Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, condenaram a escalada de conflitos no Oriente Médio e as ameaças dos Estados Unidos contra Cuba após reunião bilateral em Hannover, conforme a Agência Brasil.
Lula qualificou o conflito no Oriente Médio como injustificável. O presidente denunciou a omissão da ONU ao não promover soluções diplomáticas para deter a instabilidade regional.
Ele alertou para o risco da prevalência da força sobre o direito internacional. Lula citou os riscos de escalada no Líbano e a pressão crescente sobre o Estado Palestino.
O presidente teceu críticas ao bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba. Lula classificou a medida como uma vergonha global que impede o país de decidir seu próprio destino.
Ele reafirmou sua oposição a qualquer intervenção militar unilateral. O mandatário citou Cuba, Venezuela, Ucrânia e a Faixa de Gaza como casos onde essa posição se aplica.
Merz afirmou que a Alemanha não enxerga base legal para intervenção militar contra Cuba. O chanceler defendeu que um risco não comprovado não justifica ingerência externa.
Merz condenou o fechamento do Estreito de Ormuz, que elevou os preços do petróleo globalmente. Ele apelou por um cessar-fogo e por negociações diplomáticas envolvendo todas as partes.
Lula reclamou que o Conselho de Segurança da ONU funciona como um clube exclusivo. O presidente defendeu uma reforma que amplie a representação das nações comprometidas com a paz mundial.
Os dois líderes anunciaram acordos em defesa, inteligência artificial e tecnologias quânticas. As parcerias abrangem ainda infraestrutura, economia circular, eficiência energética, bioeconomia e pesquisas oceânicas e climáticas.
As declarações conjuntas revelam alinhamento entre Brasília e Berlim em temas centrais da agenda global. Os líderes destacaram a importância do respeito à soberania e ao direito internacional.
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