A União Europeia e vários de seus aliados articulam uma coalizão naval destinada a garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz sem o envolvimento dos Estados Unidos.
O plano ganhou tração nas últimas semanas e prevê uma operação estritamente defensiva e multinacional que não atuará sob comando norte-americano nem incluirá partes beligerantes como Estados Unidos, Israel e República Islâmica do Irã.
De acordo com o TASS, a iniciativa se estrutura em três fases principais. A primeira etapa busca restabelecer rotas logísticas seguras para liberar navios retidos na região. A segunda fase consiste em ampla operação de desminagem com mais de 150 navios dragaminas europeus. A terceira etapa mobilizará fragatas e destróieres para escoltar comboios marítimos e proteger o trânsito comercial.
A Alemanha, que até recentemente resistia a enviar forças para áreas de elevada tensão, agora estuda participar ativamente da coalizão. A França considera que qualquer presença dos Estados Unidos tornaria a missão inaceitável para o Irã.
O presidente Emmanuel Macron e o primeiro-ministro britânico Keir Starmer devem realizar reunião virtual para tratar da vigilância no estreito com representantes de dezenas de países. Macron definiu a operação como estritamente defensiva e condicionou seu início ao fim da fase mais intensa dos confrontos na região.
Diplomatas europeus reforçam que a força não integrará beligerantes e buscará manter neutralidade operacional em relação ao conflito em curso.
A administração Trump reagiu com duras críticas ao movimento europeu. O presidente acusou os aliados de se beneficiarem do fluxo de energia pelo estreito sem contribuir para sua segurança e ameaçou adotar consequências contra países que se recusarem a participar de esforços liderados por Washington.
O Reino Unido e a Alemanha apresentaram reservas explícitas. Starmer rejeitou participação em operações ofensivas ou prematuras e exigiu que qualquer ação seja legal e possua plano bem definido.
Berlim descartou o envio de navios enquanto os combates continuarem e condicionou qualquer intervenção a mandatos claros de organismos multilaterais como OTAN, ONU ou União Europeia.
A Bélgica anunciou que se juntará à coalizão liderada pela França para organizar comboios marítimos, mas somente após cessar-fogo ou o fim dos combates de maior intensidade. A missão europeia manterá separação clara em relação à abordagem americana e preservará caráter defensivo.
Os diplomatas envolvidos reconhecem os desafios logísticos e operacionais da iniciativa, que incluem coordenação entre diferentes marinhas nacionais, fornecimento de equipamentos de desminagem, integração de inteligência e preparação para eventuais incidentes. A divergência entre a pressão americana por ação rápida e a cautela europeia permanece como um dos principais pontos de tensão na articulação da coalizão.
Com informações de actualidad.rt.com.
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