A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zajárova, condenou as declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificando como distorção histórica a comparação do Irã com o Holocausto.
Netanyahu fez as afirmações durante uma cerimônia do Dia do Luto em Israel. O líder israelense acusou o Irã de planejar um “Holocausto nuclear” e comparou cidades iranianas a campos de extermínio nazistas.
Zajárova reagiu com ironia em seu canal no Telegram. A diplomata perguntou se o primeiro Holocausto também teria sido cometido pelo Irã.
Ela lembrou que em 1943 o então xá Mohammad Reza Pahlavi declarou guerra à Alemanha nazista. Zajárova apontou que a Alemanha, a Itália fascista e seus aliados foram os responsáveis pelo genocídio.
A porta-voz russa criticou o silêncio de Israel sobre a glorificação de figuras ucranianas associadas ao nazismo. Ela citou Simon Petliura e Yaroslav Stetsko como exemplos de colaboradores transformados em heróis nacionais em Kiev.
Zajárova mencionou o papel do Banco da Inglaterra no financiamento do partido nazista de Adolf Hitler. A diplomata afirmou que os mesmos grupos financeiros hoje sustentam o governo ucraniano.
A representante de Moscou defendeu o caráter pacífico do projeto nuclear iraniano em Bushehr. Ela destacou que a Agência Internacional de Energia Atômica confirmou repetidamente essa natureza civil do programa.
Israel não assinou o protocolo de inspeção completo com o órgão internacional. Isso contrasta com os rigorosos controles impostos ao Irã pelo acordo de 2015.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, lembrou o impacto do Plano de Ação Conjunto Global. Lavrov enfatizou que o pacto de 2015 estabeleceu o controle mais rigoroso do mundo sobre o programa nuclear iraniano.
Conforme detalhou o portal RT, Zajárova alertou contra o uso político do Holocausto. A porta-voz considerou que tal abordagem banaliza a memória das vítimas da Segunda Guerra Mundial.
As declarações russas ocorrem em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. Zajárova insistiu que o respeito à história deve prevalecer sobre disputas geopolíticas contemporâneas.
Com informações de ACTUALIDAD.
Leia também: Íntegra do discurso de Netanyahu na ONU
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Rubens O Pescador
22/04/2026
Netanyahu perdeu a mão faz tempo. Usar o Holocausto pra justificar política de guerra é de uma covardia sem tamanho. O povo israelense e o palestino merecem paz, não mais manipulação. Quando o Lula falava em diálogo e comida no prato, nego zombava — mas era disso que o mundo precisava: bom senso e empatia.
Eduardo C.
22/04/2026
Comparar o Irã ao Holocausto é uma extrapolação perigosa e intelectualmente desonesta. O Holocausto foi um evento único em escala e propósito, com números e documentação incontestáveis. Netanyahu deveria apresentar dados concretos, não analogias inflamadas.
Lurdinha Deus Acima de Todos
22/04/2026
Gente, o mundo tá virando de cabeça pra baixo mesmo 😳🙏! Cada um quer puxar a história pro seu lado e o povo no meio disso tudo, sofrendo! Que Deus tenha misericórdia dessas nações e traga paz logo, porque o fim tá chegando, viu? 🇧🇷🙏🇺🇸
Renato Professor
22/04/2026
Netanyahu parece acreditar que a tragédia do Holocausto é um instrumento retórico à disposição da sua política externa. É uma manipulação perigosa da memória histórica, que banaliza o sofrimento real e serve apenas para acirrar tensões. Zajárova, nesse ponto, tem razão ao exigir mais responsabilidade nas palavras de um chefe de Estado.
Alice T.
22/04/2026
Netanyahu adora usar tragédias históricas pra justificar seus próprios crimes, né? Comparar o Irã ao Holocausto é um desrespeito absurdo com as vítimas e uma tentativa cínica de apagar o massacre em Gaza. Esses líderes liberais “defensores da democracia” são mestres em manipular a memória coletiva pra manter poder e lucro.
Maura Santos
22/04/2026
Netanyahu força a barra como sempre, né? Misturar o Holocausto com política atual é desrespeito puro com a memória de milhões. Essa galera da extrema-direita adora distorcer a história pra justificar seus próprios desastres — igualzinho fizeram aqui no Brasil durante o apagão moral e elétrico deles.
Marcos Conservador
22/04/2026
Mais uma vez a Rússia se metendo onde não foi chamada. Netanyahu pode até exagerar, mas comparar o Irã a um regime genocida não é tão absurdo assim, dado o ódio que aquele país tem por Israel. O problema é que a esquerda adora usar essas polêmicas pra posar de moralmente superior.
Jeferson da Silva
22/04/2026
Marcos, falar que o Irã é igual ao nazismo é uma ofensa à história e às vítimas do Holocausto. Essa comparação serve mais pra justificar guerra e desviar atenção de massacre em Gaza do que pra defender judeu algum.
Adalberto Livre
22/04/2026
AH PRONTO, AGORA ATÉ O HOLOCAUSTO VIROU MOEDA DE TROCA POLÍTICA! ESSES GOVERNANTES NÃO SABEM MAIS O QUE FALAM, SÓ PRA GANHAR PALCO! EU NÃO CONFIO NENHUM LADO, MAS ESSA MODA DE DISTORCER HISTÓRIA É UM ABSURDO!
Beto Engenheiro
22/04/2026
Esses discursos inflamados não resolvem nada. Enquanto ficam trocando acusações, o mundo precisa é de investimento pesado em reconstrução e infraestrutura nas regiões afetadas. Política sem obra concreta é só barulho.
Silvia D.
22/04/2026
Comparar o Irã ao Holocausto é uma banalização inaceitável de uma tragédia humana sem precedentes. A memória das vítimas deve ser preservada com respeito, não usada como instrumento político. É preciso responsabilidade histórica — e também ética — no discurso público.
Fernando O.
22/04/2026
Netanyahu apela para comparações absurdas quando quer desviar o foco dos próprios erros. Misturar o Holocausto com disputas atuais é desrespeitoso com a história e com as vítimas. É preciso olhar os números e os fatos, não cair nesse jogo emocional barato.
Francisco de Assis
22/04/2026
Netanyahu perdeu completamente a noção ao usar o Holocausto pra justificar sua política de ódio. Isso é desrespeito com a memória das vítimas e com a verdade histórica. O mundo tá cansado dessa manipulação, e o Brasil de hoje, soberano e humanista, mostra que dá pra defender o povo sem espalhar guerra.
Tadeu
22/04/2026
Mais uma briga diplomática que não muda nada na vida real. Enquanto eles trocam farpas, o que pesa mesmo é o impacto disso nos mercados e no preço do petróleo. No fim das contas, o que me interessa é se isso vai mexer na inflação ou nos juros aqui.
Vanessa Silva
22/04/2026
Faz sentido, Tadeu, mas ignorar o jogo diplomático é perigoso — são justamente essas tensões que moldam as rotas de energia e, por consequência, o preço que a gente paga no posto e no supermercado.
Carlos A. Mendes
22/04/2026
Verdade, Vanessa, mas às vezes esse “jogo diplomático” parece mais um teatro pra justificar aumento de preço e ganho de especulador. No fim, quem paga a conta é sempre a gente.
Sgt Bruno 🇧🇷
22/04/2026
Ah, Carlos, isso aí é papo de quem não entende o xadrez geopolítico! Enquanto o povo reclama do “teatro”, os comunistas seguem rindo e faturando nas sombras. Selva!
Clarice Historiadora
22/04/2026
Netanyahu usa o Holocausto como escudo político há anos, e isso é de uma desonestidade histórica grotesca. Comparar o Irã com o extermínio sistemático de milhões de judeus é banalizar o horror. Zajárova está certa em denunciar — a memória das vítimas não pode ser manipulada para justificar novas violências.
Evelyn Olavo
22/04/2026
Concordo, Clarice — é uma retórica que transforma tragédia em ferramenta política. Mas o mais irônico é que, ao tentar se blindar com a história, Netanyahu só expõe ainda mais o cinismo da sua própria narrativa.
Zé Trovãozinho
22/04/2026
Netanyahu perdeu completamente o senso da proporção. Comparar o Irã ao Holocausto é um insulto à memória das vítimas e uma jogada política rasteira. A crítica de Zajárova é mais do que justa — chega de usar tragédias históricas para justificar agendas atuais.
Zizi
22/04/2026
Perfeito, Zé Trovãozinho. Esses meninos mal-educados adoram distorcer a história pra justificar seus crimes de hoje — mas a memória do povo não é brinquedo, não.
Luciana
22/04/2026
Esses líderes vivem trocando farpas e comparações absurdas, enquanto o povo segue pagando caro no gás e na comida. Política internacional parece novela, mas aqui em casa o drama é manter as contas em dia. Queria ver essa energia toda sendo usada pra baixar juros e melhorar a vida real das pessoas.
Tonho Patriota
22/04/2026
LUCIANA, ISSO AÍ É TUDO TEATRO DO GLOBALISMO! ENQUANTO ELES FICAM BRINCANDO DE GUERRA, O POVO TÁ SENDO ESFOLADO PELO COMUNISMO DO “FAZ O L”! ABRE O OLHO, ISSO É PRA DESVIAR A ATENÇÃO DO VERDADEIRO PROBLEMA: O NÍOBIO!
Celio Fazendeiro
22/04/2026
Luciana, esse papo de “vida real” é bonito, mas sem política externa forte o país vira quintal dos outros. Juros e comida também se decidem quando o governo tem coragem de enfrentar quem manda lá fora.
Rick Ancap
22/04/2026
Luciana, se o Estado parasse de se meter em tudo e deixasse o mercado agir, o gás e a comida já estariam mais baratos há tempos. Mas preferem gastar energia com discurso e imposto, aí sobra drama pra todo mundo.
Mariana Ambiental
22/04/2026
Pois é, Luciana, enquanto eles fazem teatro geopolítico, quem sente o peso é o povo que paga o gás e o arroz. Mas não dá pra separar: essas disputas lá fora também moldam o preço do nosso feijão aqui dentro — e é por isso que precisamos de política externa voltada pra soberania, não pra espetáculo.