menores conforme as convenções humanitárias, e demandam transparência total nas ações do exército israelense na Cisjordânia.
Com informações de prensa-latina.cu.


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