Pesquisadores do Laboratório Nacional de Brookhaven, nos Estados Unidos, desenvolvem uma nova abordagem para acelerar a descoberta de medicamentos e reduzir custos no processo.
A iniciativa é conduzida no Centro Nacional de Luz Síncrotron II e combina cristalografia de raios X com a técnica Fragment-Based Drug Design. O método permite identificar compostos promissores de forma mais rápida e precisa.
Segundo o portal Phys.org, a equipe é liderada pelo cientista Dale Kreitler, do feixe de cristalografia macromolecular automatizada. A técnica se baseia em moléculas menores, conhecidas como fragmentos, que se ligam de modo eficiente a proteínas-alvo e servem como ponto de partida para o desenvolvimento de fármacos mais potentes e seletivos.
O método representa uma alternativa aos tradicionais bancos de milhões de compostos complexos, que tornam o processo de triagem caro e demorado. Por utilizarem fragmentos de 100 a 300 Daltons, os cientistas conseguem explorar um espaço químico mais amplo e identificar interações que compostos maiores poderiam mascarar.
De acordo com Kreitler, o valor da triagem por fragmentos está tanto na precisão dos resultados quanto na capacidade de transformar descobertas iniciais em medicamentos eficazes. Combinada com ferramentas estruturais como a cristalografia de raios X, a técnica oferece uma visão detalhada das interações entre proteínas e fragmentos, permitindo ajustes mais finos e direcionados.
O projeto nasceu de uma parceria entre o Laboratório de Brookhaven e a Universidade de Stony Brook, com apoio de financiamento inicial conjunto. A equipe também conta com a pesquisadora Kaylen Meeks e o especialista em automação Edwin Lazo.
Lazo trabalha na integração de robótica e inteligência artificial para automatizar etapas do processo experimental. Essa automação inclui desde o manuseio de amostras até a coleta e análise de dados, reduzindo o tempo de cada experimento e aumentando a eficiência geral.
Segundo Lazo, o avanço da automação na cristalografia macromolecular tem elevado a qualidade dos dados e ampliado as chances de sucesso na identificação de compostos promissores. A meta é que os experimentos passem a ser executados de forma quase autônoma, com sistemas capazes de atualizar bancos de dados e alimentar modelos de aprendizado de máquina para prever resultados futuros.
Com a técnica já operacional no NSLS-II, os pesquisadores começaram a aplicá-la em colaborações com grupos externos. Um dos primeiros projetos envolve o estudo da enzima biliverdina IXβ redutase, associada à produção de plaquetas no sangue.
Essa linha de pesquisa, publicada na revista Nature Communications, identificou o BLVRB como um alvo terapêutico promissor para tratar a redução de plaquetas induzida por quimioterapia. O hematologista e professor da Universidade de Stony Brook Wadie Bahou afirmou que a descoberta abre caminho para novos tratamentos capazes de restaurar a contagem de plaquetas sem interromper terapias oncológicas.
A equipe agora pretende usar a abordagem de triagem por fragmentos para aprimorar os compostos iniciais e desenvolver alternativas com melhor biodisponibilidade e eficácia clínica. Para Kreitler, o uso do FBDD representa uma mudança de paradigma na indústria farmacêutica, especialmente para pequenas empresas com recursos limitados.
Ao reduzir o número de testes e aumentar a taxa de sucesso, a técnica pode democratizar o acesso à inovação e acelerar o desenvolvimento de medicamentos voltados a doenças negligenciadas. O projeto também reforça a importância de infraestruturas científicas públicas e abertas, capazes de impulsionar descobertas com potencial global.
O avanço tecnológico no NSLS-II mostra como a integração entre ciência de materiais, automação e inteligência artificial está redefinindo o futuro da medicina. A expectativa é que, com a consolidação dessa plataforma, novas terapias possam ser desenvolvidas em prazos significativamente menores, beneficiando pacientes e sistemas de saúde em todo o mundo.
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Zizi
23/04/2026
Ah, meus queridos, vejam só como o mundo da ciência avança quando há investimento público e espírito coletivo! Esses pesquisadores do Laboratório Nacional de Brookhaven mostram o quanto a inteligência humana pode florescer quando não está acorrentada à lógica do lucro imediato. A tal triagem de fragmentos é um exemplo bonito de como a cooperação entre mentes dedicadas pode acelerar descobertas que salvam vidas, especialmente se o resultado não for sequestrado por grandes corporações farmacêuticas que só pensam em dividendos.
Mas é bom lembrar que nada disso surge do nada. Esses laboratórios são sustentados por universidades públicas, por orçamentos estatais e pela contribuição de gerações de cientistas formados em instituições que acreditam na ciência como bem comum. Aqui no Brasil, tivemos um tempo em que nossas universidades e centros de pesquisa também avançavam assim — basta lembrar o papel da Fiocruz e das universidades federais durante a pandemia. Foi o investimento público, o SUS e a solidariedade do povo que nos permitiram enfrentar aquele momento terrível, enquanto os meninos mal-educados do mercado zombavam da ciência e espalhavam desinformação.
O que me preocupa é ver que, enquanto em outros países o Estado fortalece a pesquisa, aqui ainda há quem ache que ciência é gasto, não investimento. Precisamos recuperar o orgulho de financiar o conhecimento, de apoiar nossos pesquisadores, de entender que cada real aplicado em ciência retorna multiplicado em saúde, tecnologia e soberania. Sem isso, ficamos dependentes das patentes estrangeiras, pagando caro por remédios que poderíamos desenvolver em casa.
Portanto, que essa notícia sirva de inspiração — e também de alerta. O futuro da humanidade não está nas mãos dos especuladores, mas dos cientistas comprometidos com o bem comum. E é papel de governos populares, como o do presidente Lula, garantir que a ciência não seja privilégio, mas direito de todos.
Tonho Patriota
23/04/2026
ISSO AÍ É PAPO PRA CONTROLAR A GENTE COM CHIP E VACINA, FAZ O L AÍ QUE O COMUNISMO VEM EMBALADO EM REMÉDIO!
Augusto Silva
23/04/2026
Tonho, meu caro, se a ciência tivesse mesmo esse poder de controle, já tinham te convencido a ler um livro sobre biotecnologia em vez de acreditar em meme de zap. O único chip que te ameaça é o da desinformação.
Silvia D.
23/04/2026
É animador ver a ciência avançando com ferramentas que tornam o desenvolvimento de medicamentos mais rápido e acessível. Isso mostra como investimento em pesquisa e tecnologia é essencial para melhorar a saúde pública. Que iniciativas assim inspirem o Brasil a fortalecer ainda mais o SUS e nossa própria capacidade científica.
Celio Fazendeiro
23/04/2026
Mais um brinquedinho caro de laboratório bancado por quem trabalha de verdade no campo. Essa turma vive achando que robô e raio X vão curar o mundo, mas sem o agronegócio sustentando a economia, nem remédio eles teriam pra testar.
Mariana Ambiental
23/04/2026
Celio, o problema é que esse “sustento” do agronegócio vem destruindo solo, água e saúde — inclusive a de quem trabalha no campo. Ciência pública e agroecologia andam juntas pra garantir futuro, não lucro imediato.
Eduardo C.
23/04/2026
Interessante ver o avanço, mas quero ver números concretos. Quanto tempo e custo realmente se reduzem com essa tal triagem de fragmentos? Sem dados comparativos, fica difícil avaliar se é revolução ou só mais um experimento promissor.
Luciana
23/04/2026
Tomara que essa tal tecnologia ajude a baratear remédio, porque o povo tá sofrendo pra comprar até um antibiótico simples. É bonito ver pesquisa avançando, mas o que eu quero mesmo é ver o resultado no bolso e no posto de saúde.
Adalberto Livre
23/04/2026
ESSA TURMA INVENTA CADA COISA MAS NA HORA DE CURAR GRIPE EU AINDA TOMO CHÁ E DORMO, PRONTO!
Rubens O Pescador
23/04/2026
Bonito ver a ciência avançando, né? Pena que aqui no Brasil o governo anterior só queria cortar verba das universidades e dos laboratórios. No tempo do Lula e da Dilma o povo comia carne e o pesquisador tinha reagente pra trabalhar. Ciência forte e barriga cheia andam juntas, minha gente.
Renato Professor
23/04/2026
Enquanto isso, a turma que acha que ciência é gasto inútil continua acreditando que remédios caem do céu, guiados pela mão invisível do mercado. É a pesquisa pública, com método e inteligência coletiva, que de fato move a fronteira do conhecimento — não o lucro imediato.
Jeferson da Silva
23/04/2026
Bonito ver a ciência avançando, mas queria ver essa agilidade toda também pra garantir remédio barato pro povo trabalhador. Descobrir é importante, mas distribuir é o que muda a vida de quem pega ônibus lotado e não tem plano de saúde.
Beto Engenheiro
23/04/2026
Legal ver avanço na área, mas fico pensando quando isso vai sair do laboratório e virar remédio de verdade. Pesquisa é ótima, mas sem investimento pesado em infraestrutura e produção, continua tudo só no papel.
Sgt Bruno 🇧🇷
23/04/2026
Ah, lá vem esses cientistas querendo brincar de Deus de novo. Ficam gastando bilhões em laboratório enquanto o povo aqui sofre sem remédio básico. Selva! Quero ver é combater o comunismo e cuidar do Brasil de verdade, não ficar inventando moda gringa.
Maura Santos
23/04/2026
Bruno, engraçado você falar de “cuidar do Brasil” quando a turma que você defende deixou faltar até dipirona nos postos e causou apagão de remédios no SUS. Ciência não é “brincar de Deus”, é justamente o que salva vidas quando o fanatismo deixa o povo na mão.
Zé Trovãozinho
23/04/2026
Ah, claro, mais uma “descoberta milagrosa” vinda dos EUA, como se o resto do mundo fosse incapaz de pesquisar sem o “salvador” americano. Enquanto isso, aqui a gente paga caro por remédio e o SUS é sabotado por quem idolatra o modelo deles. Depois reclamam quando o povo fala em soberania científica.
Karina Libertária
23/04/2026
Ah, olha só, os americanos sempre na frente com essas inovações de pharma tech! Enquanto isso, no Brasil, o povo fica esperando milagre do SUS e bolsa disso, bolsa daquilo. Se cada um investisse um pouquinho fora, já dava pra pagar um bom plano de saúde, né? Wake up, people!