A Universidade Estadual Paulista Unesp iniciou programa de formação destinado a professores, servidores e alunos homens para enfrentar o machismo e prevenir casos de assédio no ambiente acadêmico.
A iniciativa integra o projeto Unesp Sem Assédio e marca avanço na política de diversidade conduzida pela reitora Maysa Furlan. Ela se tornou a primeira mulher a ocupar o cargo desde a fundação da instituição.
Em entrevista ao portal Metrópoles, a reitora defendeu que o combate à violência de gênero não pode recair apenas sobre as mulheres. Os homens precisam participar ativamente e compreender que qualquer assédio é inaceitável.
O programa é implementado nos 24 campi da Unesp em parceria com o Instituto Memoh, organização especializada em educação de gênero. Grupos de multiplicadores participaram da fase inicial e serão capacitados para replicar o conteúdo em suas unidades.
A etapa seguinte ampliará o alcance das ações formativas junto à comunidade universitária. A reitora destacou que a participação no curso é voluntária e que a adesão espontânea é essencial para o sucesso da proposta.
Ela espera que os envolvidos enxerguem sentido na iniciativa sem necessidade de obrigatoriedade. O impacto será medido por debates e avaliações qualitativas que buscam mapear mudanças de percepção e comportamento.
A resistência à discussão sobre machismo serve como termômetro da transformação cultural. Ambientes acadêmicos tradicionalmente dominados por homens ainda apresentam desafios para o debate.
Antes de assumir a reitoria, Maysa Furlan coordenou o programa Acolhe Unesp em parceria com a ouvidoria da instituição. O projeto oferece atendimento e acolhimento a vítimas de assédio e violência.
A reitora registrou aumento no volume de denúncias e nas punições aplicadas, incluindo demissões de servidores. A Unesp reavaliou ainda queixas antigas que permaneciam sem desfecho.
Segundo ela, o crescimento das denúncias demonstra maior confiança no sistema de acolhimento e não agravamento do problema. A universidade cumpre integralmente a lei estadual que instituiu o Protocolo de Combate à Violência contra a Mulher nas instituições públicas paulistas.
Maysa Furlan considera as medidas parte de processo contínuo de transformação institucional. Ela defende que a sociedade avance no debate sobre o tema sem qualquer permissividade diante de atitudes machistas.
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Lurdinha Deus Acima de Todos
18/04/2026
Ahhh meu Deus, agora tudo é “programa pra homem aprender a se comportar” 🙄🇧🇷! Daqui a pouco vão querer curso pra ensinar a gente a dizer bom dia também 😅🙏. Mas se for pra acabar com essas confusões e o povo se respeitar mais, amém né 🙏🇺🇸
Francisco de Assis
18/04/2026
Ô Lurdinha, se tivesse mais curso pra ensinar respeito, talvez o país não precisasse gastar tanto consertando o estrago do machismo. Aprender a conviver sem violência também é patriotismo, minha amiga.
Silvia D.
18/04/2026
Excelente iniciativa da Unesp! Trabalhar com os homens é essencial para mudar a cultura do machismo e prevenir o assédio de forma efetiva. Assim como na saúde, a prevenção é sempre o melhor caminho — e aqui vale o mesmo princípio.
Alice T.
18/04/2026
Finalmente uma universidade entendendo que não dá pra combater o machismo só falando com as mulheres. Homens precisam se responsabilizar e repensar seus comportamentos. Que esse programa da Unesp vire exemplo pra todas as instituições públicas.
Eduardo C.
18/04/2026
Finalmente uma ação baseada em dados e não só em discurso. Se o programa tiver acompanhamento estatístico sério — número de casos antes e depois, por exemplo — pode virar referência nacional. Quero ver os resultados publicados, com fontes e percentuais claros.
Zé Trovãozinho
18/04/2026
Mais uma pauta ideológica disfarçada de “programa educativo”. Em vez de focar em ensino e pesquisa de verdade, a universidade vira laboratório de militância. Daqui a pouco vão querer transformar tudo em cartilha de comportamento, tipo Cuba do Norte.
Renato Professor
18/04/2026
Zé Trovãozinho, meu caro, combater o machismo não é militância, é civilização. A universidade continua fazendo ciência — só que agora também aplica o método racional ao comportamento social, o que parece te causar mais espanto do que deveria.
Celio Fazendeiro
18/04/2026
Mais um desperdício de dinheiro público com essas modinhas ideológicas. Universidade devia focar em ensino e pesquisa, não em doutrinar homem feito com palestra moralista. Depois reclamam que o país não anda.
Augusto Silva
18/04/2026
Excelente iniciativa da Unesp. Chega de tratar o combate ao machismo como “coisa de mulher” — é problema de todos, especialmente dos homens. Educação e diálogo são as ferramentas mais poderosas para mudar estruturas e evitar que o assédio siga sendo naturalizado. Bravo!
Tonho Patriota
18/04/2026
AH PRONTO! AGORA VÃO ENSINAR HOMEM A SER “DESMACHISTA”! ISSO É COISA DE COMUNISTA QUE FAZ O L E QUER CONTROLAR O PENSAMENTO DAS PESSOAS. ENQUANTO ISSO O BRASIL AFUNDA, MAS TÁ TODO MUNDO PREOCUPADO COM CURSO DE “ASSÉDIO”. VAI ENTENDER!
Miriam
18/04/2026
Finalmente uma ação concreta e institucional sobre o tema. Educação e prevenção funcionam melhor do que discursos inflamados. Que bom ver a universidade tratando o problema com método e responsabilidade, e não com gritaria ideológica.
Karina Libertária
18/04/2026
Mais um gasto desnecessário com “programinha de conscientização”. Se cada um cuidasse da própria vida e tivesse educação em casa, não precisaria disso. Aqui em Miami o pessoal investe em cursos sérios, não nessas coisas que não dão retorno nenhum.
Clarice Historiadora
18/04/2026
Karina, curioso você falar em “educação em casa” enquanto defende se omitir diante de problemas coletivos. Se bastasse a boa vontade doméstica, não teríamos índices tão altos de assédio e feminicídio — e, convenhamos, Miami não é exatamente o farol moral do planeta.