Um detento morre a cada 19 horas dentro dos presídios paulistas, segundo levantamento do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) e do Núcleo Especializado de Situação Carcerária (Nesc) da Defensoria Pública de São Paulo.
Esse ritmo equivale a uma média de 500 mortes por ano e expõe graves falhas estruturais no sistema carcerário. O relatório contabilizou 4.189 óbitos de 2015 ao primeiro semestre de 2023, chegando a 5.106 mortes até agosto de 2025 após consulta via Lei de Acesso à Informação.
As causas mais comuns envolvem doenças evitáveis como pneumonia, tuberculose, infecções respiratórias e septicemia. Essas enfermidades se agravam pela insalubridade e pela ausência de cuidados médicos adequados, conforme detalhou o portal Metrópoles.
A maioria dos casos se concentra nos Centros de Detenção Provisória da capital, como os de Belém, Vila Independência e Pinheiros, que abrigam presos sem condenação definitiva. No interior e no litoral, as unidades de Serra Azul II, Iaras, Lucélia e o Complexo Penal de São Vicente registram altos índices, com óbitos que ocorrem principalmente em hospitais externos ou no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário.
O Condepe destaca que a estrutura de saúde nas prisões é precária, com atendimento médico irregular em diversas unidades. Das 180 unidades prisionais do estado, apenas 92 possuem equipes vinculadas ao Sistema Único de Saúde, enquanto 78 dependem de profissionais da própria Secretaria da Administração Penitenciária.
Municípios como São Paulo e Sorocaba não aderiram à deliberação CIB nº 62/2012, o que compromete a universalidade da saúde prisional. Cerca de 25% dos atendimentos externos não foram realizados entre 2024 e 2025 por falta de escolta policial.
O Plano Pena Justa foi lançado em 2025, coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com mais de 300 metas previstas até 2027. O plano visa reduzir a superlotação, melhorar a infraestrutura e assegurar acesso à saúde, higiene, água e alimentação nas unidades prisionais.
A medida atende ao reconhecimento do Supremo Tribunal Federal sobre o Estado de Coisas Inconstitucional no sistema prisional brasileiro. A continuidade das mortes evitáveis representa violação direta a esse preceito e reforça a urgência de ações efetivas por parte do poder público.
A Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo não se manifestou sobre o relatório até o momento da publicação. Entidades de direitos humanos cobram providências imediatas para conter as mortes e garantir a dignidade dos custodiados no estado.
Leia também: Sobre a carta aberta de João Paulo Cunha a Joaquim Barbosa
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Clarice Historiadora
23/04/2026
É isso que dá quando o Estado transforma presídio em depósito de gente pobre. Desde Foucault a gente sabe que o cárcere é mais sobre controle social do que sobre justiça. Mas o bolsonarismo prefere repetir o mantra da “bandido bom é bandido morto” e fingir que não é cúmplice dessa barbárie institucional.
Marcos Conservador
23/04/2026
Depois o pessoal ainda quer mais “direitos humanos” pra bandido… É o que dá transformar cadeia em colônia de férias. Falta é disciplina e autoridade, não relatório de ONG querendo posar de salvadora.
Lurdinha Deus Acima de Todos
23/04/2026
Meu Deus, tá tudo virando inferno na Terra mesmo 😱🙏🇧🇷
Evelyn Olavo
23/04/2026
É revoltante ver esses números e perceber como a sociedade naturaliza a morte dentro das prisões. O Estado não pode fingir que isso é “parte do sistema”. Cada uma dessas vidas perdidas é um retrato do nosso fracasso coletivo em garantir dignidade e justiça.
Luciana
23/04/2026
É triste ver esses números, mas não dá pra fingir que o sistema carcerário tá funcionando. O governo gasta rios de dinheiro e nada melhora. Enquanto isso, a gente aqui fora contando centavos pra pagar o gás e o cartão estourado. Tudo desanda quando o básico não é prioridade.
Maura Santos
23/04/2026
É isso que chamam de “gestão eficiente”? Um sistema prisional que mata gente como se fosse linha de produção. Quando a extrema-direita fala em “lei e ordem”, é bom lembrar que o resultado prático disso foi o apagão da dignidade humana dentro dos muros — e fora deles também.
Mariana Ambiental
23/04/2026
É revoltante ver esses números e perceber que o Estado trata vidas humanas como descartáveis. A mesma elite que lucra com o encarceramento em massa finge surpresa, mas é cúmplice desse sistema. Segurança pública sem dignidade é só mais uma engrenagem da barbárie.
Beto Engenheiro
23/04/2026
Isso mostra o colapso completo do sistema prisional. Falta estrutura, falta investimento e sobra improviso. Se o Estado não consegue nem manter a integridade física de quem está sob sua custódia, é sinal de que a infraestrutura pública está apodrecendo de ponta a ponta.
Zizi
23/04/2026
É assustador, meus caros, que em pleno século XXI ainda precisemos lembrar o óbvio: pessoas presas continuam sendo seres humanos. Quando um relatório mostra que um detento morre a cada 19 horas em São Paulo, não estamos falando de estatística fria — estamos falando de vidas que o Estado, por obrigação constitucional, deveria proteger. O sistema prisional paulista, tão vangloriado pelos meninos mal-educados que confundem “segurança pública” com vingança social, está se transformando num campo de extermínio lento e silencioso.
A história nos ensina que regimes autoritários sempre começam desumanizando parcelas da população. Ontem eram os escravizados, depois os pobres, os subversivos, os comunistas. Hoje são os encarcerados, quase todos pretos, periféricos e abandonados. A morte dentro das prisões é o retrato mais cruel de uma sociedade que prefere punir a cuidar, e que fecha os olhos para o racismo estrutural que alimenta esse ciclo. É o mesmo raciocínio dos liberais que falam em “meritocracia” enquanto o povo morre sem sequer ter tido uma chance.
O governo Lula tem um desafio enorme: enfrentar esse modelo de segurança pública que o PSDB consolidou em São Paulo por décadas, baseado em repressão, superlotação e descaso. É preciso investir em educação, saúde mental, reintegração social — e, acima de tudo, em humanidade. Prisão não pode ser sinônimo de sentença de morte. O Estado que mata dentro de seus muros é o mesmo que falha fora deles.
Enquanto os meninos mal-educados gritam por mais bala e menos direitos, nós, povo consciente e amoroso, precisamos reafirmar: justiça sem dignidade não é justiça, é barbárie. Que esse relatório sirva de alerta — e que o Brasil, um dia, aprenda que cuidar dos seus filhos, mesmo os que erraram, é o verdadeiro sinal de civilização.
Rick Ancap
23/04/2026
Mais um fracasso estatal pra conta — querem segurança estatal, tá aí o resultado.
Adalberto Livre
23/04/2026
ISSO AÍ, VAI VER É O COMUNISMO QUE MATA ATÉ NA CADEIA, NÉ?
Celio Fazendeiro
23/04/2026
Ah, coitadinho dos detentos… enquanto isso, o cidadão de bem tá preso em casa com medo dos bandidos soltos. Presídio não é colônia de férias, quem comete crime tem que pagar. Agora querem transformar criminoso em vítima, é o fim da picada!
Jeferson da Silva
23/04/2026
Célio, ninguém tá dizendo que bandido tem que ganhar prêmio, mas morrer em cadeia superlotada não é justiça, é barbárie. Quando o Estado aceita matar preso, amanhã ele aceita matar trabalhador também.
Sgt Bruno 🇧🇷
23/04/2026
Ah, mas também né… quer o quê, colônia de férias? Bandido tem que pagar pelo que fez, selva! Comunista adora passar a mão na cabeça de vagabundo, mas o povo de bem tá cansado disso.
Vanessa Silva
23/04/2026
É assustador ver esses números e pensar que o Estado ainda trata o sistema prisional como depósito humano. Isso é um sintoma claro de falta de gestão e planejamento. Segurança pública de verdade começa com políticas de ressocialização e infraestrutura decente, não com abandono e improviso.
Fernando O.
23/04/2026
É assustador ver esses números e perceber que o sistema prisional virou uma espécie de cemitério estatal. Falam em “rigor” e “lei e ordem”, mas o que existe é descaso e desumanidade. Não dá pra normalizar um morto a cada 19 horas como se fosse estatística de trânsito.
Miriam
23/04/2026
É revoltante ver esse nível de descaso com vidas sob custódia do Estado. O sistema prisional deveria funcionar com controle, não como depósito de gente. Falta gestão séria e transparência — e sobra gritaria ideológica que não resolve nada.
Francisco de Assis
23/04/2026
É revoltante ver esse massacre silencioso dentro dos presídios paulistas, fruto direto da política de ódio e encarceramento em massa que o bolsonarismo tanto aplaudiu. Gente alienada da cabeça acha que “bandido bom é bandido morto”, mas isso é barbárie, não justiça. O Brasil que Lula tenta reconstruir é o da vida, da dignidade e da soberania sobre a própria humanidade.
Tonho Patriota
23/04/2026
SE TIVESSEM FEITO O L TAVA TODO MUNDO SOLTO E GANHANDO CELULAR NOVO DO LULADRÃO!
Alice T.
23/04/2026
Tonho, enquanto você repete meme de zap, a realidade é que o Estado tá deixando gente morrer sob custódia — e isso não é “fazer o L” nem “não fazer o L”, é pura falência de direitos humanos.
Pedro
23/04/2026
Triste realidade, viu. Enquanto a gente rala nas ruas pra pagar gasolina e IPVA, o Estado não dá conta nem de cuidar de quem tá sob sua guarda. Parece que a vida, em qualquer canto, perdeu o valor.
Eduardo C.
23/04/2026
Um morto a cada 19 horas significa mais de 450 por ano só em São Paulo. Os números falam por si: o sistema prisional está em colapso. Antes de qualquer opinião, quero ver as fontes completas e as séries históricas — sem dados consolidados, é impossível discutir política pública séria.
Carlos A. Mendes
23/04/2026
É assustador ver esses números e perceber que o Estado parece ter desistido de controlar o próprio sistema prisional. Não dá pra achar normal uma morte a cada 19 horas. Mesmo quem cometeu crime tem direito à vida — se o governo não garante isso, algo está muito errado.
Zé Trovãozinho
23/04/2026
Ah, pronto, agora querem fazer drama por causa de bandido também? Enquanto o cidadão de bem sofre com a criminalidade, a turma do “direitos humanos” só olha pra dentro das cadeias. Vão comparar com Cuba ou Venezuela pra ver o que é prisão de verdade. O Brasil tá virando uma Cuba do Norte mesmo.
Augusto Silva
23/04/2026
Zé, se o Estado não consegue garantir a vida nem de quem está sob sua custódia, imagina do tal “cidadão de bem”. E sobre Cuba, meu caro, lá ao menos não há chacina em presídio a cada 19 horas — talvez valha aprender alguma coisa antes de repetir bordão.
Rubens O Pescador
23/04/2026
É isso que dá quando o Estado vira as costas pro povo e trata pobre como descartável. No tempo do Lula, o governo entrava nos presídios com educação e oportunidade, não só com cassetete. Agora é essa barbárie, e o povo ainda acha que tá tudo bem porque “bandido bom é bandido morto”. Depois reclamam que o crime não acaba.
Silvia D.
23/04/2026
É desumano naturalizar um número desses. Morte dentro de presídio também é questão de saúde pública — fala de negligência, de falta de assistência médica e de políticas de prevenção. O Estado não pode virar as costas e fingir que isso não é problema seu.
Tadeu
23/04/2026
É assustador esse número, mas sinceramente, nada disso me surpreende mais. O sistema carcerário tá um caos faz tempo e ninguém parece querer resolver. Enquanto isso, a gente continua pagando a conta e vendo o dinheiro sumir, sem retorno nenhum.
Karina Libertária
23/04/2026
Ai, gente, sinceramente… quem manda entrar pra esse tipo de vida, né? Aqui em Miami não tem essa bagunça, o pessoal trabalha, investe e pronto. No Brasil o governo gasta demais com bandido e ainda tem gente defendendo. Bora aprender a ser mais self-responsible!
Renato Professor
23/04/2026
Karina, sua fala soa como quem confunde cartão de crédito com virtude cívica. A economia solidária ensina que segurança não nasce do castigo, mas da dignidade — e essa, minha cara, não se terceiriza para Miami.