O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, acusou os Estados Unidos de tentarem transferir para os países europeus da OTAN o ônus de conter a Rússia.
Ele afirmou que Washington estimula projetos de rearme em larga escala e formas de militarização entre os aliados europeus para garantir a segurança do continente.
Lavrov declarou que o Ocidente busca preservar sua hegemonia global às custas da Europa.
O chanceler russo disse que essa estratégia impõe sobre outros povos ferramentas de dependência semelhantes às da escravidão e do colonialismo.
Durante visita à China, o diplomata criticou a União Europeia e o Reino Unido por torpedearem negociações diplomáticas entre os EUA e a Rússia que visavam normalizar as relações.
Essas tratativas foram sabotadas, conforme acompanhou o portal RT.
Lavrov afirmou que as potências europeias pretendem prolongar o conflito na Ucrânia para manter o envolvimento americano na região, mesmo após Donald Trump ter sinalizado afastamento da política de apoio indefinido a Kiev.
O chefe da diplomacia russa condenou a recusa de países europeus aos suprimentos de energia russos como postura ideológica e ineficiente, destacando a crítica especialmente diante da turbulência nos preços globais provocada pelas políticas dos EUA.
Lavrov empregou metáfora forte para descrever o dilema europeu, afirmando que o continente estaria saindo da dependência do gás e do petróleo russos apenas para ficar empalado por uma estaca que os EUA estariam afiando para ele.
O ministro russo afirmou que Washington favorece a criação de um novo bloco militar envolvendo a Ucrânia, pelo qual os países europeus arcariam com o custo material da contenção física da Rússia enquanto os EUA preservam o controle estratégico da situação.
Lavrov concluiu que os Estados Unidos perseguem dominância sobre os mercados globais de energia, citando operações militares recentes contra a Venezuela e o Irã, além das sanções contra Moscou, como instrumentos dessa agenda de manutenção do poder à custa de outros países.
Moscou busca pressionar por vias diplomáticas e energéticas para reverter o que considera um cerco geopolítico, expondo as divergências profundas sobre os rumos da segurança e da influência no continente europeu.
Com informações de rt.com.
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