O Irã negou oficialmente que tenha havido acordo para estender o cessar-fogo com os Estados Unidos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, desmentiu relatos da imprensa que indicavam um entendimento inicial para prolongar a trégua.
As tratativas prosseguem sob mediação do Paquistão. Baghaei cobrou que os Estados Unidos apresentem evidências concretas de compromisso genuíno com o processo diplomático.
O diplomata recordou que os americanos já abandonaram a mesa de negociações em momentos anteriores. O Irã exige, portanto, provas de que os termos combinados estão sendo efetivamente respeitados pela outra parte.
Do lado americano também não existe confirmação formal sobre extensão da trégua. Um alto funcionário dos EUA indicou que as conversas permanecem abertas, sem decisão final até o momento.
O cessar-fogo atual entrou em vigor em 8 de abril após mediação paquistanesa. A trégua de duas semanas expira em 21 de abril, o que gera urgência nas discussões.
As rodadas recentes em Islamabad não produziram acordo permanente. Impasses centrais impediram avanço concreto apesar da presença de lideranças elevadas.
Os Estados Unidos exigem que o Irã renuncie ao desenvolvimento de armas nucleares. A República Islâmica rejeita categoricamente essa demanda e defende o enriquecimento de urânio como direito soberano.
Baghaei reforçou que o programa nuclear iraniano obedece às necessidades nacionais. Essa posição reafirma a soberania do país frente às pressões externas.
Outros temas geram forte atrito, como o desbloqueio de ativos iranianos congelados e o controle do Estreito de Ormuz. O Irã acusa os Estados Unidos de não cumprirem integralmente os compromissos assumidos anteriormente.
Essa sucessão de descumprimentos alimenta desconfiança profunda entre as partes, conforme apontou o portal da agência Xinhua em sua cobertura das declarações oficiais. Até agora nenhum documento formal estabeleceu nova extensão da trégua.
Qualquer prorrogação dependerá de concessões mútuas em pontos considerados fundamentais por cada lado. As posições seguem rígidas, com o Irã priorizando soberania e os EUA insistindo em limitações ao programa nuclear iraniano.
O desfecho das negociações influencia diretamente o risco de retorno aos confrontos. Mediadores paquistaneses mantêm esforços para evitar escalada militar na região estratégica.
Com informações de sputnikglobe.com.


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