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Crianças palestinas criam Escola da Liberdade após colonos bloquearem caminho com arame farpado na Cisjordânia

16 Comentários🗣️🔥 Crianças palestinas protestam contra a cerca que bloqueia o acesso à escola em Umm al-Khair, Cisjordânia ocupada. (Foto: aljazeera.com) Dezenas de crianças da comunidade beduína de Umm al-Khair, na Cisjordânia ocupada, criaram uma Escola da Liberdade após colonos israelenses bloquearem com arame farpado o caminho que utilizam há décadas para chegar à escola. […]

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Crianças palestinas protestam contra a cerca que bloqueia o acesso à escola em Umm al-Khair, Cisjordânia ocupada. (Foto: aljazeera.com)

Dezenas de crianças da comunidade beduína de Umm al-Khair, na Cisjordânia ocupada, criaram uma Escola da Liberdade após colonos israelenses bloquearem com arame farpado o caminho que utilizam há décadas para chegar à escola.

A cerca foi erguida durante a noite por colonos do assentamento ilegal de Carmel, vizinho à aldeia. Câmeras de segurança registraram a ação, realizada sem qualquer autorização legal, conforme reportagem do Al Jazeera.

O novo gesto das crianças palestinas ecoa o espírito solidário descrito em nossa cobertura anterior, centrado na resistência civil diante do bloqueio israelense.

Soldados israelenses se recusaram a retirar o bloqueio mesmo com as imagens disponíveis. A barreira impede não apenas o trajeto das crianças, como também o acesso de mulheres à clínica local e de fiéis à mesquita da comunidade.

Os estudantes marcharam até o arame farpado com mochilas nas costas e cartazes nas mãos para exigir a reabertura do caminho. Entre eles estava Masa Hathaleen, de cinco anos, que implorou para poder frequentar as aulas.

Em momentos de tensão, os soldados lançaram gás lacrimogêneo e granadas de som contra o grupo, que incluía crianças pequenas. O professor Tareq Hathaleen, responsável pelas turmas do quarto ao oitavo ano, afirmou que a comunidade não aceitará a obstrução.

O líder comunitário Khalil Hathaleen lembrou que o caminho bloqueado existe desde 1980 e aparece em mapas tanto da administração civil israelense quanto da Autoridade Palestina. Educação é um direito de todos, inclusive das crianças de Umm al-Khair.

As autoridades israelenses ofereceram uma rota alternativa de cerca de três quilômetros, que os moradores rejeitaram por considerarem o trajeto perigoso. O novo caminho passa por postos avançados de colonos, onde veículos circulam em alta velocidade e há histórico de ataques.

O morador Awdah Hathaleen foi morto a tiros na região pelo colono Yinon Levy, sancionado internacionalmente. Apesar de ter sido preso, Levy continuou frequentando a área, o que elevou ainda mais a tensão local.

Desde então, colonos espalharam tábuas com pregos nas estradas e dirigem de forma agressiva contra os palestinos. A menina Siwar Hathaleen, de cinco anos, foi atropelada por um carro de colono e hospitalizada com ferimentos na cabeça.

O medo de novos incidentes leva muitos pais a recusarem deixar os filhos caminharem sozinhos. Com o bloqueio mantido pelo exército, as famílias transformaram o local do protesto em sala de aula improvisada.

As crianças sentam-se sobre pedras, abrem seus cadernos e estudam sob o sol enquanto soldados observam a poucos metros de distância. Khalil Hathaleen afirmou que, se ficarem em silêncio, ninguém os ouvirá.

O líder comunitário prometeu manter as aulas e as manifestações diárias até que o caminho seja reaberto. A aldeia enfrenta ainda ordens de demolição iminentes, uma vez que Israel raramente concede licenças de construção a palestinos na Área C da Cisjordânia, sob controle total israelense.

Para os moradores, a cerca e as ameaças de demolição fazem parte da mesma estratégia de expulsão. “Eles querem confiscar nossas terras e nos forçar a sair”, disse Khalil Hathaleen.

As crianças exibiram cartazes feitos à mão com mensagens diretas como “Queremos ir à escola” e “Deixem-nos aprender”. A comunidade permanece no local e continua ensinando suas crianças enquanto defende o direito de existir.


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Tadeu

20/04/2026

História triste, mas sinceramente essas coisas lá fora nunca mudam. Enquanto isso, aqui a gente continua brigando com inflação e juros altos. Difícil se importar com política externa quando o supermercado tá pesando no bolso todo mês.

Celio Fazendeiro

20/04/2026

Essas histórias são sempre contadas de um jeito que pinta os colonos como vilões e os palestinos como santos. Se tem arame farpado, é porque alguém precisa de segurança depois de tanta confusão naquela região. Em vez de fazer teatrinho de “escola da liberdade”, deviam era respeitar as leis e parar de invadir terra dos outros.

    Mariana Ambiental

    20/04/2026

    Celio, curioso como o discurso da “segurança” sempre justifica o arame farpado, mas nunca as crianças que tentam estudar mesmo sob ocupação. Invadir terra é justamente o que os colonos fazem — e chamam de direito.

Sgt Bruno 🇧🇷

20/04/2026

Mais uma manipulação da mídia esquerdista pra passar pano pra terrorista. Esses “coitadinhos” aí são usados como massa de manobra. Israel tá certo em se defender, e quem não entende isso devia estudar um pouco de estratégia militar – selva!

    Maura Santos

    20/04/2026

    Sgt Bruno, estudar estratégia militar é fácil — quero ver estudar humanidade. Bloquear escola de criança com arame farpado não é defesa, é apagar o futuro de um povo.

Fernando O.

20/04/2026

É impressionante ver crianças tendo que inventar uma “Escola da Liberdade” só pra poder estudar. Quando o nível de opressão chega ao ponto de cercar o caminho de uma escola com arame farpado, não dá pra fingir que é “conflito dos dois lados”. Isso é sobre humanidade, não sobre ideologia.

Karina Libertária

20/04/2026

Ai, sinceramente, esse povo vive arrumando confusão e depois quer posar de vítima. Em vez de ficar chorando, podiam pensar em estudar online, né? Aqui em Miami todo mundo se adapta, mas lá parece que preferem drama. Falta um pouco de mindset de progresso.

    Renato Professor

    20/04/2026

    Karina, é curioso você falar em “mindset de progresso” enquanto defende quem ergue arame farpado para impedir crianças de irem à escola. A verdadeira adaptação civilizatória seria garantir que estudar não dependa de driblar a violência colonial.

Augusto Silva

20/04/2026

Essas crianças dão uma lição de humanidade ao mundo adulto. Enquanto colonos armados espalham arame farpado, elas respondem com lápis, cadernos e coragem. A verdadeira liberdade começa quando o conhecimento vence o ódio.

Rubens O Pescador

20/04/2026

Essas crianças mostrando coragem me lembram o que é resistência de verdade. Enquanto uns aqui defendem muro e bala, lá do outro lado do mundo o povo luta pra estudar, mesmo cercado de arame farpado. Quando o pobre quer viver com dignidade, sempre aparece poderoso tentando impedir — mas a esperança é teimosa, igual a gente do interior.

Evelyn Olavo

20/04/2026

É comovente ver essas crianças transformando a opressão em resistência. Mesmo cercadas por arame farpado, elas criam conhecimento e esperança. Isso mostra que a liberdade começa na mente, e não pode ser bloqueada por nenhum muro.

    Clarice Historiadora

    20/04/2026

    Perfeito, Evelyn — e é justamente por isso que os colonos e o exército israelense temem tanto a educação palestina: porque uma criança que aprende a pensar livremente é mais perigosa para o ocupante do que qualquer pedra lançada.

Zé Trovãozinho

20/04/2026

Enquanto o mundo finge que não vê, até as crianças palestinas precisam lutar por algo tão básico quanto estudar. É revoltante que em pleno século 21 ainda existam cercas e arames farpados separando sonhos e direitos. Essas crianças mostram mais coragem e dignidade do que muitos governos que se dizem democráticos.

    Jeferson da Silva

    20/04/2026

    É isso mesmo, Zé. Enquanto uns levantam muros e lucram com a guerra, essas crianças levantam lápis e cadernos pra resistir. Tem mais dignidade nesse gesto do que em muito discurso hipócrita de governo “democrático”.

Marcos Conservador

20/04/2026

Mais uma história usada pela mídia pra pintar Israel como vilão e esconder o que realmente está por trás: a manipulação ideológica desde cedo. Essas “escolas da liberdade” nada mais são do que centros de doutrinação disfarçados. Triste ver crianças sendo usadas como ferramenta política.

    Francisco de Assis

    20/04/2026

    Marcos, alienação é achar que criança palestina cercada por arame farpado tá sendo “doutrinada” e não oprimida. Essas escolas são o que resta de dignidade num povo que insiste em viver e aprender mesmo sob ocupação. É disso que o Brasil precisa se orgulhar quando fala em soberania e resistência.


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