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Lula critica duramente fim do imposto sindical e acusa asfixia ao movimento sindical

0 Comentários🗣️🔥 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente a extinção da obrigatoriedade do imposto sindical, acusando a medida da reforma trabalhista de 2017 de ter asfixiado o movimento sindical brasileiro. Lula fez a declaração ao receber representantes das centrais sindicais no Palácio do Planalto nesta quarta-feira. O presidente comparou a estratégia ao […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 15/04/2026 22:11

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente a extinção da obrigatoriedade do imposto sindical, acusando a medida da reforma trabalhista de 2017 de ter asfixiado o movimento sindical brasileiro.

Lula fez a declaração ao receber representantes das centrais sindicais no Palácio do Planalto nesta quarta-feira. O presidente comparou a estratégia ao modo como o Estado trata o crime organizado, ao retirar recursos para impedir organização, protestos e produção de materiais de mobilização.

«Retiram-lhes os recursos para que não consigam se organizar, protestar, fazer panfleto. Vamos asfixiá-los», disse Lula. A afirmação foi destacada pelo portal Metrópoles em sua cobertura do evento.

As centrais sindicais entregaram ao presidente a Pauta da Classe Trabalhadora, documento que reúne 68 reivindicações para o quadriênio 2026-2030.

As demandas centrais incluem regulação do trabalho por aplicativos, fim da jornada 6×1, combate ao feminicídio e à violência no trabalho, enfrentamento à pejotização, revisão dos marcos da reforma trabalhista de 2017, políticas para trabalhadores informais e reorganização do modelo sindical.

Lula questionou como outros sistemas de financiamento, como o Sistema S, permanecem ativos enquanto os sindicatos sofreram perdas expressivas de receita e capacidade operacional.

A reforma de 2017 tornou facultativa a contribuição sindical, com exigência de autorização prévia e expressa do trabalhador. Essa mudança provocou redução drástica na capacidade financeira das entidades para manter estrutura e atividades.

Antes do encontro no Palácio do Planalto, as centrais realizaram a Marcha da Classe Trabalhadora, ato que reuniu mais de mil manifestantes na Esplanada dos Ministérios.

Participaram da reunião o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro do Trabalho e Emprego Luiz Marinho e o ministro das Relações Institucionais José Guimarães. Estiveram presentes ainda representantes da CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, NCST, Intersindical e Pública.

Lula cobrou dos sindicatos participação direta no processo legislativo no Congresso Nacional, afirmando que a luta não termina com o encontro, mas apenas começa.

Para o presidente, o imposto sindical obrigatório representava muito mais que simples fonte de custeio: a contribuição simbolizava a força organizada dos trabalhadores e sua capacidade de mobilização e pressão.

A reforma trabalhista criou obstáculos estruturais à atuação das entidades sindicais. Lula defendeu a revisão de seus principais marcos como forma de recuperar direitos da classe trabalhadora.

As declarações reacendem o debate sobre a sustentabilidade financeira dos sindicatos. O governo sinaliza intenção de reposicionar o movimento sindical no centro da agenda laboral e legislativa.

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