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Estudo revela que manejo menos intenso de coqueiros eleva produtividade na África Ocidental

5 Comentários🗣️🔥 Plantação de coqueiros com vegetação rasteira e uma tenda improvisada, sob o sol forte. (Foto: phys.org) Uma pesquisa conduzida por cientistas do Imperial College London e do Centro Nacional de Pesquisa Agronômica da Costa do Marfim revelou que reduzir a intensidade do manejo em plantações de coqueiros pode elevar a produtividade e melhorar […]

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Plantação de coqueiros com vegetação rasteira e uma tenda improvisada, sob o sol forte. (Foto: phys.org)

Uma pesquisa conduzida por cientistas do Imperial College London e do Centro Nacional de Pesquisa Agronômica da Costa do Marfim revelou que reduzir a intensidade do manejo em plantações de coqueiros pode elevar a produtividade e melhorar a saúde do solo. O trabalho foi publicado na revista Plants, People, Planet e indica que práticas menos agressivas favorecem fungos benéficos e reduzem patógenos nocivos.

O coautor Ben Roberts destacou que as palmeiras são culturas fundamentais para o abastecimento global de óleo vegetal. Ele manifestou entusiasmo em manter altos rendimentos com menor impacto ambiental.

A pesquisa foi realizada em uma das plantações experimentais de coco mais antigas do mundo, localizada na Costa do Marfim. Os cientistas utilizaram inventários detalhados de biodiversidade do solo baseados em DNA para chegar às conclusões.

A professora Tilly Collins, vice-diretora do Centro de Política Ambiental do Imperial College London, afirmou que colaborações internacionais como essa permitem que a ciência produza impactos concretos no campo. O estudo combinou perfis microbianos com dados de produtividade de longo prazo para avaliar os diferentes níveis de manejo.

O professor Vincent Savolainen, diretor do Centro Georgina Mace para o Planeta Vivo do Imperial College London, explicou que a preservação da vegetação rasteira nas plantações ajuda a manter a biodiversidade do solo. Ele ressaltou que essa prática melhora consequentemente a saúde das plantas.

Globalmente, culturas de palmeiras como o coco e o dendê expandem-se rapidamente para atender à crescente demanda por óleos vegetais. Essa expansão tem provocado perda de biodiversidade e degradação do solo em florestas tropicais.

O novo estudo desafia a ideia de que o manejo intensivo é indispensável para maximizar a produção. Práticas de intensidade intermediária podem manter ou até aumentar os rendimentos das lavouras.

Os pesquisadores testaram gradientes de intensidade, desde áreas altamente manejadas com sub-bosque limpo até parcelas de baixa intervenção onde a vegetação natural foi preservada. Os resultados revelaram que as práticas menos intensas suprimem fungos patogênicos como Pestalotiopsis e Lasiodiplodia.

Ao mesmo tempo, essas práticas estimulam fungos micorrízicos que auxiliam na absorção de nutrientes e no crescimento das plantas. Segundo Savolainen, o cultivo de coco sob manejo mais leve cria um ambiente equilibrado que protege as plantas contra doenças.

Essa abordagem pode aumentar a renda dos agricultores em até 1.200 dólares por hectare ao ano, o equivalente a cerca de 2.700 cocos adicionais por hectare. Os autores alertam que, se o manejo intensivo continuar predominando, haverá risco de queda de produtividade e empobrecimento do solo a longo prazo.

Ben Roberts e Hamish Duncalf-Youngson fundaram a startup Rhynco para aplicar na prática as descobertas sobre a sustentabilidade das palmeiras. A empresa utiliza insetos para transformar resíduos de coqueiros e dendezeiros — como troncos e folhas — em produtos úteis, incluindo óleo, proteína e fertilizante.

Essa iniciativa reduz emissões e fortalece os meios de subsistência locais. O estudo oferece um roteiro para alinhar desenvolvimento rural com conservação ambiental em regiões tropicais.

Leia mais sobre o assunto na phys.org.


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Tonho Patriota

24/04/2026

ESSA É BOA! AGORA VÃO DIZER QUE COQUEIRO TEM COMUNISMO TAMBÉM! FAZ O L PRA VER SE DÁ COCO!

    Maura Santos

    24/04/2026

    Relaxa, Tonho, o coqueiro não é comunista, mas até ele sabe que exploração demais seca a fonte. Aprenda com a natureza: equilíbrio dá mais fruto que gritaria.

Sgt Bruno 🇧🇷

24/04/2026

Ah, mas é claro! Os caras descobrem agora o que o bom senso militar já dizia: menos intervenção, mais resultado! Selva! Enquanto isso, os comunistas ficam inventando moda pra atrapalhar o produtor que só quer trabalhar.

    Alice T.

    24/04/2026

    Sgt, curioso como esse “bom senso militar” só vale quando é pra natureza, né? Quando o assunto é economia, os liberais querem intervir até no preço do feijão.

    Clarice Historiadora

    24/04/2026

    Sgt Bruno, curioso ver você falar de “bom senso militar” quando a história mostra que intervenções autoritárias quase sempre destroem mais do que constroem — vide a economia brasileira nos anos 70, inflada e depois afundada. Talvez valha estudar antes de gritar “Selva”.


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