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Tratamento inovador em Lyon elimina cirurgias pesadas na fase severa da endometriose

0 Comentários🗣️🔥 Uma equipe médica em Lyon, na França, desenvolveu um tratamento revolucionário para mulheres que vivem com endometriose digestiva severa, uma condição que atinge os intestinos e que costuma exigir cirurgias muito invasivas. Segundo reportagem recente do portal La Dépêche, a técnica elimina a necessidade de incisões, cortes e hospitalizações longas ao utilizar ultrassons […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 14/04/2026 20:11

Uma equipe médica em Lyon, na França, desenvolveu um tratamento revolucionário para mulheres que vivem com endometriose digestiva severa, uma condição que atinge os intestinos e que costuma exigir cirurgias muito invasivas. Segundo reportagem recente do portal La Dépêche, a técnica elimina a necessidade de incisões, cortes e hospitalizações longas ao utilizar ultrassons potentes para tratar diretamente as lesões.

Essa abordagem inovadora utiliza o aparelho Focal One®, resultado de uma colaboração entre o INSERM e a empresa EDAP-TMS. Originalmente desenvolvido para tratar câncer de próstata, o equipamento agora foi adaptado para doenças ginecológicas. Ele emite ondas denominadas ultrassons focalizados de alta intensidade (HIFU, do inglês High-Intensity Focused Ultrasound), capazes de desintegrar as lesões internas sem uso de bisturi ou cicatrizes externas.

A técnica permite que o tratamento dure alguns minutos, com alta hospitalar poucas horas após o procedimento. Muitas pacientes relatam alívio rápido da dor e preservação da fertilidade, já que não há remoção expressiva de tecidos nem danos visíveis. Dados coletados entre 2015 e 2024, com mais de 140 mulheres envolvidas no estudo, demonstram eficácia e tolerância muito positivas. Em março de 2025, o método obteve a certificação CE, autorizando sua aplicação regular em toda a União Europeia.

Os Hospices Civils de Lyon (HCL) foram os primeiros a adotar o tratamento como prática de rotina, oferecendo esse cuidado a aproximadamente 100 mulheres por ano. Até então, os procedimentos cirúrgicos para casos graves duravam de quatro a seis horas, com riscos significativos como fístulas e, em muitos casos, a necessidade temporária de um ânus artificial.

As formas digestivas profundas da endometriose ocorrem em cerca de 20% dos casos da doença quando afetam intestino, cólon ou reto. Essas lesões costumam provocar constipações, diarreias, dor intensa nos finais do ciclo menstrual ou durante relações sexuais. Até agora, os procedimentos cirúrgicos tradicionais — além de serem traumáticos — implicavam em recuperações longas e incertas.

Para candidatas a esse novo tratamento, algumas condições médicas são essenciais: lesões localizadas envolvendo reto ou intestino que sejam acessíveis por via retal; histórico sem cirurgias extensas nessas regiões; e atendimento em centros médicos especializados, como os da Croix-Rousse, em Lyon. O procedimento exige equipe treinada, equipamento de alta precisão e não é indicado como tratamento de emergência, mas sim como alternativa menos agressiva quando terapias hormonais não fazem efeito.

Essa novidade representa uma verdadeira virada para quem convive com endometriose severa. Além de reduzir dor e tempo de recuperação, preserva rotina, trabalho, estudos e planos de maternidade. Em um mundo que ainda reconhece quanto a saúde feminina foi historicamente negligenciada, Lyon demonstra que investimento em inovação e ciência pode trazer alívio real e transformar vidas.

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