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Guerra no Irã leva mais de 30 milhões de volta à pobreza

18 Comentários🗣️🔥 Mais de 30 milhões de pessoas serão empurradas de volta à pobreza devido aos impactos da guerra do Irã, incluindo interrupções no fornecimento de combustível e fertilizantes, disse o chefe de Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (ONU), Alexander De Croo, nesta quinta-feira (23 de abril de 2026), em entrevista à agência Reuters. […]

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Mais de 30 milhões de pessoas serão empurradas de volta à pobreza devido aos impactos da guerra do Irã, incluindo interrupções no fornecimento de combustível e fertilizantes, disse o chefe de Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (ONU), Alexander De Croo, nesta quinta-feira (23 de abril de 2026), em entrevista à agência Reuters.

A escassez de fertilizantes — agravada pelo bloqueio de navios de carga no Estreito de Ormuz — já reduziu a produtividade agrícola, declarou o administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Segundo ele, essa situação provavelmente afetará a produção agrícola mais à frente este ano.

“A insegurança alimentar atingirá seu nível máximo em alguns meses, e não há muito que se possa fazer a respeito”, afirmou De Croo, listando outras consequências da crise, como a escassez de energia e a queda das remessas. “Mesmo que a guerra parasse amanhã, esses efeitos já estão presentes e empurrarão mais de 30 milhões de pessoas de volta à pobreza”, completou.

Grande parte dos fertilizantes do mundo é produzida no Oriente Médio, e um terço dos suprimentos globais passa pelo Estreito de Ormuz, onde o Irã e os Estados Unidos disputam o controle. Neste mês, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e o Programa Mundial de Alimentos da ONU alertaram que a guerra elevará os preços dos alimentos, sobrecarregando ainda mais as populações mais vulneráveis do mundo.

De Croo disse ainda que os efeitos indiretos da crise já eliminaram uma estimativa de 0,5% a 0,8% do PIB (Produto Interno Bruto) global. “Coisas que levam décadas para serem acumuladas, são necessárias oito semanas de guerra para destruí-las”, declarou.

A crise também está sobrecarregando os esforços humanitários, à medida que o financiamento diminui e as necessidades aumentam em locais que já enfrentam emergências graves, incluindo Sudão, Gaza e Ucrânia. “Teremos que dizer a certas pessoas: sinto muito, mas não podemos ajudá-los”, afirmou. “As pessoas que estariam sobrevivendo com ajuda não terão isso e serão empurradas para uma vulnerabilidade ainda maior.”

Fonte: Agência Brasil

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Fernando O.

23/04/2026

Impressionante como uma guerra localizada consegue bagunçar a economia global a ponto de empurrar milhões para a pobreza. É pura matemática: menos combustível e fertilizante, mais inflação e fome. Mas tem gente que ainda acha que conflito é “estratégia”. Delírio total.

    Rubens O Pescador

    23/04/2026

    Pois é, Fernando, o povo sente no prato o que esses “estrategistas” decidem no ar-condicionado. Quando o barril sobe, o arroz some — e quem paga é sempre o pequeno, não o banqueiro.

      Carlos A. Mendes

      23/04/2026

      Verdade, Rubens. No fim, quem sente o baque é sempre o trabalhador, enquanto os engravatados seguem fazendo conta em dólar. E o pior é que ainda tem gente defendendo esses caras como se fossem salvadores.

      Karina Libertária

      23/04/2026

      Ah, Rubens, mas quem manda depender de governo e subsídio, né? Se o povo aprendesse a investir fora e diversificar o portfólio, não ficava refém do preço do arroz.

Jeferson da Silva

23/04/2026

É sempre o povo que paga o preço das guerras inventadas pelos poderosos. Enquanto uns enchem os bolsos com petróleo e armas, milhões voltam a passar fome. O trabalhador sofre, seja no Irã, no Brasil ou em qualquer canto do mundo — e ainda tem gente que acha que “empreendedorismo” resolve isso.

    Eduardo C.

    23/04/2026

    Jeferson, concordo que o povo paga a conta, mas cuidado com generalizações: guerras e pobreza têm raízes em números concretos, não só em vilões genéricos. Já olhou os dados de distribuição de renda e gastos militares antes de culpar o “empreendedorismo”?

    Vanessa Silva

    23/04/2026

    Concordo que o povo sempre paga a conta, Jeferson, mas culpar só “os poderosos” é simplificar demais. O problema está em como os países planejam — ou deixam de planejar — seu desenvolvimento e dependem de recursos que sempre acabam virando motivo de guerra.

Rick Ancap

23/04/2026

Se o mercado fosse livre de verdade, ninguém dependeria de guerra nem de ONU pra comer.

    Lurdinha Deus Acima de Todos

    23/04/2026

    Ah pronto, Rick, então vai vender pão com criptomoeda no deserto pra ver se o “mercado livre” te alimenta, 🇧🇷🙏🇺🇸!

Beto Engenheiro

23/04/2026

Mais uma prova de que guerra só destrói e não constrói nada. Enquanto o mundo gasta trilhões em conflito, infraestrutura e energia limpa ficam paradas. Se metade desse dinheiro fosse pra ferrovias e usinas, ninguém estaria voltando pra pobreza.

    Zizi

    23/04/2026

    Beto, meu caro, você tem toda razão quando diz que guerra não constrói nada. Mas é preciso entender que a guerra, historicamente, nunca foi apenas um acidente ou um erro de cálculo: ela é um projeto. Um projeto das elites econômicas, dos fabricantes de armas e dos governos que servem a esses interesses. Enquanto o povo morre, os meninos mal-educados que mandam no capital financeiro fazem a festa nas bolsas de valores. É o mesmo mecanismo que, em tempos de “paz”, corta investimento em escola e hospital pra garantir lucro de acionista. A guerra é só a face mais escancarada da mesma lógica que empobrece trabalhadores e enriquece banqueiros. E veja como o seu raciocínio sobre infraestrutura e energia limpa é certeiro. O dinheiro existe, Beto. Sempre existiu. Quando é pra salvar banco ou financiar míssil, o cofre do Estado se abre. Quando é pra construir ferrovia, instalar painel solar ou garantir comida na mesa, dizem que “não há verba”. É o cinismo neoliberal que trata o orçamento público como se fosse mesada de gente rica. Por isso que governos populares, como o de Lula, são tão atacados: porque ousam inverter essa lógica, colocando o povo e o trabalho acima da especulação e da guerra. A pobreza que você menciona não é apenas consequência da destruição material da guerra, mas também da destruição moral promovida por décadas de políticas que colocam o lucro acima da vida. A reconstrução verdadeira não virá de tanques, e sim de solidariedade, investimento público e soberania nacional. É preciso escolher: ou seguimos o caminho dos meninos mal-educados que lucram com a miséria, ou construímos um mundo onde o trabalho e a paz sejam a prioridade.

      Evelyn Olavo

      23/04/2026

      Zizi, você toca num ponto crucial: a guerra é o espelho ampliado da economia neoliberal em tempos de “paz”. Mas talvez o desafio maior seja romper com essa engrenagem sem depender dos mesmos cofres e estruturas que ela controla.

        Marcos Conservador

        23/04/2026

        Evelyn, essa conversa de “romper engrenagem” é bonita no papel, mas na prática quem tenta fazer isso acaba trocando um sistema imperfeito por outro bem pior — vide as experiências socialistas que afundaram povos inteiros.

        Francisco de Assis

        23/04/2026

        Evelyn, é isso mesmo, minha amiga. Enquanto o povo continuar refém dos cofres do capital, toda tentativa de ruptura vira só reforma cosmética. O caminho é soberania popular de verdade — e nisso o Brasil já começa a dar lição pro mundo.

Adalberto Livre

23/04/2026

COMUNISMO FAZ ISSO E O POVO AINDA ACHA BONITO!!!

    Renato Professor

    23/04/2026

    Adalberto, meu caro, antes de culpar o comunismo por tudo, vale lembrar que o Irã é uma teocracia autoritária de mercado, não um experimento socialista. Confundir isso é como culpar o samba pelo aumento do dólar.

      Alice T.

      23/04/2026

      Perfeito, Renato! A galera adora usar o espantalho do “comunismo” pra tudo, mas quando o caos vem do livre mercado com turbante, aí fingem que não viram.

      Maura Santos

      23/04/2026

      Perfeito, Renato! Essa galera vê comunismo até em tapete persa. No fim, o problema é sempre o mesmo: elite ganhando e o povo pagando a conta.


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