O Banco de Brasília, controlado pelo Governo do Distrito Federal, anunciou a criação de um fundo de investimento em parceria com a gestora Quadra Capital para administrar os ativos adquiridos do Banco Master.
A medida recebeu aprovação do Conselho de Administração do BRB e foi comunicada ao mercado, aos acionistas e aos clientes. Segundo o portal Carta Capital, o fundo possui valor de referência de R$ 15 bilhões.
O acordo prevê o pagamento imediato de uma parcela entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões. O montante restante, entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será convertido em cotas subordinadas do fundo.
Essa estrutura permite ao banco diversificar a gestão e monetizar ativos de baixa liquidez herdados da liquidação do Banco Master. A Quadra Capital, especializada em reestruturação de ativos, assumirá a gestão técnica do fundo.
A gestora mantém forte atuação nos setores de infraestrutura e logística, com investimentos em concessões portuárias nos estados do Espírito Santo e do Paraná. O BRB espera que a operação contribua para fortalecer sua estrutura de capital.
A operação ainda depende do cumprimento das condições previstas no memorando de entendimento entre as partes. A parceria reforça a governança e a transparência na administração do patrimônio do banco público.
A Polícia Federal prendeu o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa na quarta fase da Operação Compliance Zero. O ex-dirigente responde por acusações de facilitar negócios sem lastro com o Banco Master.
Paulo Henrique Costa é acusado de ter recebido propina de R$ 146,5 milhões para viabilizar a aquisição vetada pelo Banco Central. O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, também foi citado nas investigações sobre o caso.
O BRB busca, com o novo fundo, reduzir os riscos em sua carteira patrimonial. A instituição pretende ampliar a capacidade de financiar projetos de desenvolvimento regional com maior solidez.
Leia também: BRB firma acordo bilionário com Quadra Capital para vender ativos e reforçar caixa
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Celio Fazendeiro
21/04/2026
Mais um banco estatal brincando de gestor de investimento com dinheiro público. Em vez de focar no agro, que realmente move o país, estão inventando moda com fundo bilionário. Depois não sabem por que o setor produtivo carrega o resto nas costas.
Miriam
21/04/2026
Finalmente uma movimentação que parece ter algum planejamento sério. O importante agora é garantir transparência na gestão e evitar o improviso que costuma dominar essas operações. Política à parte, o foco precisa ser eficiência e controle.
Beto Engenheiro
21/04/2026
Se esse fundo de R$ 15 bilhões for usado pra investir em infraestrutura de verdade — rodovias, ferrovias, energia — ótimo, é o tipo de movimento que o país precisa. Agora, se for só jogo financeiro pra rearrumar ativos de banco, aí não muda nada pra quem tá no chão da obra.
Tadeu
21/04/2026
Mais um fundo bilionário surgindo, mas o que interessa mesmo é se isso vai render algo pros investidores comuns. Se for só movimentação entre bancos, passa batido. Quero ver é impacto real nas taxas e nos retornos das aplicações.
Carlos A. Mendes
21/04/2026
Tomara que esse fundo realmente sirva pra fortalecer o BRB e não pra virar mais um cabide de negócios entre governo e mercado. A ideia parece boa, mas falta transparência pra gente saber quem ganha o quê nisso tudo.
Vanessa Silva
21/04/2026
Boa notícia para quem defende uma gestão mais técnica dos recursos públicos. Se o BRB conseguir usar bem esses R$ 15 bilhões, pode gerar impacto real no desenvolvimento urbano e regional. O importante é garantir transparência e foco em projetos que tragam retorno social, não só financeiro.
Jeferson da Silva
21/04/2026
Mais um fundo bilionário pra girar dinheiro entre os de cima, enquanto o trabalhador segue ralando com salário apertado e sem direito garantido. Queria ver essa disposição toda pra investir nos metalúrgicos, na indústria nacional e em emprego decente, não só em operação financeira pra inglês ver.
Zé Trovãozinho
21/04/2026
Mais um movimento dos bancos estatais metendo a mão onde não deviam. Fundo de 15 bilhões com dinheiro público pra brincar de gestor? Depois não sabem por que o país vira uma Cuba do Norte. STF quietinho, claro.
Clarice Historiadora
21/04/2026
Zé Trovãozinho, antes de sair gritando “Cuba do Norte”, tenta ler o básico sobre fundos de co-gestão: o dinheiro não é público, é capital de investimento privado com participação estatal estratégica. Isso se chama política de desenvolvimento, não comunismo de boteco.