A Receita Federal retém 879.403 declarações do Imposto de Renda 2026 para análise detalhada. O volume representa novo recorde e abrange cerca de 11 milhões de documentos entregues pelos contribuintes até o dia 13 de abril.
Mais de 60% dos declarantes optaram pelo modelo pré-preenchido, o que ampliou a detecção de inconsistências vindas de terceiros. Conforme detalhou o Diário do Centro do Mundo, esse patamar superou os índices observados nos anos anteriores.
A autoridade fiscal informa que a maior parte dessas retenções não configura malha fina como penalidade. Na verdade, trata-se de etapa rotineira de conferência que se resolve com correções automáticas feitas pelas fontes pagadoras, como empregadores.
O percentual de declarações retidas caiu de 11,22% no dia 5 de abril para 8,15% no dia 13 de abril. Esse comportamento segue a tendência de anos anteriores e reforça a relevância das retificações rápidas pelas empresas.
Até o dia 8 de abril, a Receita Federal havia recebido 9,1 milhões de declarações, das quais 61% utilizaram o pré-preenchimento. Cerca de 881.600 casos permaneciam retidos, o que representava aproximadamente 11% do total — índice superior ao mesmo período do ano passado.
Os problemas mais comuns envolvem classificação inadequada de rendimentos e uso incorreto de códigos nas informações prestadas pelos empregadores. Duplicidade, omissão de dados e rendimentos isentos desconhecidos pelo contribuinte também geram retenções, especialmente após a extinção da Dirf e a adoção do eSocial e EFD-Reinf por empresas menores.
A Receita Federal tem contatado diretamente as companhias com maior concentração de contribuintes retidos. A orientação busca o envio ágil de correções para que o sistema reprocesse automaticamente as declarações, sem necessidade de nova ação do contribuinte.
Especialistas em contabilidade alertam que o modelo pré-preenchido exige checagem rigorosa mesmo sendo recomendado. Os contribuintes devem validar todos os informes de rendimentos de empregadores, bancos e planos de saúde antes do envio definitivo.
O crescimento do uso de ferramentas digitais pelo Fisco cobra maior precisão no repasse de dados pelas empresas. Os contribuintes precisam acompanhar o status de suas declarações e responder prontamente a eventuais notificações da Receita Federal.


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