No dia 12 de abril de 2026, três superpetroleiros totalmente carregados atravessaram o Estreito de Hormuz em meio à trégua temporária firmada entre os Estados Unidos e a República Islâmica do Irã.
Cada embarcação transportava aproximadamente dois milhões de barris de petróleo, de acordo com dados de navegação marítima obtidos pelo London Stock Exchange Group e pela empresa de análise Kpler.
O navio Serifos, que navega sob bandeira da Libéria e foi fretado pela estatal tailandesa PTT, partiu da âncora experimental denominada Hormuz Passage trial anchorage, uma rota alternativa que contorna a ilha de Larak.
Os outros dois navios de bandeira chinesa — o Cospearl Lake, carregado com petróleo iraquiano, e o He Rong Hai, transportando petróleo saudita — seguem em direção a portos asiáticos como Zhoushan, embora os pontos exatos de descarga ainda não tenham sido confirmados.
O movimento ocorre enquanto a trégua de quatorze dias permanece em vigor e centenas de navios continuam retidos no Golfo Pérsico aguardando liberação para cruzar o canal.
O estreito responde por cerca de vinte por cento do tráfego mundial de petróleo bruto e gás liquefeito.
Conforme relatou o portal Al Jazeera, o Irã impôs rotas específicas para todas as embarcações e exige coordenação direta com a Guarda Revolucionária Islâmica, que detém o controle operacional da travessia.
Autoridades iranianas avaliam ainda a cobrança de taxa de trânsito na casa de um dólar por barril, com possibilidade de pagamento via criptomoedas ou moedas alternativas — medida que eleva as tensões diplomáticas com importadores globais.
Agências internacionais indicam que os Emirados Árabes Unidos pediram explicitamente a manutenção do estreito livre de qualquer pedágio.
A trégua surgiu de acordo bilateral entre EUA e Irã que vinculou sua duração à reabertura funcional do canal.
Especialistas destacam que a normalização dos fluxos será lenta devido a infraestruturas danificadas durante o conflito, presença de minas marítimas remanescentes e custos elevados de seguro para operações na região.
Previsões do mercado apontam manutenção de preços elevados do petróleo enquanto persistirem os riscos associados às rotas do Golfo.
O avanço dos três superpetroleiros representa abertura parcial e revela os limites práticos para armadores, seguradoras e compradores internacionais.
A sustentabilidade dessa passagem dependerá da capacidade de Teerã em estabelecer regras operacionais viáveis sem que violações dos termos levem ao colapso precoce do cessar-fogo.
Com informações de aljazeera.com.


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