O assessor do presidente do Parlamento da República Islâmica do Irã, Mahdi Mohammadi, criticou duramente a prorrogação do cessar-fogo anunciada por Donald Trump. Ele publicou em sua conta na rede X que a extensão do acordo “não significa nada” e que a parte derrotada não pode impor condições.
Mohammadi equiparou a manutenção do bloqueio econômico e militar imposto pelos EUA a um bombardeio contínuo contra o Irã. Segundo ele, essa situação deve ser respondida com ação militar por parte de Teerã.
O assessor parlamentar iraniano considerou a prorrogação como mera manobra para ganhar tempo e preparar possível golpe surpresa. Por esse motivo, ele defendeu que o Irã deve tomar a iniciativa diante da conjuntura atual.
Essas declarações coincidem com o alerta máximo emitido pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. A força iraniana afirmou estar em seu mais alto nível de prontidão para desferir golpes devastadores contra os inimigos na região.
O cessar-fogo entre os dois países foi firmado em 7 de abril com duração inicial de duas semanas. O acordo incluiu a reabertura do estratégico estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás comercializados no mundo.
Trump anunciou que o vice-presidente J. D. Vance lideraria uma delegação com destino a Islamabad, no Paquistão. A viagem teria como objetivo uma nova rodada de conversas de paz com representantes iranianos.
Trump ameaçou retomar os bombardeios caso o cessar-fogo expirasse sem acordo definitivo. Essa advertência elevou novamente a tensão direta entre Washington e Teerã.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o país está pronto para mostrar novas cartas no campo de batalha. Ghalibaf reforçou que o Irã não aceitará negociações sob coerção ou ameaça militar.
Autoridades de Moscou apelaram para que as partes evitem novo ciclo de violência no Oriente Médio. Elas advertiram que eventual escalada traria graves consequências econômicas para a região e para o mercado global de energia.
Trump afirmou que não pretende estender a trégua de forma indefinida. Ele declarou que não há tanto tempo disponível para prolongar o diálogo.
O Irã insiste que qualquer negociação deve ocorrer em condições de igualdade e respeito mútuo. Teerã rejeita qualquer forma de chantagem militar ou sanções unilaterais impostas pelos EUA.
A posição firme dos líderes iranianos revela determinação na defesa da soberania nacional. O país busca reafirmar sua influência regional diante da pressão externa contínua.
Com o fim da trégua se aproximando, cresce a preocupação em torno do estreito de Ormuz. Eventual retomada de confrontos poderia perturbar seriamente o fluxo global de energia e os preços internacionais.
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