O presidente da Rússia, Vladímir Putin, criticou duramente o Comitê Olímpico Internacional por impor sanções a atletas russos. O líder russo denunciou o duplo padrão da entidade ao punir seu país e ignorar ações semelhantes de outras nações.
Em evento de entrega de prêmios a esportistas e membros da Federação Russa de Boxe, Putin qualificou como vergonhoso, covarde e politicamente motivado o comportamento da direção anterior do COI. Ele afirmou que essa atitude provocou danos significativos ao movimento olímpico e aos ideais do olimpismo.
Putin argumentou que as restrições aos competidores russos em função do conflito na Ucrânia revelaram corrupção e viés político na elite esportiva mundial. O presidente russo comparou o tratamento dado a casos envolvendo os Estados Unidos e Israel, que segundo ele receberam complacência das autoridades internacionais.
Conforme noticiou o portal RT, Putin expressou esperança de que a nova liderança do COI abandone rapidamente esse legado negativo. O mandatário russo garantiu que os atletas de seu país continuarão a obter vitórias nas principais modalidades esportivas.
Esses sucessos serão alcançados sob a bandeira da Rússia e com a execução de seu hino nacional. Putin demonstrou confiança na retomada completa da participação dos esportistas russos em eventos globais.
O Comitê Paralímpico Internacional decidiu permitir que atletas russos e bielorrussos competissem novamente sob suas bandeiras nacionais. A autorização se aplica aos Jogos Paralímpicos de Inverno de 2026, que serão realizados na Itália.
Autoridades em Moscou interpretaram a medida como um avanço contra a politização excessiva do esporte. Putin tem defendido que o olimpismo deve ficar distante de disputas geopolíticas e priorizar o mérito dos atletas.
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