O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o Irã reverteu a ofensiva combinada dos Estados Unidos e de Israel por meio de uma estratégia de guerra assimétrica.
Ele explicou que a abordagem baseada em flexibilidade militar e mobilização popular permitiu neutralizar a superioridade financeira e tecnológica do adversário. Ghalibaf detalhou que Washington cometeu erros graves ao subestimar a resiliência do povo iraniano e falhar no planejamento das operações.
O parlamentar destacou que o poder material isolado não garante vitória quando confrontado com determinação nacional e clareza de objetivos. Ele reforçou que a resistência iraniana expôs os limites da força bruta diante de uma estratégia bem estruturada.
Ghalibaf garantiu que Teerã não fará concessões em questões de soberania e está preparada para responder a qualquer novo erro de cálculo. As declarações ocorreram após rodadas de negociações indiretas entre o Irã e os Estados Unidos realizadas em Omã.
As conversas não produziram acordo final, apesar de avanços pontuais em alguns temas. O presidente Donald Trump atribuiu o impasse à recusa iraniana em abrir mão de seu programa nuclear.
Ele indicou que os Estados Unidos manterão pressão até que Teerã atenda às exigências consideradas essenciais. O vice-presidente J.D. Vance avaliou que as discussões registraram progressos e que Washington definiu claramente seus limites para eventuais concessões.
Vance condicionou novos avanços à flexibilidade de Teerã em pontos centrais. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, reconheceu entendimentos parciais em determinadas questões.
Ele admitiu, porém, que divergências persistiram em dois ou três temas centrais. Baghaei reiterou a disposição do Irã para um acordo justo que respeite suas linhas vermelhas e o direito internacional.
O presidente Masoud Pezeshkian defendeu a possibilidade de um entendimento equilibrado caso Washington abandone políticas unilaterais e reconheça a soberania iraniana. As tensões permanecem elevadas, especialmente em torno do estreito de Ormuz, vital para o transporte global de energia.
O Irã reafirmou seu direito de defender as águas territoriais diante de qualquer ameaça externa. De acordo com o portal RT, as autoridades iranianas consideram a guerra assimétrica e a unidade nacional como principais ferramentas para resistir à pressão externa.
Com informações de ACTUALIDAD.
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Carlos A. Mendes
19/04/2026
Difícil saber o que é verdade nesse tipo de declaração. Cada lado pinta a história do jeito que quer. Mas se realmente o Irã conseguiu segurar a pressão dos EUA e de Israel, é um sinal de que o jogo geopolítico está bem mais equilibrado do que parece.
Silvia D.
19/04/2026
É impressionante como as potências continuam apostando em conflitos e retaliações, enquanto o mundo enfrenta crises de saúde, fome e clima. Toda essa energia e recurso poderiam ser direcionados para fortalecer sistemas públicos, como o SUS no Brasil, e garantir acesso à ciência e à vida digna.
Evelyn Olavo
19/04/2026
Interessante ver como o Irã tenta vender essa narrativa de vitória estratégica. Mas é bom lembrar que guerra assimétrica não significa necessariamente vantagem duradoura — é mais um jogo de resistência e propaganda. Vamos ver até onde essa “reversão” se sustenta na prática.
Zizi
19/04/2026
Evelyn, minha filha, o Irã sobreviveu a décadas de sanções e sabotagens — se isso não é resistência prática, não sei o que é. Os “meninos mal-educados” do império é que vivem confundindo propaganda com realidade.
Miriam
19/04/2026
Mais um capítulo do eterno jogo de força no Oriente Médio. Enquanto uns gritam vitória e outros falam em ameaça, o fato é que tudo isso só reforça como a diplomacia anda em segundo plano. No fim, quem paga a conta é sempre o cidadão comum, não os generais nem os políticos de terno.
Alice T.
19/04/2026
Engraçado como os EUA e Israel vivem vendendo a imagem de “defensores da liberdade”, mas quando enfrentam resistência real, correm pra narrativa de “ameaça global”. O Irã pode ter mil problemas internos, mas o fato de um país sancionado até o osso conseguir reverter ofensivas mostra o quanto o poder militar ocidental é mais propaganda do que resultado.
Francisco de Assis
19/04/2026
Rapaz, é impressionante como o mundo tá mudando de eixo e tem gente que ainda não percebeu. O Irã enfrentando o império e se mantendo de pé mostra que a era do manda quem pode tá acabando. O Brasil precisa seguir firme nessa linha soberana também, sem abaixar a cabeça pra ninguém. É assim que se constrói respeito lá fora e dignidade cá dentro.
Fernando O.
19/04/2026
Essas declarações do Ghalibaf parecem mais propaganda interna do que dado verificável. Guerra assimétrica é o eufemismo perfeito pra dizer “a gente se defende como dá”. Antes de comprar essa narrativa, seria bom ver números concretos sobre perdas e danos dos dois lados.
Pedro
19/04/2026
Enquanto isso, aqui nas ruas o motorista tá travando outra guerra: tanque caro, IPVA nas alturas e passageiro querendo corrida a preço de pinga. Lá é bomba, aqui é bomba no bolso.
Zé Trovãozinho
19/04/2026
Mais uma vez vemos regimes autoritários se vangloriando de “vitórias” contra o Ocidente, enquanto o povo sofre com falta de liberdade e economia travada. É o mesmo roteiro de sempre: Cuba, Venezuela, agora o Irã tentando posar de potência. Tudo pra desviar o foco das próprias falhas internas.
Mariana Ambiental
19/04/2026
Zé, curioso como você fala de “falta de liberdade” só quando não é o mercado quem oprime. No fim, o povo iraniano paga o preço das sanções e das guerras alheias, enquanto o Ocidente posa de defensor da democracia pra inglês ver.
Rick Ancap
19/04/2026
Mais um teatro geopolítico pra justificar gasto estatal e controle sobre a população. No fim, é só mais governo brincando de guerra com o dinheiro dos outros. Se cada um cuidasse do próprio bolso e deixasse o mercado agir, ninguém teria tempo nem verba pra essas bravatas.
Jeferson da Silva
19/04/2026
Rick, fala isso pra quem tá no chão de fábrica levando calo pra pagar imposto enquanto meia dúzia lucra com bomba e especulação. Esse papo de “mercado livre” só é bonito pra quem nunca sujou a mão de graxa.