O avanço da computação quântica redefine os limites da segurança digital e acende alertas em bancos, governos e empresas.
Especialistas do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR) e do Banco do Brasil debateram o assunto em Brasília no evento Defesa Cibernética na Era Quântica: Estratégia, Resiliência e Futuro. O debate integrou as atividades do Mês Mundial Quântico e enfatizou os riscos à criptografia tradicional.
Segundo o Canaltech, a estabilidade industrial da tecnologia quântica pode ser alcançada em 2029. A especialista em cibersegurança e privacidade do Banco do Brasil, Ana Cláudia Ramos, classificou o risco como concreto e urgente para o setor financeiro.
Ela apontou que algoritmos como RSA e ECC sucumbem ao algoritmo de Shor, que resolve cálculos complexos em minutos. Ramos alertou que a chamada “colheita de dados” já ocorre, com invasores armazenando informações encriptadas para decifração futura.
Essa realidade demanda ações imediatas de migração para protocolos resistentes à computação quântica. O pesquisador-chefe do Centro de Competência do CESAR, Fábio Maia, advertiu contra a subestimação da velocidade da inovação científica.
Maia defendeu a redução da exposição aos riscos e o início imediato da transição para sistemas resistentes. O engenheiro especialista em inteligência artificial e computação quântica do Banco do Brasil, Gustavo Botelho, previu um futuro híbrido entre máquinas clássicas e quânticas.
Botelho citou que o treinamento de modelos de IA generativa poderia cair de meses para poucas horas com o auxílio quântico. O gerente de projetos e pesquisador em quântica do CESAR, Everton Dias, mencionou parcerias com a Federação Brasileira de Bancos para aplicar aprendizado de máquina quântico na detecção de fraudes.
Dias defendeu a formação de talentos na interface entre física e computação para construir soberania tecnológica nacional. A tecnologia quântica se estende à comunicação e ao sensoreamento, além da pura computação.
O evento abordou ainda o impacto geopolítico da transição e a necessidade de proteger a soberania nacional diante de vulnerabilidades crescentes. Como o Banco do Brasil atua em múltiplos mercados internacionais, a instituição alinha suas práticas à Lei Geral de Proteção de Dados e a diretrizes europeias.
Essa estratégia envolve mapear todos os sistemas com algoritmos vulneráveis e substituí-los por soluções seguras. Maia reforçou a urgência da adaptação com uma síntese direta: “o melhor momento para iniciar a migração foi ontem e o segundo melhor é hoje”.
O debate completo, que vai da física dos qubits às estratégias empresariais, está disponível no canal ComunicaTI BB no YouTube. A corrida pela segurança na era quântica já começou e atrasos podem comprometer defesas digitais inteiras.
Leia também: Computação quântica avança sem interrupções
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Luciana
24/04/2026
Bonito isso de computação quântica, mas aqui o povo tá é tentando pagar o cartão e o gás do mês. Se os bancos estão preocupados com o futuro digital, que tal começarem resolvendo os juros absurdos de hoje? Segurança pra mim é não ver o saldo sumir em cobrança indevida.
Lurdinha Deus Acima de Todos
24/04/2026
Ih minha gente, isso aí é o fim dos tempos digitais 😱🙏 daqui a pouco até o zap vai ser quântico 🇧🇷💻
Zizi
24/04/2026
Ah, minha querida Lurdinha, não é o fim dos tempos, não. É só mais uma virada de página na longa história da ciência humana. Desde que o homem aprendeu a fazer fogo, sempre tem alguém achando que o mundo vai acabar por causa da novidade. A computação quântica é uma dessas descobertas que assustam os desavisados, mas que, se bem compreendidas e usadas com responsabilidade, podem servir ao bem comum. O problema não é o zap virar “quântico”, meu anjo — o problema é quem controla as ferramentas e para quê. Veja: quando a internet chegou, disseram que seria o fim da privacidade; e de certa forma foi, mas também abriu caminho para a democratização da informação, para o acesso à educação, para a comunicação entre povos. O mesmo vale para a computação quântica. Se deixarmos na mão dos grandes conglomerados e governos que só pensam em lucro e vigilância, claro que vira ameaça. Mas se o povo, a universidade pública e o Estado soberano tomarem a dianteira, pode ser uma revolução libertadora. Então não tenha medo da tecnologia, Lurdinha. Tenha medo é dos meninos mal-educados que querem privatizar o conhecimento e vender até o futuro da gente. O zap quântico, se vier, que venha com amor, com ética e com o espírito coletivo que o Lula tanto fala: o de colocar a ciência a serviço do povo, e não o povo a serviço da máquina.
Clarice Historiadora
24/04/2026
Calma, Lurdinha, antes do zap virar quântico ainda falta muito feijão pra comer — por enquanto, quem mais ameaça nossa privacidade não é o computador quântico, é o grupo da família mesmo.
Augusto Silva
24/04/2026
Calma, Lurdinha! Quando o zap virar quântico, a gente manda áudio em todas as dimensões ao mesmo tempo — mas até lá, é melhor estudar ciência de verdade do que profecia digital.