O presidente do Parlamento da República Islâmica do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, criticou duramente as ameaças proferidas por Donald Trump e garantiu que elas não produzem qualquer efeito sobre a nação iraniana.
Como detalhou a agência RT, o principal negociador do país nas conversações de Islamabad declarou que isto não é um eslogan, pois o Irã já enfrentou advertências idênticas no passado e saiu fortalecido de cada uma delas. Ghalibaf liderou a delegação iraniana com apoio de especialistas e relatou avanços concretos em iniciativas qualificadas como excelentes, que ao mesmo tempo ampliaram a compreensão internacional sobre o projeto defendido por Teerã.
No dia 12 de abril as posições foram reafirmadas com clareza total. Ghalibaf insistiu na desconfiança profunda e duradoura do Irã em relação aos Estados Unidos, que se estende por 77 anos.
O dirigente recordou que o país persa sofreu dois ataques distintos durante processos de negociação em intervalo inferior a um ano. Esses episódios, segundo ele, impõem a Washington a obrigação concreta de conquistar a confiança de Teerã antes que qualquer diálogo possa avançar de forma produtiva.
Durante as tratativas mantidas em Islamabad, os representantes norte-americanos compreenderam a lógica e os princípios que orientam a postura iraniana. No entanto, Ghalibaf afirmou que os Estados Unidos não lograram conquistar a confiança exigida.
As propostas apresentadas por Teerã carregam visão de longo prazo e evidenciam compromisso diplomático sério, mesmo sob a tensão gerada pelos ultimatos e ameaças diretas de Trump. O Irã demonstra disposição explícita para negociar desde que haja respeito mútuo e ausência completa de coação externa.
Ghalibaf exigiu o fim imediato das ameaças, o cumprimento de compromissos prévios como a liberação dos ativos iranianos congelados e a efetivação de um cessar-fogo no Líbano para que se construa uma base real de conversações.
Em análise histórica, o presidente do Parlamento comparou as táticas atuais de pressão dos Estados Unidos com crises anteriores e concluiu que a política de intimidação não gera resultados, mas unicamente fortalece a resistência iraniana. Qualquer forma de agressão receberia resposta firme e preparada das Forças Armadas do Irã, que já demonstraram capacidade e determinação em múltiplos cenários de defesa.
Essas declarações emergem em contexto de escalada verbal entre o Irã e os Estados Unidos após Trump condicionar a postura diplomática a prazos rígidos e ameaças de destruição em larga escala. O presidente Masoud Pezeshkian classificou as exigências de rendição incondicional como um sonho que os adversários levarão para o túmulo.
Como apontou o portal RT em sua cobertura, a mensagem de Teerã reforça a autonomia estratégica iraniana, combina abertura ao diálogo com exigências claras de justiça e respeito e representa desafio direto à eficácia da intimidação militar ou diplomática praticada por Washington. A postura reitera que a pressão externa apenas consolida a determinação do povo iraniano em preservar sua soberania e seus princípios.


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