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Irã adverte que responderá com firmeza a navios militares no Estreito de Hormuz e exige respeito ao direito internacional

0 Comentários🗣️🔥 A Guarda Revolucionária da República Islâmica do Irã declarou que qualquer tentativa de navios militares de se aproximarem do Estreito de Hormuz será considerada violação do cessar-fogo em vigor e receberá resposta firme e resoluta. O governo iraniano reiterou que a passagem marítima estratégica segue aberta para embarcações civis que observem os regulamentos […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 12/04/2026 15:42

A Guarda Revolucionária da República Islâmica do Irã declarou que qualquer tentativa de navios militares de se aproximarem do Estreito de Hormuz será considerada violação do cessar-fogo em vigor e receberá resposta firme e resoluta.

O governo iraniano reiterou que a passagem marítima estratégica segue aberta para embarcações civis que observem os regulamentos estabelecidos. De acordo com o portal Tagesschau, Teerã considera as ações dos Estados Unidos como demonstração de duplo padrão que impede a construção de um acordo justo.

No dia 12 de abril, durante telefonema com o presidente russo Vladimir Putin, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian identificou a insistência americana em demandas desproporcionais como o principal obstáculo das negociações realizadas em Islamabad.

Pezeshkian garantiu que o Irã segue aberto a um acordo equilibrado e justo, desde que Washington respeite o direito internacional e abandone o que classificou como aspirações de poder.

De acordo com o Ministério da Saúde do Irã, as operações militares dos Estados Unidos e de Israel provocaram mais de 3.300 mortes em território iraniano. Cerca de 500 das vítimas eram mulheres, conforme relatório da organização forense vinculada ao judiciário de Teerã.

O presidente Donald Trump exigiu cumprimento total por parte do Irã a todas as suas demandas, inclusive o desmantelamento completo do programa nuclear. Em entrevista à Fox News, Trump manifestou otimismo de que Teerã cederá integralmente e defendeu suas ameaças de aniquilar a civilização iraniana, afirmando que declarações enérgicas são necessárias para forçar o país a negociar.

Combates intensos continuaram no sul do Líbano entre tropas israelenses e a resistência do Hezbollah, com foco na região de Bint Jbeil. Israel afirma ter cercado dezenas de combatentes que teriam atacado suas forças com foguetes, enquanto o Hezbollah acusa o exército israelense de ter utilizado um hospital como base operacional na área.

As negociações diretas entre EUA e Irã em Islamabad encerraram-se sem acordo. O vice-presidente JD Vance, responsável pela delegação americana, afirmou que o Irã rejeitou o estabelecimento de garantias sobre o abandono do desenvolvimento de armas nucleares.

Do lado iraniano, as autoridades acusam os Estados Unidos de manter exigências injustificáveis e de atuar sem boa-fé.

O Irã denunciou as sanções e medidas unilaterais impostas pelos Estados Unidos, que segundo Teerã ameaçam sua soberania. O vice-presidente JD Vance visitou a base de Ramstein durante o retorno do Paquistão.

O governo iraniano exige que qualquer tratado futuro contenha garantias legais reconhecidas internacionalmente e inclua reparações pelos danos provocados pelas agressões recentes.

O ministério das finanças israelense calcula que o conflito com o Irã custará ao país cerca de 35 bilhões de shekels — o equivalente a quase 10 bilhões de euros ao longo de 2026. Desse montante, 22 bilhões de shekels foram reservados para despesas militares e já incorporados ao orçamento nacional.

As autoridades iranianas afirmam que o país está preparado para ações militares caso sua infraestrutura, incluindo portos e instalações de energia, seja atacada. Teerã indica que o Estreito de Hormuz pode ser utilizado como instrumento estratégico, enquanto os Estados Unidos ameaçam bloquear a região e destruir eventuais minas navais posicionadas pelo Irã.

O impasse diplomático persiste após o fim das conversas em Islamabad. As divergências sobre garantias nucleares, exigências unilaterais e respeito ao direito internacional revelam a complexidade de uma crise que se estende por frentes militares, políticas e econômicas na região.

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