Cientistas espanhóis desenvolveram uma membrana polimérica que multiplica por dez a eficiência na purificação de hidrogênio e reduz o tempo de síntese de três dias para apenas três horas, conforme detalhado pelo Olhar Digital.
O estudo, publicado na plataforma ScienceDirect, explica que a membrana utiliza materiais poliméricos avançados com estrutura interna otimizada. Esses materiais permitem a passagem seletiva das moléculas de hidrogênio enquanto bloqueiam impurezas como o dióxido de carbono.
A configuração da membrana evita as obstruções frequentes nos métodos convencionais de separação gasosa. Ela opera com pressão reduzida, resultando em menor consumo de energia durante toda a filtragem.
Os processos tradicionais de purificação do hidrogênio dependem de tratamentos químicos e térmicos que exigem temperaturas elevadas e pressões extremas. Tais sistemas causam desgaste rápido dos equipamentos e dependem de metais caros como o paládio.
A membrana desenvolvida pela equipe espanhola permite um fluxo contínuo de produção com menor desgaste dos componentes. O processo completo de fabricação é concluído em apenas 180 minutos.
Essa velocidade aumenta consideravelmente a produtividade das plantas industriais dedicadas à geração de hidrogênio. A alta pureza obtida na saída do sistema atende aos requisitos rigorosos das células de combustível.
A redução no tempo de processamento diminui a pegada de carbono associada à purificação do gás. Com isso, o hidrogênio verde produzido a partir de energias renováveis torna-se mais competitivo no mercado energético mundial.
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